21 julho 2017

[Resenha] Órfã #8 - Por Kim Van Alkemade



Título: Órfã #8
Autor (a): Kim Van Alkemade
Páginas: 336
Editora: Rocco - Fábrica 231
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Sinopse: Em 1919, Rachel Rabinowitz e seu irmão são levados para um orfanato em Nova York, após perderem a mãe e serem abandonados pelo pai, fugitivo da polícia. Separada do irmão e mantida em quarentena após contrair uma doença, Rachel logo se torna cobaia da Dra. Mildred Solomon, que conduz uma série de pesquisas sobre tratamentos com raio X em crianças órfãs, e é submetida a experimentos de eficácia duvidosa e efeitos colaterais desconhecidos. Mais de três décadas depois, os caminhos de Rachel e da Dra. Solomon se cruzam novamente, desta vez no Lar Hebraico para Idosos, onde Mildred, agora uma senhora debilitada, está internada sob os cuidados da enfermeira lésbica Rachel. Inspirada pela história do avô, que cresceu num orfanato judaico em Manhattan, e em pesquisas realizadas nos arquivos do Museu Judaico, a autora construiu um romance histórico repleto de drama, tensão e questionamentos éticos.

"O braço, aliviado do peso de Sam, projetou-se para cima. A faca, agarrada ao mesmo tempo pelo marido e a mulher, moveu-se pelo espaço entre eles. A lâmina cortou a lateral do pescoço de Visha, abaixo de sua orelha. Parecia um arranhão, mais nada. Em seguida, uma fonte de sangue jorrou contra a parede da cozinha. Harry, surpreso, recuou. A faca caiu no chão. Visha caiu de joelhos, engolindo Rachel em sua saia. Sam golpeava o peito do pai com os punhos até ser enxotado por Harry, cuja potência de homem fez com que o menino acertasse a parede com força."

 No ano de 1919 Rachel Rabinowitz era uma garotinha inteligente e curiosa, aos quatro anos de idade. Vivendo ao lado dos pais e de um irmão mais velho então com seis anos, chamado Sam, a garotinha passava os dias ao lado da mãe, que recebia hóspedes em seu pequeno apartamento a fim de complementar a renda familiar, e vivia esperando o pai, Harry que trabalhava em uma fábrica de tecidos, e o irmãozinho que lhe ensinava tudo que ele aprendia na escola. Porém, em certo dia aparentemente comum, após uma importante descoberta feita pela mãe de Rachel, a mulher morre, e Harry, o pai foge sem deixar rastros. Abandonados, Rachel e Sam são levados para um orfanato, onde são separados. É então que a garotinha é levada para um lar infantil, onde existe uma ala médica, e lá, Rachel passa por experiências terríveis ao conhecer a Dra. Mildred Solomon.

"A dra. Solomon debruçou-se sobre o berço, com os cotovelos equilibrados sobre a barra de metal. Seu olhar pensativo parou em Rachel, apesar de ela não estar pensando na garotinha, mas nas próprias ambições. Ainda assim, a firmeza de seu olhar deu a Rachel uma sensação de ser notada. Rachel pensou que a mulher que olhava para ela era muito bonita. Ela gostou de como seu cabelo escuro e olhos castanhos realçavam o rosa de sua face. A gravata pendurada amarrada em torno de seu pescoço balançou acima do berço; Rachel estendeu a mão e a puxou. A dra. Solomon, empolgada com a perspectiva de finalmente pôr as mãos no excelente equipamento de raios X do Lar, permitiu-se se divertir com a travessura da menina. Depois de todo o desânimo, da concorrência, das críticas dos outros alunos de medicina, ela, Mildred Solomon, conseguira a cobiçada residência de radiologia e ali, puxando sua gravata, estava sua primeira paciente. Um sorriso cruzou seu rosto, rápido demais para ser detido. A garotinha sorriu de volta."

Nesse mesmo ano de 1919, Mildred Solomon era uma médica recém-formada, em um tempo em que mulheres não eram bem vistas trabalhando e se tornando independentes. Dessa forma, a mulher que possuía uma determinação de aço precisava provar a todos seu lugar. Foi assim que ela chegou ao lar infantil hebraico onde Rachel vivia, e foi aí que seus caminhos se cruzaram: implacável, Mildred logo começou a usar algumas crianças do lar para fazer experiências com raios x, e a garotinha saudável foi uma das escolhidas. Passando por diversas horas de torturas, expostas a radiação com o intuito de terem as amígdalas retiradas, essas crianças perderam todos os pelos do seus corpos, incluindo seus cabelos. Sendo isso por si só uma experiência terrível, uma vez que tais crianças tiveram dificuldades para serem adotadas, além de sofrerem preconceitos, tais experiências deixaram marcas ainda mais devastadoras, que foram descobertas somente anos mais tarde.

"– É uma pena para você, Número Oito, mas se os pesquisadores desistissem de seus experimentos por se preocuparem com as consequências, ainda estaríamos morrendo de varíola."

Porém, como o destino trata de colocar cada coisa em seu lugar e trata de esclarecer e colocar frente a frente aquilo que precisa ser resolvido, anos mais tarde, após a devastação do fim da segunda guerra mundial, Rachel é uma enfermeira lésbica que trabalha no quinto andar de um lar hebraico para idosos. Ela recebe em sua ala, aqueles que estão em estado crítico, e na chegada de uma nova paciente, ela descobre, assombrada que a idosa de quem está cuidando é Mildred Solomon, e então, a partir disso, suas memórias vem à tona, e ao pesquisar mais sobre a mulher que está sob seus cuidados, Rachel descobre que ainda, muitos anos depois aquela senhora tem o poder de ter a vida dela em suas mãos pois as consequências do experimento que a doutora fez naquela garotinha, anos atrás, ainda permanecem dentro de Rachel.

"Fiquei de costas para ela, olhei pela janela para as luzes da rua, as janelas acesas, os faróis eventuais. Acima, o brilho da cidade deixava cinza o céu negro. As luzes fizeram com que eu me desse conta de que era a indiferença, não a escuridão, que tornava a noite perigosa. Atos cometidos na calada da noite na cidade não eram tão escondidos de vista quanto ignorados, como se os poucos de nós acordados na madrugada tivéssemos concordado em olhar para outro lado. Era como as pessoas naquelas cidadezinhas na direção do vento dos campos de extermínio. Não era como se elas não pudessem sentir o cheiro da fumaça; apenas fingiam não saber o que estava acontecendo."

Através de uma história muito bem narrada, marcante e instigante, percebemos as consequências de atos que realizamos no passado, e a força das lembranças, além de refletirmos muito sobre o que fazemos com o poder que muitas vezes se encontra somente em nossas mãos.

"– Você agora me escute – começou a sra. Giovanni, pegando o rostinho nas mãos ensaboadas para poder olhar a menina nos olhos. – Nada é culpa sua. Nunca mais pense isso. Deus pode ver dentro de você, bem dentro de sua alma. E Ele sabe que você não fez nada de errado. Lembre-se disso, Rachel, se você algum dia se sentir sozinha ou com medo. – Olhando para as imagens de raios X, Rachel imaginou que aquilo era o que Deus via quando olhava para ela. Onde na radiografia, perguntou-se ela, mostrava a diferença entre o certo e o errado?"





É fato que eu não leio qualquer história sem antes ler a sinopse, e quando uma sinopse se mostra dramática e triste, isso tende a me chamar muita a tenção e sempre fico com vontade de ler o livro em questão; e foi exatamente o que aconteceu com esse livro. Então, assim que o tive em mãos, fiquei cheia de expectativas, e assim que sobrou um tempinho, comecei a leitura. Preciso dizer que é uma história que começa muito bem; o primeiro capítulo, trazendo Rachel, uma garotinha geniosa, ingênua e muito inteligente nos toca e cativa, e a situação da família é bastante real e vívida. Logo, ocorre o incidente que é o desencadeador de todo o resto da história da garotinha e de seu irmão, e a partir daí o tempo dá um salto, passando para a vida adulta de Rachel, quando ela já é uma enfermeira. Confesso que lamentei, de certa maneira, esse salto no tempo, pois o momento de 1919 estava me prendendo muito, mas logo me vi envolvida também no presente da enfermeira, assim que a médica chega ao lar de idosos. A partir daí, retornamos e entendemos o passado de Rachel, como foi sua experiência no orfanato, e acompanhamos toda a sua saga.

Porém, admito que ao chegar ao final da história eu me senti levemente decepcionada; não que o livro seja ruim, pelo contrário, ele traz uma variedade de temas muito importantes, e é uma obra bastante dinâmica, com drama, romance e as vezes até um certo suspense sobre o destino dos personagens. Mas, ainda assim eu esperava mais. A partir de tudo que nos foi apresentado, de tudo o que vivenciamos junto com a protagonista, eu esperava um final um tanto impactante, ou emocionante, ou menos aberto, digamos assim; pois ao virar a última página fiquei parada alguns segundos, me questionando o que viria depois e como poderia estar acabando naquele instante. Fiquei com um certo sentimento de que a autora começou com uma grande ideia, mas não sabia como terminar aquilo tudo de forma adequada, e só terminou assim, de uma forma meio aleatória.

Os pontos que mais foram positivos para mim certamente estão nos temas apresentados. Em primeiro lugar,  a autora aborda um romance lésbico de uma forma bonita, interessante e instigante, apresentando isso em uma época em que existia muito preconceito e uma proibição quase velada a esse tipo de relação, que se mostrava imoral e muito fora dos padrões. Além disso, ela retratou a vida no orfanato de uma forma vívida, realista, mostrando que as coisas não são tão terríveis quanto parecem, uma vez que lá as crianças tinham companheiros, aprendiam muitas coisas, possuíam um lar e alimentos, e viviam em um lugar muito melhor do que muitos que viviam na pobreza ou nas ruas, mas também mostra que não é tão perfeito, pois todas as crianças deveriam crescer ao lado de suas famílias, recebendo o máximo de carinho e atenção. Ainda, a autora fala sobre experiências com crianças, que senti ter um tom de realidade, e experiências que acabaram marcando muitos por toda uma vida, como no caso da protagonista da obra. Posso destacar ainda, que achei muito boa a abordagem dos Judeus que  a autora fez, e mesmo que ela tenha fugido um pouco do padrão de trazer somente a história de judeus da segunda guerra mundial, isso foi ótimo, pois realmente, na maioria das vezes que ouvimos falar do povo judeu, é durante o holocausto.

Porém, conforme já mencionado, o final da obra foi uma das coisas que mais me incomodou, embora, quando estava na metade do livro, já me perguntava se a autora conseguiria terminar toda aquela história  de uma boa forma, então, o final um tanto esdrúxulo não se tornou uma grande surpresa para mim, mas ficou sendo o ponto mais negativo que encontrei a destacar no livro. Ainda, em alguns momentos achei que algumas coisas acabaram se tornando mal explicadas, como por exemplo ao final, Rachel está usando uma peruca que lhe foi muito importante durante toda a vida. Mas ao ver esse uso, sua companheira menciona que não entende o porquê ela está usando "a velha peruca", então fiquei intrigada com o que há por trás de ela parar de usar a tal peruca; ou ainda senti falta de uma maior exploração do judaísmo no orfanato, dentre algumas outras pequenas coisas.

Não fui cativada por nenhum personagem em especial. Apenas gostei de todos, mas sem um favorito, exceto Rachel enquanto pequena, que me cativou muito. Ela, Rachel, é uma mulher cheia de segredos, devido ao seu relacionamento, e por isso é calada e introspectiva em seu ambiente de trabalho. Ainda, temos Mildred, a médica, que é uma mulher que está passando por seus últimos dias de vida, e que não se arrepende de nada do que fez, e achei isso triste, é claro, mas também bastante vívido, pois é algo que muitas vezes ocorre na vida real. Outro personagem interessante, e sobre quem fiquei querendo saber um pouco mais foi Sam, o irmão de Rachel, que viveu no orfanato, lutou na segunda guerra e se tornou um grande defensor dos judeus, e confesso que fiquei desejando um livro relacionado a ele.

A obra é dividida em vinte e dois capítulos, que se alternam entre uma narrativa em terceira pessoa, e em alguns momentos em primeira pessoa, sendo Rachel a narradora principal. A leitura foi realizada em ebook e não encontrei erros.

Recomendo o livro para leitores que gostam de histórias tocantes, emocionantes e que levam-nos a pensar e refletir sobre como as coisas poderiam ser se alguns fatos tivessem ocorrido de forma diferente, e livros que nos levam a mergulhar de cabeça na história, vivenciando outra época e outros costumes.



20 comentários:

  1. Gostei muito da sua resenha e da forma como você avaliou o livro. Fiquei com vontade ler a história, mesmo o final não sendo tão impactante como o esperado. Amei o blog ♥

    Café, Vodka e Literatura

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  2. Olá
    Eu nunca tinha visto nada a respeito dessa obra até o momento, mas já gostei da sinopse assim como você rsrs. Logo que li a resenha vi que sem dúvidas será uma grande leitura. Achei a capa uma coisa linda. Espero ter a chance de ler o livro em breve. Até mais ver
    Bjs

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  3. Achei interessante a sinopse e a sua review é muito elucidativa :) A capa está muito bonita. Fiquei com vontade de ler, obrigado pela sugestão e parabéns pelo blog. Vou seguir :)

    Bitaites de um Madeirense

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  4. Ola
    Eu estou ansiosa por fazer essa leitura. Na verdade só estou esperando chegar meu exemplar. A sua resenha me deixou bem motivada, ainda mais por ser a primeira resenha que leio desse livro. Gostaria muito de saber o desenvolvimento diante da época retratada, da questão do preconceito e da forma como as coisas se conectam.
    Beijos, F

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  5. Oi tudo bem?
    Muito ruim quando o final nos decepciona né? Não conhecia o livro mas a sua resenha me deixou curiosa quanto a leitura nunca li nenhum romance lésbico e esse parece ser muito bom.

    Beijos

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  6. Bom dia!
    Já tinha visto este livro no skoob, mas não sabia do que se tratava. Achei a história interessantíssima, amo livros que mostram duas épocas distintas com alguns dos personagens em ambas.
    Achei interessante tratarem do romance lésbico, é algo que não vemos muito na literatura.
    Uma pena o final ter sido decepcionante para você.
    Abraços.

    Livroterapias

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  7. Oi
    Não conhecia o livro, mas ao ler a sinopse fiquei super empolgada.
    Mas ao ler suas impressões, meio que desanimei. A história apesar de interessante, realmente deixa a desejar, pelo menos foi o que senti.
    Sem falar que quando você não se conecta, a leitura não flui bem.
    Enfim, gostei da sinceridade e no momento, vou passar para frente.
    Beijinhos
    Rizia Castro - Livroterapias

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  8. Oii!!

    A capa também me atraiu bastante, que pena que de repente a obra da um salto, mas o bom é que não perdeu o foco da narrativa. A observação do final ter deixado a desejar não é um ponto que me encaminhe para a leitura, entretanto a temática focada no romance lesbico me atraiu. Por fim, fico em dúvida se iria ler ou não, mas o livro tem pontos cativantes e outros nem tanto. Obrigada pela dica.

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  9. Olá! Parece uma leitura muito interessante, confesso que me deu arrepios o lance de experimentos, que era comum na época da Segunda Guerra. Não sei se leria no momento, não estou nessa vibe, mas vai ficar como sugestão.
    Bjs
    Por essas páginas

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  10. Oi, Tamara
    Gostei da premissa, ainda não conhecia o livro. Também sou atraída por histórias dramáticas. Uma pena que o final não agradou muito, entre outras coisas, pois parece ser uma ótima história. Acho que leria se tivesse oportunidade.

    Livros, vamos devorá-los

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  11. Olá, tudo bem? Assim como você, acho que me sentiria bem frustada em ver que a autora trouxe bastante elementos para serem explorados e o final não ser a altura ou não respondendo tudo que trouxe. Parece ser um livro ótimo pelo enredo proposto, além de muito bem feito fisicamente, mas confesso que esse fim me deixou com um pé atrás. Tenho que pensar! Ótima e sincera resenha!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  12. Que carma, quem tinha nas mãos agora está nas mãos. É uma pena que a finalização não tenha te deixado tão satisfeita. As vezes os autores tem uma ideia sensacional, mas acabam se perdendo no final, sem saber concluir com excelência uma ideia ótima.
    www.belapsicose.com

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  13. Oi, Tamara!
    Li a sinopse desse livro em algum lugar e achei a premissa tão promissora! É muito bom que os fatos que sãoo abordados conseguem ser bem desenvolvidos, mas agora sabendo que o final não foi lá aquelas coisas e que você não conseguiu ser cativada daquela forma toda especial por nenhum persongem, fiquei um pouco desanimada para ler haha
    Beijos!

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  14. Olá...
    Adorei sua resenha!
    Gostei bastante de sua resenha e ao ler suas impressões percebi que esse livro é minha cara! Gosto de livros assim, emocionantes e que levam-nos a pensar e refletir sobre como as coisas poderiam ser se alguns fatos tivessem ocorrido de forma diferente...
    Amei sua dica e já anotei no topo dos meus desejados ;)
    Bjo

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  15. Oi Tamara,
    Ainda não conhecia esse livro, mas fiquei interessada em fazer a leitura, mesmo o final tendo te decepcionado, o que é uma droga, não é? Os temas abordados parecem ter sido bem trabalhados, e vou arriscar fazer a leitura, pois adoro tramar emocionantes e sei que vou encontrar isso nesse livro.
    Beijos

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  16. Olá!

    Não conhecia, mas achei a história bem interessante. Não sei se o leria nesse momento, mas pra fugir de uma ressaca literária acho uma ótima pedida, pois a premissa me deixou bem curiosa!
    Um beijo.

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  17. Oi, Tamara!
    É a primeira resenha que leio sobre o livro, mas não consegue ficar interessada ao ponto de arriscar a leitura, gostei dos temas abordados, mas os pontos que você destacou me deixaram na dúvida se a leitura me agradaria. No momento não seria um livro para investigar logo, talvez dê uma chance mais para frente.

    Beijos,

    Rafa [ blog - Fascinada por Histórias]

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  18. Oi!
    Que pena que o livro não te ganhou de uma maneira completa, mas ainda assim imagino que não tenha sido uma leitura muito fácil, ver a realidade dos orfanatos naquela época, as experiências que faziam com crianças e depois ver como isso influenciou a vida dela já na velhice.
    Não é um livro que eu leria no momento, mas quem sabe um dia

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  19. Oie, tudo bom?
    O assunto é fascinante, gostaria muuito de ler essa obra pois é meu tipo ds leitura, adoro obras ambientadas nas guerras. Amei a resenha!

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  20. Olá!
    Eu não conhecia esse livro e pela sua resenha mostrou que é uma história interessante. Uma pena a autora não ter terminado de forma satisfatória. Gostei dos temas que foi abordado na história e se tiver oportunidade vou ler o livro.
    Beijinhos!

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