27 julho 2017

[Top Quotes] Mauricio - A história que não está no gibi




Oi gente querida do nosso blog! Imagino que devem estar lembrados do meu post anterior, sim? Pois bem, agora eu trago um compilando as melhores quotes da biografia recém lançada do cartunista Mauricio de Sousa. Pois na resenha não coloquei nenhuma em razão de, durante a leitura, ter marcado muitas e achado todas boas demais para simplesmente escolher poucas.

Fiquem com essas lindas joias e sintam-se motivados por elas...


“Naquele tempo, meados da década de 1950, usava-se muito um ditado popular que diz: “A roupa não faz o homem”. Os homens não se sentiam mais imponentes num belo terno e as mulheres, mais bonitas em vestidos elegantes? Pois então. Para enfrentar a situação, mascarar a timidez e estrear em grande estilo, criei um dos meus primeiros personagens. Ou melhor, eu me transformei num personagem. Não deixava de ser um jeito de unir os quadrinhos com a reportagem policial, a realidade com o meu sonho.”


“... meu pai se deliciava contando aos amigos que o filho nascera empelicado. É assim que o povo diz quando a bolsa não se rompe e a criança deixa o corpo da mãe ainda envolta pelo saco amniótico. Trata-se de uma condição relativamente rara, que ocorre a cada 80 mil partos. Segundo a crendice popular, quem nasce assim está destinado a duas coisas:
A primeira é que essas pessoas não morrem afogadas. Bem, estou neste mundo há mais de 80 anos, nunca me afoguei e, a essa altura a vida, é improvável que as águas me engulam. Ponto para a crendice. A segunda é que uma criança empelicada sempre será afortunada, terá sorte a vida inteira. Mas isso só acontecerá se seus pais nunca lhe contarem que ela nasceu assim.”


“Seu Antonio não via nenhum motivo para tratar criança como criança. A partir dos meus 4 ou cinco anos, passou a falar de igual para igual, explicava alguma coisa da mesma forma que faria com minha mãe, me levava ao cinema ou aos saraus musicais como se estivesse na companhia de um amigo. Por uma questão de coerência, isso valia para tudo. Um dia, na hora do almoço, ele disse:
– Já tem 6 anos, está na hora de trabalhar. Quando quer começar?”




Cabe aqui um comentário: embora hoje isso seja bem controverso, naquele tempo era comum as crianças de família pobre ajudarem no sustento da casa desde cedo. Pois na década de quarenta não existiam os programas sociais hoje mantidos pelo governo federal e a CLT mal tinha sido concebida.


“... Por ser tímido e mais calado que falante, sempre fui observador. Podia ainda não entender nada sobre a dinâmica do mundo dos adultos ou a respeito de relações trabalhistas, mas eu já intuía que o modo de agir intransigente do meu pai podia gerar situações indesejadas e desnecessárias. Isso fez com que, ainda garoto, eu incorporasse duas lições que me acompanhariam vida afora.
A primeira é que queimar pontes nunca é bom negócio para ninguém. Isso só gera desgaste, ruptura, isolamento, oportunidades perdidas. A segunda é que, como meu pai, gosto de estar certo. Mas, se não estiver, ao contrário dele, hoje eu incentivo as pessoas a demonstrarem onde está o erro no meu modo de pensar ou fazer as coisas. Eu gosto de ser convencido, de que me apontem um caminho melhor do que aquele que eu tinha sugerido. Como dizem, prefiro ser feliz a estar certo.”


“Para mim, meus amigos e todas as crianças do mundo, os gibis sempre estiveram associados à alegria e diversão. Mas havia gente que pensava o contrário. A birra contra os gibis nasceu entre os padres da Itália, nacionalistas a avessos a tudo o que não seguisse seu credo. Primeiro, implicaram dizendo que as historinhas importadas dos Estados Unidos estariam aculturando as crianças italianas, fazendo-as se desconectarem de suas raízes.”


Querem saber o resto? Leiam a biografia, :D. Ou procurem no Google pela história dos quadrinhos e irão conhecer a fundo o absurdo que fizeram naquela época.

Uma pequena aula de Administração com o pai do Mauricio, seu Antonio:


“– Precisa fazer muita conta. Para saber quanto gasta de material, quanto dá para lucrar com cada desenho, quantos tem que vender para comprar algo que você queira e ainda sobrar para comprar mais material. Precisa pensar sempre para quem vai vender, ter ideia nova para quem já comprou e ideia boa para convencer os demais.”


“Ali, bem na minha frente, estava uma menina que eu conhecia desde que tinha nascido, sabia muito bem como agia e reagia, e tudo mais. Um bom personagem precisa de características marcantes. A Mônica era baixinha, gorducha, meio dentuça e brigona. Bingo! Assim, já na viagem seguinte a São Paulo para entregar a produção semanal, em março de 1963, levei a tirinha em que a Mônica aparece pela primeira vez, já dando coelhada no Cebolinha.  Fez sucesso de cara.”


“No começo, eu me espantava que um homem tão importante tivesse interesse em relatos tão prosaicos, simples e banais. No seu cotidiano, ele era o maestro da redação, conduzia o jornal para onde queria e se relacionava com pessoas poderosas, empresários, dirigentes de sindicatos, políticos, ministros, presidente da República. Mas ali, visto mais de perto numa situação em que baixava a guarda, parecia um menino curioso. Hoje, lembrar esse tipo de coisa me faz ter mais carinho ainda pelo seu Frias.”




Mesmo as pessoas no mais alto cargo também podem ter sua parcela de querer ser tratadas como gente humana que são. Mauricio sempre soube disso e procurou ser a melhor pessoa não apenas com ele, mas com todos que cruzaram seu caminho até hoje.


“Desenhar também obedece às leis da física. Se um carro faz uma curva, os passageiros seguem o movimento por ação da força centrípeta. Se você desenha rápido, quando a pena está fazendo uma curva mais veloz do que deveria, o impulso inicial da mão deixa um resíduo da sua força, fazendo com que o traço se alongue. Quanto maior a afobação, maior é a velocidade e menor o controle da curva. ...“


Pessoal, um conselho depois que lerem esse parágrafo: tentem não ser tão intransigentes com as pessoas que vivem de desenhar pedindo que elas façam um desenho de graça só porque vocês são próximos. Isso demanda tempo, dedicação e estudo, sendo que o último o Mauricio de Sousa não teve, tendo que aprender conforme ia praticando. Artistas vivem daquilo que fazem e querem ser valorizados. Valorizem, apenas.


“... Quando iniciei minha carreira, uma vez meu pai me disse:
– Mauricinho, não seja apenas um artista. Trate de administrar bem o seu negócio. Nunca fique nas mãos dos outros.
Se Eisner, Davis ou Disney tivessem recebido a mesma lição do pai deles, talvez não tivessem se tornado reféns dos syndicates. Desde que seu Antonio Mauricio me falou aquilo, prometi para mim que eu, e apenas eu, controlaria meu destino. Toda vez que me vi diante de um acordo em que ameaçavam garfar os diretos de meus personagens, parei tudo até que a negociação voltasse aos meus termos. Preciso e gosto de parceiros, mas não de amarras e sócios, algo que tive pouquíssimas vezes na vida.”


Não preciso comentar nada, preciso?


“Entre as décadas de 1970 e 1990, era fácil separar o bem do mal. Com o passar dos anos, o avanço da onda politicamente correta e uma conscientização maior das pessoas, isso se tornou muitas vezes uma questão polêmica. Tome como exemplo a boa alimentação, fundamental em qualquer idade. Numa hora, muito ovo é prejudicial à saúde, na outra, é benéfico. Num momento, não há maior vilão do que o açúcar, que depois é substituído pelos carboidratos, que depois são rebaixados, cedendo a liderança de novo ao açúcar. Não é simples acompanhar essa roda-viva.”




Antes que alguém venha me dizer “maldito politicamente correto”, tratem de pesquisar decentemente sobre o assunto porque seriamente penso que as pessoas precisam parar de achar que só porque não sofrem com uma determinada coisa, o outro também não faz o mesmo. Ok, não discordo de que nem tudo pode ser considerado preconceito e tem muita gente que adora patrulhar e ver problema em tudo (inclusive o Mauricio comenta isso quando fala sobre um episódio que ocorreu ano passado no quadrinho da Turma da Mônica Jovem), mas, ele está aí e tem que ser combatido. Empatia faz bem, sabiam?


“Tenho certo horror a reações negativas a novidades. Numa empresa que vive de criatividade, é algo antagônico, um contrassenso. Sim, há muitas ideias novas que parecem boas e não são. A loja era mesmo algo muito fora da nossa realidade. Mas fazia sentido, podia complementar os negócios, ajudar no marketing, reforçar a marca. Aquela era uma ideia, que, no mínimo, merecia o benefício da dúvida, não o descrédito imediato da turma do contra.”


Um trecho sobre o episódio do encontro do Mauricio de Sousa com um dos grandes do mangá japonês que particularmente me tocou e me fez refletir sobre qual é o nosso objetivo ao fazer alguma coisa:


“Tezuka estava animado, mas também nostálgico. Ficava pensativo às vezes. A certa altura da viagem, ele me disse: “Mauricio, jamais abandone seu estilo.” Eu nunca faria isso, mas entendi a mensagem. Tezuka andava aborrecido com o rumo que os mangás estavam tomando no Japão. Muitas das historinhas mais recentes tinham sangue, crime, violência. Quando os autores dessas chacinas ilustradas se encontravam com Tezuka, diziam que deviam tudo a ele. Que aprenderam a ler com seus mangás, que o traço tinha muitas influências dele, que não havia inspiração maior do que ele.
Em vez de agradecer, Tezuka ficava alarmado, quase desesperado. Com suas histórias que prezavam solidariedade, carinho e ternura, a violência era a última coisa que ele queria despertar nas pessoas, ainda mais na nova geração de autores de mangás. Mesmo sem ter culpa nenhuma, ele se sentia responsável por aquilo. Numa espécie de contra-ataque silencioso, suas histórias, mais do que nunca, passaram a girar em torno do amor ao próximo.”


“– Mauricio, não trabalhe tanto quanto eu. Aproveite mais a família, os amigos, os amores e a vida.”


Preciso dizer alguma coisa aqui?


“O mercado editorial é muito pequeno no Brasil, com uma meia dúzia de empresas dando as principais cartas. Como todo ambiente restrito, fofocas e boatos circulam rapidamente.”


Outro que não preciso comentar.


“O que mudou? Bem, a internet e as redes sociais acabaram com o anonimato. Mal uma revistinha chega ás bancas, os roteiristas ou desenhistas já estão no Twitter ou no Facebook contando aos amigos e seguidores que determinado trabalho é deles. As pessoas comentam, elogiam, curtem. Ora, se todo mundo podia saber quem fez o quê numa revistinha, que sentido existe em não mostrar isso na própria publicação? O mundo muda e nós vamos atrás.”


Quote dedicada aos queridinhos que gostam de vomitar preconceito na internet. Escutem o Mauricio, apenas.


“... alguma coisa mudou em mim. Faz mais de 25 anos que não me estresso – por nada. É mais ou menos assim que vejo as coisas hoje: imagine uma tempestade, daquelas que enchem o céu de raios e trovões, derrubam árvores e transformam a rua em rio. Você está vendo isso da janela da sua casa. A pergunta é: que diferença fará, para a força da água e do vento, se você assistir à cena calmo, preocupado ou até mesmo desesperado? A sua reação não vai alterar os fatos. Vai continuar chovendo forte do mesmo jeito.”


Tem um parágrafo na sequência que é tão maravilhoso quanto, mas vou deixar para vocês lerem quando comprarem o livro.


“O fato é que gosto demais de tudo o que mexe com a imaginação, incluindo, obviamente, naves espaciais e seres extraterrestres. Sou fã de ficção científica, adoro filme com batalha intergaláctica. Tudo pode me servir de inspiração. De tempos em tempos, a turminha também vê discos voadores ou participa de aventuras como Coelhada nas Estrelas ou Horacic Park. Estou sempre prestando atenção, observando as coisas, incorporando experiências e tendo ideias. O tempo todo, em qualquer lugar.
Vivo de criatividade. Do início da carreira ao fim dos anos 1970, ela era toda voltada para bolar historinhas e personagens. A partir da década de 1980, sem deixar de lado a criação de personagens, foi mais canalizada para os negócios. Mas vira e mexe eu tenho alguma ideia inusitada que não tem nada a ver diretamente com a turminha ou o estúdio, embora mais tarde, eventualmente, possa ser aplicada em uma ou no outro.”


“Mas o que fazer com as ideias que não paravam de surgir? O filósofo grego Aristóteles dizia que a potência que não se transforma em ato se encerra na sua inutilidade de nada ser. Jeito bonito de se dizer que não dá para ser feliz se você tem uma ideia, um projeto ou um sonho e não vai atrás, deixando as oportunidades se esvaírem. Não consigo fazer isso. Se enxergo uma possibilidade, não sossego até materializá-la, testá-la, consumá-la. Muita coisa deu errado. Mas muita coisa também deu certo. O único jeito de descobrir é tentando.”


E para encerrar com chave de ouro:


“Ideias mudam o mundo – poucos chavões são tão verdadeiros e inspiradores. Não mudei o mundo nenhuma vez. Mas, à minha maneira, acho que o melhorei um pouquinho ao gerar bons momentos, diversão e entretenimento para milhões de brasileirinhos.
Raros são os autores, no Brasil e no exterior, que podem dizer que foram lidos com o mesmo prazer por avós, filhos e netos. Ou que carregam na bagagem a honra e o privilégio de saber que suas criações, com gibis ou livrinhos agindo como cartilhas informais, ensinaram pelo menos três ou quatro gerações a ler – disparado, meu maior orgulho.
Em última instância, sou um sobrevivente, um homem que começou do nada, realizou seu sonho e não quer desistir dele de jeito nenhum.
Enquanto eu estiver por aqui, saiba que foi você quem sempre alimentou meus sonhos. Depois que eu partir, não se esqueça de que ideias, e também sonhos improváveis, é que movem o mundo. De um jeito ou de outro, sempre estarei com vocês.” – Mauricio. (Texto da contracapa do livro.)


De coração, espero que vocês tenham gostado dessas quotes cuidadosamente selecionadas especialmente aos que amam esse maravilhoso homem que me agraciou com a melhor leitura que tive em 2017.

Até a próxima, rumo à Espanha, desembarcando na Estação Atocha.





12 comentários:

  1. Ola
    Adorei poder conferir os trechos que você compartilhou por aqui. Gostaria muito de poder fazer essa leitura também. Fiquei ainda mais curiosa depois de ler as frases. Não sou muito de ler biografias, mas nesse caso fico bem curiosa quanto aos assuntos abordados.
    Beijos, F

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  2. Oi tudo bem?
    Confesso que mesmo não lendo muitas biografias estou super empolgada para ler essa do Mauricio de Souza (afinal ele faz parte da minha infância) Seu quotes me deram ainda mais empolgação para essa leitura.

    Beijos

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  3. Oi, Stéfani! Eu tinha acabado de ler uma resenha da biografia em um outro blog e agora me deparo com essa chuva de quotes! rsrs Adorei!
    E acho que vou acabar comprando mesmo essa biografia, principalmente depois que li o quote em que o Maurício fala com o Osamu Tezuka, criador de Astroboy! (sou fã!)
    Bjs!
    Por essas páginas

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  4. Não conheço quem não goste deste homem e no momento, não deseje ler este livro. Adorei os quotes que você comapartilhou e tenho certeza que encontrarei mais outros assim quando puder ler o livro.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  5. Gosto muito de biografias e sendo do Mauricio,fico com muita vontade de ler,já não basta ter o talento que tem,parece ser um cara humilde,sem falar que ainda consegue entreter bem o seu pùblico,amo!

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  6. Olá!

    Estou muito interessada na biografia do Maurício, cresci lendo seus gibis e devo dizer que saber sobre como ele conseguiu chegar onde chegou me deixa muito curiosa.

    Tenho uma amiga artista que vem sempre desistindo desse caminho, mas com um pouquinho de incentivo, ela vai seguindo.

    É muito bom ver o quanto a arte evolui conforme o tempo, vemos isso em todos os artistas.

    A parte que retirou do livro sobre Osamu Tezuka me deixou muito tocada, mangás com as mensagens que ele passava são muito raros atualmente.

    Parabéns pela resenha, adorei. Tentarei adquirir o livro :)

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  7. E quem não é apaixonado pelas histórias da Turma da Mônica? Li muito na minha infância e até pouco tempo ainda lia, mas dessa vez a Turma Jovem da Mônica.

    Sempre gostei mto de todos os personagens dele. Achei muito legal os quotes que vc escolheu, mas admito que eu não sou fã de biografias.

    Mesmo assim adorei a forma como vc fez o post, ficou bem legal.

    Beijos.

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  8. Estou querendo muito esse livro. Sou apaixonada pelas criações de Maurício. Acompanho ele e seus HQ's desde sempre rs Mesmo já adulta ainda amo a Turma da Mônica. Adorei os quotes selecionados, só aumentou minha vontade em ter essa obra. Bexitus, Tay!

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  9. Oi.

    Confesso que não sou muito fã do autor e nem de seus personagens. Na verdade, gosto apenas do Cebolinha. Vi sobre este livro, mas não me interessei muito por ele. Acho que não seria uma leitura válida para mim por saber que não gostaria muito da leitura. Vou deixar passar a dica dessa vez.

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  10. Olá Renata,
    Esse livro parece ser muito bom para todos, principalmente para os fãs do Mauricio, não é? Li muitas resenhas positivas, mas não consigo querer ler, pois sinto que ele vai travar minhas outras leituras, sabe? O seu post e quotes estão inspiradores.
    Beijos

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  11. Olá!
    Assim como influenciamos na vida desse home, eu poderia dizer em minha opinião que ele inspirou ainda mais a minha e a de muitas outras pessoas, disseminando não apenas diversão e entretenimento, mas amor, companheirismo e amizade!
    Parabéns e obrigada pela disponibilização de quotes, é obviamente um livro que dissemina e inspira sabedoria, além de reflexão! Que bom que Maurício não se deixou aculturar pelo mundo, mas como poderia né?!

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  12. Olá Stéfani,

    Eu estou louca nesse livro desde o lançamento, mas tinha prometido a mim mesma que só iria comprar mais livros na black Friday. Eu amo o Maurício e sou apaixonada por tudo que ele já fez, ele fez parte da minha infância, e uma parte boa. Os quotes que você disponibilizou são incríveis. O trecho que fala do encontro do Maurício com o escritor japonês me deixou muito encucada.... como coisas boas podem ser base para coisa ruins.

    Beijos e obrigada pelos quotes
    http://floraliteraria.blogspot.com.br/

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