01 agosto 2017

[Resenha] O primeiro e o último verão - Por Letícia Wierzchowski



Título: O primeiro e último verão
Autor (a): Letícia Wierzchowski
Páginas: 152
Editora: Globo Livros
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Sinopse: Escrito por Letícia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres, “O primeiro e o último verão” conduz o leitor a reflexões sobre episódios vividos por Clara no passado durante um verão inesquecível na praia de Pinhal. Aos catorze anos, a garota se apaixonou e deu o primeiro beijo, mas foi também quando começou a descobrir todas as preocupações e decepções que existem nas relações de amor. No livro, a personagem revela como conheceu o amor e a morte, e viveu toda a dor e a poesia que há em deixar a inocência da infância para crescer, um processo melancólico e doloroso para todos nós.


"Todo mundo sabe que o verão, no hemisfério sul, termina em março, mais especificamente no dia 20. Quem não sabe disso é porque faltou às aulas. Mas a verdade é que aquele verão, o verão sobre o qual vou contar pra vocês, nunca terminou realmente…
Acho que ele ainda está acontecendo dentro de mim, até hoje, em algum lugar da minha alma, misturando-se com os anos todos e, principalmente, com os meus sonhos.
Porque eu sonho muito com as coisas que aconteceram naquele verão…Quando a gente vive coisas difíceis demais para nossa idade, acaba passando por elas sem entendê-las completamente. A gente vai vivendo, tocando os dias, os meses. Quando vê, anos se passaram.
Anos inteiros desde aquele verão."

Clara era uma garota de quatorze anos no verão em que o seu modo de ver a vida mudou. Para ela, essa estação sempre tivera gosto de sal, areia, mar e sol, pois sendo de Porto Alegre, capital do Rio Grande do sul, com a chegada de dezembro e do calor, toda a família partia para o litoral do estado, para sua casa na praia. Lá, os dias eram mais compridos; as noites, quentes, densas e curtas; as brincadeiras, começavam cedo e não tinham hora para acabar, além de serem regadas a comidas gostosas e a sorvetes, e os amigos de  travessuras, apesar de não se encontrarem durante todo o ano, com a chegada do verão estavam lá, a espera para as próximas aventuras. Porém, nesse verão, sua chegada à praia já era diferente. Começando a ter os primeiros desejos de quase mulher, a menina sentia que gostava de Deco, um garoto mais velho da turma da praia. Então, fez com que essa informação chegasse aos ouvidos do moço, que parecia retribuir-lhe o afeto. Ao se encontrarem, os típicos sentimentos de paixão apareceram: mãos que suavam, coração que disparava, e uma vontade louca de estar perto o tempo todo. Até que surgiu o primeiro beijo.

"Como vocês podem ver, não havia muita privacidade — não como hoje, que cada um tem o seu telefone, e as mensagens ficam ali, protegidas por senha. Pois é, naquele tempo não existiam várias coisas. Mas existia praia, e todo ano — como verão é sinônimo de férias —, assim que o feriado de Natal acabava, a gente acordava bem cedinho, fechava as malas enquanto a mãe desfiava os restos do peru para fazer um risoto na praia e enchia de tralhas o porta-malas do carro para se mandar rumo ao litoral de Pinhal.
Faz muitos anos que não ponho os pés na praia de Pinhal, e olhem que passei quase dezoito anos da minha vida indo pra lá no verão. Então, um dia, não fomos mais. Isso foi quando a mãe decidiu que tínhamos que começar a fazer coisas novas. Parar de olhar para o passado, era o que ela dizia. Então, subitamente, deixamos Pinhal para trás."

Porém, nada é fácil na vida real, e logo, também surgiram as primeiras decepções. Deco, sendo mais velho, às vezes queria sair para lugares onde os pais de Clara não deixavam-na ir. às vezes, o garoto tomava atitudes incompreensíveis para a menina, tão jovem e ingênua. E também ela começava a notar mais coisas sobre o mundo ao seu redor, como o casamento de seus pais, que parecia não estar tão bem. É então, nesse verão de mar e sol que Clara descobre seu primeiro amor e também suas primeiras decepções, e entende que as pessoas se perdem umas das outras, que o destino é inquieto e incompreensível e que nossa vida é cheia de dores e amores.

"Em Pinhal, eu estava livre. Portanto, eu amava aquele lugar… E o amor faz milagres. O amor e a adolescência — era muito bom ser jovem em Pinhal naquele tempo, a gente andava de bicicleta pelas ruas simétricas, jogava bola nos gramados desleixados, ficava tardes inteiras dentro do mar, não importava a cor da água. E, quando chovia, escolhíamos um dos chalés coloridos e toda a turma ia pra lá, onde passávamos o dia jogando canastra, pontinho, general, dorminhoco ou stop (também não existiam esses jogos eletrônicos de hoje). Éramos uma turma de uns dez ou doze, alguns mais unidos do que outros, e, entre banhos de mar, corridas de bike e partidas de canastra, muitas coisas foram acontecendo, coisas boas e ruins, algumas passageiras e sem importância, outras enormes, transatlânticas e imutáveis. Aquele tipo de coisas de “para sempre”."

Com uma narrativa leve e ao mesmo tempo poética, que nos faz rememorar nossas próprias adolescências, Leticia traz fatos da vida real com os quais todos nós nos identificamos e nos faz sentir saudade de cada personagem bastante tempo depois do término do livro.

"Agora ela estava ali comigo. A gente crescia e as dores eram outras. Joelho ralado era substituído por brigas entre amigos, dor de estômago virava traição amorosa, e medo de escuro, falta de coragem. Mas a mãe da gente seguia ali, firme e forte, e as gotinhas de remédio transformavam-se em conselhos, abraços e sábias reprimendas."





É fato conhecido que Letícia Wierzchowski é uma das autoras de quem sou fã convicta, e quando descobri que ela lançaria um livro mais voltado para o gênero infanto-juvenil, decidi imediatamente que gostaria de lê-lo, mesmo que eu não goste tanto desse gênero. Então, assim que pude adquiri-lo, logo comecei a leitura e claro, fui cativada já nas primeiras páginas. Aliás, ele nem tem tantas páginas, e realizei a leitura muito rapidamente, embora em alguns momentos, até mesmo enrolava para ir a diante, só para não acabar tão depressa.

É um livro bastante belo. Na verdade, ele não tem nada de extraordinário, não traz um acontecimento  tão impactante ou uma reviravolta imensa, e sim nos apresenta coisas do cotidiano, do verão de uma garota de quatorze anos que está descobrindo sobre a vida, e é aí que reside a beleza do livro. A cada página lida, pude me identificar com aquela menina, descobrindo a si, aos outros e o mundo ao seu redor, e pude também me identificar com suas narrativas, pois também sou do sul e cada coisa que ela contava, dos dias de verão, das ações dos pais, do modo de comportamento, eu sentia que encontrava ali também pedaços da minha infância e adolescência e encontrava um pouco de mim naquela leitura.
O que mais me chamou atenção, é que a autora não nos situa exatamente no tempo. Pelos elementos presentes na obra, percebemos que provavelmente estamos na década de 1980, e isso é comprovado pelas bandas, músicas e brincadeiras que os adolescentes realizavam, mas não especifica, fazendo com que isso dê espaço para nossa imaginação alçar voos e se colocar no ano em que mais achar adequado. Também, encontramos muitas referências a bandas como Legião urbana, Blitz, u2, dentre outros, e pessoas famosas da época, como Renato Russo, Stevie Wonder e vários outros que estiveram presentes na vida dessa geração, além de mencionar carros, brincadeiras, comidas, lugares e costumes típicos dessa época.

O ponto que foi mais positivo para mim foi a escrita. Feita em primeira pessoa e trazendo a visão de Clara, com seus pensamentos de menina, e uma narrativa ao mesmo tempo leve e poética, ela leva-nos a mergulhar na história e sentir os cheiros e ouvir os sons que são descritos. Isso também me fez ter várias reflexões sobre o quanto é difícil passar por algumas fases, sobre como não entendemos alguns fatos até muito mais tarde e muito tempo depois que eles ocorreram, e o quanto evoluímos ao longo dos tempos, e como é dolorosa e necessária essa evolução na vida de cada um. Também,, admirei profundamente o modo como a autora construiu cada personagem, dispensando a perfeição, e fazendo-os muito humanos, muito cheios de erros, acertos, arrependimentos e de dores. Ainda, um acontecimento final, envolvendo um dos amigos de Clara me tocou bastante, e me levou até a derramar lágrimas, sendo ele mais uma prova do quanto o destino é cruel e sorrateiro, e essa percepção sobre destino é algo muito recorrente já nos livros da autora.

O ponto que não foi tão negativo para mim, mas que me fez lamentar, foi o número de páginas. Sendo um enredo que se passa em 152 páginas, que parecem até menos, de tão rápido que devoramos o livro, penso que este poderia ser ainda mais estendido, pois eu amaria lê-lo por muito tempo, mas também sei que ele terminou na hora certa e onde deveria terminar para deixar esse sentimento tão bom de aprendizado que deixa no leitor. Também, essa banalidade que encontramos na obra, sem muitas reviravoltas que animem o leitor, pode ser incômodo para aqueles que embarquem na leitura a procura de mais ação.

Clara é uma personagem fascinante. Com sua evolução, sua transição da fase de adolescente para a adulta, sentimos muitas coisas juntamente com ela, e encontramos uma inocência já não mais presente na maioria das crianças e adolescentes atuais, que já são de uma outra geração e já obtém muitos conhecimentos pelos aparelhos eletrônicos aos quais tem acesso desde muito cedo. Aqui, encontramos uma personagem que ainda acredita em felizes para sempre, que valoriza mais que tudo uma amizade e que ainda envia cartas, escritas com todo o carinho. Além de Clara, muitos outros personagens me marcaram, como Madalena, a mãe da garota, que é uma mulher sofrida em seu casamento, que suporta muitas traições e que é de uma geração que aprendeu a aguentar as coisas calada, e aprendeu a levar tudo sempre em frente. E também Bia, uma menininha gorducha, engraçada e que ao final da obra, deixou sua marca indelével em mim e que me marcou profundamente devido a seu destino.

O livro é dividido em dezenove capítulos bem curtos, e mais um epílogo, e conforme já relatado, a narração é toda feita em primeira pessoa, pela personagem clara. Realizei a leitura em ebook e encontrei uma revisão perfeita.

Recomendo essa obra para leitores que gostam de livros com um enorme tom de nostalgia. Livros que nos ensinam, nos marcam e se tornam obras bastante especiais, apresentando-nos uma época que já não existe mais e fatos tão críveis que poderiam ter acontecido com qualquer um de nós.

25 comentários:

  1. Olá! Menina estou morrendo de amores,por este livro. Sempre entre uma ressaca literária e outra eu gosto de ler livros leve, Infanto-juvenil. Com certeza este entrou na minha lista, de leitura.

    Abraço adorei a dica.

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  2. Olá
    Eu não sabia da existência dessa obra até ver a sua resenha kkk. Vi que é da mesma autora de um grande obra que acho super interessante é sem dúvidas irei querer lê-la em breve. O trabalho da Globo fixou incrível. Espero ler logo logo. Até mais ver
    Bj

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  3. Sou fã da Letícia também. Esse livro ainda não li e vou anotar a dica! Adoro o jeito que elas escreve e as metáforas que usa em seus livros. Sempre emocionam!

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  4. Parabéns pelo texto e capricho na formatação do post. Não é todo dia que encontramos isso na blogosfera.

    A capa do livro é linda e essa autora tem créditos porque eu cresci assistindo A Casa das Sete Mulheres heheh
    Vou procurar esse livro com certeza.

    Um grande beijo.

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  5. Nossa, é muito triste quando um lugar incrível e maravilhoso, cheio de lembranças boas de repente, por conta de alguns acontecimento, torna-o diferente aos nossos olhos. Parece ser uma história linda e ao mesmo tempo reflexiva, confesso que eu não conhecia a autora, mas fiquei bastante curiosa em relação a sua escrita. Sua resenha está perfeita e muito completa. Obrigada pela dica, bjss!

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  6. Só de saber que a Letícia Wierzchowski escreveu um livro voltado para um público mais jovem já me deixa feliz,pq a casa das sete mulheres é o máximo!
    Bom em relação ao livro não ter um grande acontecimento as vezes é agradável ler algo mais básico, só pra descontrair

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  7. Oi.

    Agora que fui perceber que já conheço a autora desse livro. Não sabia muito sobre a obra, mas pela sua resenha sei que será uma excelente leitura. Vou procurar pelo livro no Skoob e tentar comprá-lo na Black Friday.

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  8. Não liguei o nome da autora ao Livro "A casa das sete mulheres". E olha que achei essa história sensacional. Assisti todos os episódios na Globo e me apaixonei pela história.

    Esse livro parece ser apaixonante e vou ser sincera, adoro ler livros curtos quando estou numa fase que estou um pouco saturada.

    Adoro essas histórias que relembram um pouco do passado contando das bandas do momento e brincadeiras.

    Adorei a sua resenha. Beijos

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  9. Tamara, apesar da autora ser uma das suas favoritas, eu ainda não a conhecia e pela empolgação da sua resenha, já quero ler todos os livros dela. Achei a capa bem melancólica deste aqui. espero poder ler em breve.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  10. Oiiii tudo bem??

    Não li nada da autora ainda, mas interessei bastante, apesar de não ser meu gênero favorito. A questão de se passar durante a década de 80 me chamou muita atenção. Pois posso conhecer como foi adolescência na década de meu nascimento. Adorei a capa, muito bonita. E a sua resenha está fantástica.
    Vou adicionar aos favoritos.
    Bjus Rafa

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  11. Nossa o livro parece ser cheio de poesia. Acho bacana autores que abordam temas comuns com leveza e de uma forma única. Nunca li nada da autora mas fiquei interessada pela escrita.

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  12. Oie...
    Que capa mais linda ;)
    Ainda não conhecia essa obra, mas, fiquei fascinada! De vez em quando é bom ler livros mais simples assim, sem reviravoltas, que falem mais sobre o cotidiano... Gostei bastante da premissa e espero poder ler em breve.
    Dica anotada!
    Beijos

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  13. Oi, Tamara.
    Eu já conhecia a Letícia, porém não sabia desse livro. Apesar de gostar de "A Casa das Sete Mulheres", esse livro não faz tanto meu estilo. Ainda fico na dúvida se gostaria dele ou não.
    Mas adorei a sua resenha, foi muito bem construída. Parabéns!!

    Beijos.

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  14. Oi, Tamara!
    Ai eu vi esse livro na Amazon esses dias! ~agora com a sua resenha, já sei mais sobre ele, então na próxima compra vou procurar por ele hehe A escrita da autora, pelo o que você comentou, parece bastante sensível (mesmo tratando de temas cotidianos) e isso sempre me chama atenção nas narrativas.
    Beijos!

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  15. Oiii!!

    Eu não conhecia esse livro, e mesmo não sendo um enredo tão original, eu fico feliz em ver que é uma história que traz um ensinamento bom.

    Gostei da sua resenha! Bem escrita e me deixou muito curiosa.

    Beijinhos

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  16. Oii Tamara, tudo bem?? Se o livro tem um tom de nostalgia eu já quero! Ainda mais escritos de forma poética. São sempre leituras emocionantes. Eu estou lendo A Casa das Sete Mulheres, da mesma autora, e gostando bastante. Vou colocar esse também na listinha <3 Resenha maravilhosa, como sempre!

    Beijoos

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  17. Hello!!
    Desde o lançamento que me apaixonei pela capa, achei bem maravilhosa e essa premissa ja tinha me deixando curiosa.
    Amei a sua resenha, bem completa e que so aumentou a vontade de ler logo.
    Gosto de histórias assim mais envolventes e poeticas, deixa um gostinho de quero mais.
    Beijos.

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  18. Olá!
    Não sabia do lançamento do novo livro dela! Eu já li Sal e A Casa das 7 Mulheres, quero muito reler esse segundo... Gostei da premissa da história e o fato de ter capítulos curtos. Ela consegue se aprofundar nos personagens sem precisar se estender demais no assunto. Uma ótima dica!
    Bjs
    Por essas páginas

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  19. Olá Tamara,
    Ainda não conhecia esse título, mas achei a premissa dele muito interessante, principalmente, por conta da narrativa poética, algo que aprecio muito. Achei muito bacana o que você disse sobre a questão da nostalgia que esse livro traz, fiquei pensando em como me sentiria ao ler, sabe? Outro ponto muito bacana é a personagem, já meio que me encantei com ela.
    Sua resenha está incrível.
    Beijos

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  20. Olá!
    Devo admitir que nunca ouvi falar da autora e ver você falar que é fã me faz pensar no porquê de não ter me deparado com o trabalho da mesma antes. Realmente não sou muito adepta a esse tipo de leitura, mas a sua resenha é apaixonante e com certeza vou dar uma pesquisada mais sobre o livro ❤️
    Um beijo

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  21. Oi!
    As vezes tudo que a gente precisa é de uma narrativa mais sólida que não fica viajando nos acontecimentos né.
    Achei bastante bacana a proposta desse livro, principalmente porque ele é nostaugico e nos faz incorporar na protagonista.
    Com certeza eu o leria para curar uma ressaca

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  22. Oie! Tudo bem?

    Guria eu nunca senti interesse nas histórias dessa autora, tenho um amigo que ama demais tudo o que ela escreve, mas comigo falta algo nas obras para despertarem meu interesse!

    Bjss

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  23. Olá,

    Nunca li nada dessa autora, até tenho Sal na estante, mas ainda não consegui tempo para fazer essa leitura. Não conhecia esse livro, achei a capa dele linda e o que você nos contou da história me deixou curiosa. É tão bom quando gostamos de livros assim né, em que o autor não precisa colocar um baita dramalhão ou ser cheio de reviravoltas. Com certeza, anotarei essa dica para quando eu estiver querendo ler algo leve, pois tenho convicção de que irei devorar esse livro.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br/

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  24. Excelente resenha!
    Parabéns pelo blog.

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  25. Oi, Tamara

    Não sabia que a autora tinha escrito um infantojuvenil. Esse também não é um gênero do qual eu goste muito e raramente o leio.a história parece ser singela e cativante, mas não seria algo que eu leria.
    Realmente é um livro bem curtinho... com uma historia tão relevantes poderia haver mais algumas.

    Beijos

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