11 agosto 2017

[Fale♥] Sobre chapeuzinhos, vovós, lobos, lenhadores e futebolistas



Eu não pretendo "lacrar" ou "fechar". Menos ainda quero causar polêmica ou dar "close" certo ou errado. Antes de tudo, isso que vou escrever é um desabafo. Quem sabe um conselho. Até mesmo um tutorial. Sobre ter respeito. Entender as escolhas do outro. Ser empático.

Antes de tudo, porém, deixa eu falar um pouco de mim.

Quem leu a minha resenha de Quando o amor bater à sua porta, provavelmente se lembre do PS que eu coloquei na resenha. Bem, eu, até algum tempo atrás, costumava meio que ser a Hermione Granger do Harry Potter: inteligente, porém, exibida e com tendência a amar esfregar o que eu sabia na cara dos outros. Sei que há controvérsias e que a Barbara provavelmente vai discordar forte, mas, foi a impressão que sempre me deu. Até porque se identificar com personagem é algo que fazemos muito.

Na verdade, porém, tem coisas que não dá para respeitar nem mesmo querendo muito. Porém, depois de ler a biografia do Mauricio de Sousa, uma frase dela tem me perseguido nas últimas semanas...

“... alguma coisa mudou em mim. Faz mais de 25 anos que não me estresso – por nada. É mais ou menos assim que vejo as coisas hoje: imagine uma tempestade, daquelas que enchem o céu de raios e trovões, derrubam árvores e transformam a rua em rio. Você está vendo isso da janela da sua casa. A pergunta é: que diferença fará, para a força da água e do vento, se você assistir à cena calmo, preocupado ou até mesmo desesperado? A sua reação não vai alterar os fatos. Vai continuar chovendo forte do mesmo jeito.”

Recentemente, na verdade há duas semanas, perdi um tio com quem eu tinha excelente relação e desde então eu tenho refletido sobre o que eu quero e espero da minha vida. Quem acompanha meus posts aqui sabe que fiz 29 anos em abril desse ano e que sou apaixonada por leitura.

Uma coisa, porém, que muita gente não sabe é que eu tinha, até algum tempo atrás, embora ainda escorregue algumas vezes nisso, o hábito (péssimo, diga-se) de não ter respeito por coisas que não gosto e inclusive tenho um problema sério de controle de temperamento. Quem me conhece há tempo, porém, sabe que tenho o pavio mais curto que perna de anão e pouca, quase nenhuma, paciência para gente ignorante ou que se faz de trouxa para passar bem.

No entanto, o falecimento do tio Valdenir, ocorrido em 23 de julho que passou, me deu um tapa forte na cara porque de repente algumas perguntas, aliadas ao livro do Mauricio, surgiram na minha mente: o fato de eu não gostar de algo ou alguém que os outros gostam afeta a minha vida diretamente? Desmerecer as pessoas que gostam daquilo vai fazer eu me sentir bem? Mais inteligente? Esfregar meu conhecimento na cara do outro vai me fazer sentir melhor?
A resposta que eu descobri depois de tanto tempo: um categórico e sincero NÃO.

Certamente vou receber a seguinte pergunta: por que tão recentemente se isso já deveria ser óbvio?
Porque um dos meus defeitos mais proeminentes é a teimosia, que é de onde vem o meu nick de internet "Lady Trotsky". É dela que vem a minha determinação em mostrar que meu ponto está correto, geralmente, quando discuto com alguém. O problema, porém, é que devido à minha curta paciência, posso acabar, muitas vezes acabo, me perdendo e em razão da raiva que sobe quando a pessoa se mostra claramente uma belíssima idiota, acabar dizendo algo inadequado para quem não merece ouvir mesmo que o alvo fosse uma pessoa em específico.

Vou citar um exemplo que me ocorreu recentemente. O assunto? "Sensitive Readers". Não vou usar o termo em português porque acho ele tendencioso demais e criador de interpretação idiota. Que foi o caso de um post onde comentei algo que agora não lembro muito claramente, mas que gerou um problema daqueles do meu lado, porque sou daquelas que dá opinião quando compreendeu a coisa e gostaria que todo mundo se desse ao trabalho de entender. No entanto, lembro de dizer que não gostava de gente má protagonizando. A pessoa que me respondeu veio com quatro pedras na mão em cima de mim e eu tratei de explicar o ponto de que leio livros com tais protagonistas, mas que não escrevo por razões de princípio e de não ter a habilidade suficiente para tal. Até mencionei que invejo a Gillian Flynn por ter tal habilidade.


Discussão vai, discussão vem, eis que uma pessoa entra na história e me faz uma pergunta: e se determinado personagem fosse escrito hoje? Eu disse que se alguém fizesse isso, faria dele alguém melhor. Sei que foi uma resposta ridícula até a medula, mas considerando o que já li de fanfic nesse planeta, não duvido de nada até porque já vi exemplos disso mais do que meus olhos querem admitir.
No final das contas, eu já tinha perdido a paciência a tal ponto que eu tinha de me segurar para não mandar meio mundo ao inferno (ou PQP se preferirem). Por sorte, "meu alvo" entendeu meu ponto e fiquei feliz igual torcedor do Grêmio quando o time vence. No entanto, bloqueei a pessoa porque depois que respondi uma outra, ela começou a tripudiar com a minha cara e não sou obrigada a aguentar babaquice de gente que nunca vi na vida.

O que no fim isso me deu? Duas coisas: me estressar online ou ficar fula da vida a ponto de ofender ou me aproximar disso não vai fazer eu me sentir melhor e gente ignorante é aquela que ou você ignora ou tenta, se for muito paciente, o que não é bem meu caso, explicar com toda a calma do mundo que determinada situação é, ou se tornou, de um jeito por alguma razão que não está no nosso alcance.


É aqui que eu entro no título desse texto. Ele é estranho? Sim, até eu acho, mas, seriamente penso que serve para o que quero comentar a partir daqui.
Suponhamos que as chapeuzinhos são aquelas pessoas que, na maior boa, ou má, vontade do mundo e intencionando dar uma ajudinha (ou fazer porcaria), acabam compartilhando aquelas notícias falsas que circulam a internet afora.
Os lobos, por sua vez, seriam o pessoal que adora usar meme para ficar assistindo a treta acontecer e se bobear até bota mais lenha na fogueira.
As vovós, os que tem o bom senso de não ser o babaca da conversa e tenta compreender o ponto comentado seja onde for.
Os lenhadores, os que basicamente cortam a conversa com aquelas frases geralmente usadas para mandar a pessoa ao mais distante da lua. Leia-se: vai à m.... ou se f.... em alto e bom som (ou caixa alta se preferir.)
Os futebolistas, os que vivem descendo a lenha. (Ba dum tass.)

Basicamente, esse é o ambiente onde estamos vivendo e convivendo nos dias atuais, dentro ou fora da internet. Dando um exemplo sem entrar em politicamente correto ou qualquer coisa parecida: Pabllo Vittar. Cantora drag queen que tem feito sucesso recentemente.
O que eu vejo de gente "futebolista" em cima da pessoa é de dar desgosto e sendo sincera, me deixa sem palavras. Porém, não deixo de entender quem não gosta por questão, e apenas por isso, de gosto musical até por achar que ninguém é obrigado a ir na onda. Eu mesma não tenho predileção pelo tipo de música que a pessoa canta e embora ache a voz da cantante interessante, não acho que combine com o estilo. No meu ouvido não soa bem, opinião minha, mas isso não quer dizer que eu vá desrespeitar a pessoa até porque acho essa atitude uma "fuleiragem" de "cair os butiás do bolso".


Entretanto, tem uns que fazem questão de ser "fuleiros" do pior tipo, comentando que a pessoa faz sucesso por ser "drag" e não sei quantas outras idiotices que vi por aí. Quero sinceramente perguntar: se a Pabllo Vittar, ou qualquer outro (MESMO), faz sucesso cantando um gênero que você não gosta, o que isso vai mudar na tua vida? Ofender e xingar vai te fazer sentir melhor?
Eu digo: N-A-D-A e N-Ã-O. Porque, independente da opinião de outrem, a pessoa vai continuar fazendo música e conseguindo sucesso. Ok não gostar, mas por favor, tenha pelo menos o respeito de argumentar coerentemente o motivo de achar ruim e não sair "descendo a lenha" com aqueles argumentos de "isso faz apologia a não sei o quê" ou "vai influenciar mal não sei quem".

Eu compreendo que há muitas músicas de todos os gêneros com umas letras que fazem a gente se perguntar de onde a pessoa tira inspiração para tal. Eu não falo apenas de funk, que de longe é o gênero mais odiado pelos comentaristas de internet, mas de uma porção de outros, na verdade todos. Porque música com letras controversas tem desde sempre, o que muda são os tempos e o modo como somos educados. Porque, pelo menos eu penso assim baseada na educação que recebi dos meus pais, ambos acima dos sessenta anos hoje, que alguém só se deixa influenciar se for um "mente fraca", como se diz aqui no Rio Grande do Sul. Por isso, eu aconselho quem tiver filhos a ser mais "vovó", ou seja, tenha pelo amor de Deus o bom senso de educar a criança explicando as coisas e botando os limites, incluindo música e afins. Se isso tiver que envolver dar uns esporros, está tudo certo. Não posso contar nos dedos a quantia de bronca que já tomei e nunca apanhei embora tenha levado umas poucas palmadas, mas se a minha mãe e o meu pai não tivessem cuidado da minha educação, não seria quem sou hoje.


Eu poderia dar mil e um exemplos de pessoas de todos os gêneros e cores, livros, filmes, música, série, quadrinhos e o raio que o parta para ilustrar o que estou querendo dizer com esse texto, porém, só deixo esse AQUI. Quem entender, tudo bem. Quem não quiser, eu não ligo.
Porque não vivemos em terra de ninguém para achar que nossas palavras não serão criticadas ou até mesmo punidas caso a parte ofendida resolva nos colocar contra a parede. Citando um exemplo disso, a cantora Simony, há um tempo, viu a filha mais velha dela, a Aisha, ser insultada por um cara só por ser uma menina gorda (hoje não sei como ela está até porque não acompanho), mas na época a cantora meteu a pessoa na justiça e o cara tentou, com palavras, escapar da Justiça, mas ela não arredou o pé e acho que ela fez foi muito bem porque ninguém é obrigado a aguentar ofensa de terceiros. Ainda mais quando é alguém que amamos.

Posso soar controversa, mas o que falei anteriormente é o que uma pessoa não deve fazer porque simplesmente está diante de um computador. O que estou aconselhando é a pensar duas vezes antes de fazer algum comentário e pensar se essas palavras de alguma forma vão aliviar o que por ventura você esteja sentindo, seja por qual das categorias que mencionei. Se você realmente precisar falar, no entanto, pondere as palavras, argumente bem e lembre-se disso: quem estiver ouvindo não necessariamente vai aceitar o teu conselho ou concordar com a tua opinião.
(Recomendo lerem esse post AQUI . Foquem especialmente no primeiro ponto dos dez que a Barbara comenta, mas recomendo que leiam todos com atenção e repensem as atitudes ruins que por ventura tenham.)

Mudar nosso pensamento nunca é fácil, eu sei por experiência, e sempre tentamos mudar alguém pelas mais variadas razões, mas, vamos repensar essa atitude e melhorá-la caso estejamos fazendo errado. Se por alguma razão você sentir raiva de verdade por algo ou alguém, pense: o que isso vai mudar na tua vida? Você vai mesmo se sentir melhor depois de descarregar sabendo que é muito provável que a pessoa nem ligue? O melhor não seria cuidar da sua própria vida e tentar fazer algo útil com o tempo que se tem?


Nós temos apenas uma vida por um motivo: ela é nossa. De mais ninguém. Seja feliz com aquilo que você tem ou procure algo que te faça feliz. É só isso por hoje.

10 comentários:

  1. Oi Renata, tudo bem.
    Não discordo não. Uma das coisas que mais gosto na J. K. Rowling é que ela não escreve personagens perfeitos (inclusive o Harry), e a Hermione realmente é uma grande sabe tudo que adora esfregar o que sabe na cara dos outros. Mas acho que ela evoluiu ao longo da série e essa é outra característica da autora que adoro.
    Adorei o texto e agradeço muito por citar algo que escrevi, fiquei muito feliz.
    Agora, devo dizer que raramente tenho opinião formada acerca de assuntos polêmicos, gosto de reservar a mim mesma o direito de ser uma metamorfose ambulante.
    No entanto, talvez por conta da minha formação acadêmica, tenho um sério amor pelo debate e pela argumentação, o que muitas vezes me faz entrar em discussões, não por acreditar no que estou defendendo, mas sim porque a pessoa está simplesmente sendo escrota. Ao invés de argumentar de forma objetiva, está somente xingando quem pensa de forma diferente.
    Normalmente estou calma quando entro nesse tipo de discussão, pois sigo um conselho que meu pai deu: "Quando algo deixar você estressada, espere três dias para responder."
    Acho que é uma reflexão extremamente válida essa que você fez, e acho que as pessoas têm que aprender a serem educadas aos expressarem suas opiniões: quem pensa diferente não é inimigo, simplesmente pensa diferente.

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  2. Oi Renata, estou sem palavras... Seu texto, desabafo, tutorial (porque vou tentar colocar em prática o que li), me deixou no chão. Em primeiro lugar, meus sinceros sentimentos por sua perda e que o passar dos dias, a dor incomode menos. Em segundo lugar, sou o tipo de pessoas que infelizmente, não consigo respeitar determinados gostos. Não me acho superior por isso, mas me recuso a ficar em um ambiente em que se elogia funk, por exemplo. Mas seu texto foi um tapão na minha cara e tentarei mudar algumas atitudes.
    Obrigada.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  3. Ola
    Gostei muito de ler o seu desabafo, este que também acaba sendo uma boa reflexão, especialmente para quem se identifica em algum momento de seu texto. Mudar realmente não é fácil e eu sei bem disso, ainda mais diante de perdas importantes. Independente disso, precisamos valorizar o nosso HOJE sem nos estressarmos tanto. Há motivos que não valem a pena, simples assim.
    Beijos, F

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  4. Oi tudo bem?
    Primeiramente meus sinceros sentimentos pela sua perda. Menina que textão tapa na cara em? Bom eu penso da seguinte forma que devemos respeitar uns aos outros tanto pela forma de pensar/ agir ou até seus gostos com certos hábitos, muitas vezes não compreendemos o motivo ao certo mas é aquele ditado né? Ninguém e igual a ninguém.

    Beijos

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  5. Eu ainda nunca tinha visto um desabafo assim,nunca gostei da Hermione e também não sou fã da atriz que a interpreta,enfim.
    Na minha vida online sigo o seguinte "esquema" se eu não gosto,não comento,não ofendo,simplesmente deixo passar,mesmo que algumas coisas sejam difíceis de ser ler.Acho que querem nos empurrar muita coisa goela a abaixo,só pela questão de representatividade e tudo mais,sem levar o gosto pessoal em conta,enfim... Não gosto e pronto,mas penso que isso não me dá o direito de sair por ai xingando e tudo mais.

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    1. Oi Nay, tudo bem?
      Muita coisa é mesmo difícil de engolir, mas eu penso que há outras que apesar de serem realmente difíceis, não tem porque simplesmente xingar e ofender até porque isso não vai exatamente mudar o outro lado.
      Sobre a questão da representatividade que tu citou, eu acho que ela ficou bem complicada porque as chamadas "minorias" estão simplesmente fartas de serem mal representadas pela mídia ou nem serem citadas. O gosto pessoal com certeza deve ser levado em consideração por essas pessoas, mas elas ficaram tão enjoadas de esperar todo mundo tomar consciência que basicamente chutaram com força o balde e decidiram botar a mão na massa. Admito que tem muita coisa tensa acontecendo por conta disso, mas não deixo de entender os motivos que levaram a até porque eu, como mulher, já vi muita representação que me deixou com fumaça saindo pelas orelhas.
      Naturalmente, precisamos colocar um pouco de limite, mas também temos que ser cientes de que há razões intensas e de décadas por trás disso. Não tem como ignorar que tudo isso é uma panela de pressão cuja tampa explodiu.
      Beijos.

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  6. Oi Renata,
    infelizmente estamos vivendo numa era de intolerância de desrespeito extremos, quando o assunto é internet você tem que pensar e repensar muito bem o que vai expressa caso tenha algum receio de ser atacada por ofensas e insultos, as pessoas não respeitam mais opiniões divergentes e muito menos o direito de discordar. Estamos no meio de egos super inflados que jogam uma verdade soberana na cara dos outros e tentam obrigar todos a engolir. Minha família é do tipo que impõe, que enche a boca para falar "esse é o certo porque eu disse que é e ponto", então eu aprendi sozinha a respeitar, aprendi com a vida e no mundo que eu tenho o direito de ter minhas opiniões e tenho a obrigação de respeitar a do próximo, que não importa o quão alto eu grite isso não muda o fato de que eu estou errada ou certa, que é preciso estar aberto e saber ouvir, que nem sempre o que eu enxergo é o que está acontecendo de fato, que recuar e admitir um erro não é feio, que sempre da tempo de tomar o caminho certo e que não é vergonhoso pedir perdão, se você sentir que deve. Aprendi a buscar paz interior sem me importar com a opinião de terceiros, sou boba e leio demais? Problema meu, não? Adorei seu texto.

    Beijos!

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  7. Oi, Renata!
    Adorei muito seu texto! Fico tão feliz por você ter se questionado sobre esse ponto de se achar melhor que um ou outro. Somos todos tão diferentes, com níveis diferentes de como vemos o mundo. Cada um vive em um mundo, então as experiências e gosto são variadas. Até mesmo quando um número enorme de pessoas gostam de uma determinado coisa, gostar daquilo é diferente para cada um.
    Beijão!
    http://www.lagarota.com.br/
    http://www.asmeninasqueleemlivros.com/

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  8. Oiee Renata ^^
    Como eu não tenho paciência para discutir e/ou tentar explicar o meu ponto de vista, eu simplesmente ignoro...haha' mas de vez em quando não dá muito certo, principalmente quando a pessoa fala algo que me ofende direta ou indiretamente, aí eu preciso falar. Mas nem ligo pra resposta dessa pessoa, só falo o que quero e boa...haha' Eu sou uma pessoa bem de boas com as coisas, acho que eu entraria no vovós, apesar de às vezes entender o outro ponto de vista, mas continuar achando que estou certa.
    MilkMilks ♥
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  9. Oi Renata,
    Que postagem mais sincera, hein? Teve uma época da minha vida que levantei esses mesmos questionamentos, pois gostava de mostrar, de me engrandecer e não aceitar gostos alheios. Depois que mudei e me descobri como pessoa eu pude ver que ser eu mesma, sem tentar me vangloriar ou me sentir mal por outro ter feito uma coisa foi a melhor coisa que fiz na vida.
    Vou tentar levar tudo o que você disse para a vida toda.
    Beijos,
    http://www.umoceanodehistorias.com/

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