07 junho 2017

[Semana do amor] E para você, o que é o amor?



Você com certeza já ouviu por aí aquela frase que diz que “o amor não se vê, só se sente”, não é? Essa palavrinha pequena, sempre tão presente nas poesias e letras de músicas e cuja definição jamais será a mesma de uma pessoa para a outra. Porque se há uma característica universal para o amor, é essa: sua singularidade. O amor a gente sente, sim. De diversos jeitos e em momentos mais diversos ainda. Sente percebendo que sente e, tantas vezes, sem se quer se dar conta. Sente quando aceita sentir e até mesmo quando não. É físico, sabe? A gente sente na pele. Na mistura de frio na barriga e calor no resto do corpo que vai se alastrando por nós. No encaixar perfeito que nossa cabeça parece encontrar no peito da pessoa, enquanto ouvimos sua respiração que, aliás, nossos ouvidos passam a reconhecer como nosso som favorito. Sente no curvar involuntário dos lábios em um sorriso ao ouvir a voz de alguém, no disparar insano do coração quando esse alguém se aproxima. Não é só coisa de literatura romântica, não. O amor sabe bem como acelerar nosso ritmo.

O amor é uma porção de contradições internas. É a paz que nos envolve ao segurar a mão de alguém, mas também a saudade que arde e incomoda quando esse alguém não está perto. Porque, afinal, amar também é isso: é permanecer amando apesar das lonjuras, sejam elas físicas ou emocionais. O amor não aprendeu a medir quilômetros ou cicatrizes. O amor é tão egoísta quanto altruísta. Nesse pacote quase sempre vem doses de ciúme e pitadas daquela coisa chamada medo de perder. E tudo bem, sabe. Porque quando a gente ama a gente quer, sim, só para nós e por inteiro. A gente quer para sempre. Amar não significa deixar-se em segundo plano, mas ter o bem estar do outro como prioridade, tanto quanto o seu próprio. E talvez esse seja o lado mais bonito do amor: ele também sabe abrir mão. Sabe ceder às vezes, engolir o orgulho, enfrentar inseguranças. Sabe dar espaço, mesmo quando tudo o que quer é se aproximar. Sabe respeitar silêncios ou ser apenas ouvido, ainda que tenha tanto para falar. O amor não esquece, mas sabe perdoar. Não compreende tudo, mas tenta. E isso já é muito. Não concorda com todas as decisões e vontades do outro e, na verdade, nem precisa. Porque ele sabe dar respeito e apoio e isso vale mais do que qualquer pensamento ou visão semelhante. O amor também sabe deixar ir, mesmo quando se quer implorar para que fique.

Ele mora nos detalhes, esse tal de amor. Vive, por exemplo, naquela panela de brigadeiro que compartilharam em um dia chuvoso em frente a TV. No livro que leram juntos ou nos fins de semana que alternaram entre barzinhos e o sofá da sala, só para que fosse feita a felicidade de ambos. Está nos segredos confiados, nos beijos roubados e nos medos acolhidos, um pelo outro. O amor é a surpresa de um café da manhã na cama ou um bilhetinho romântico, vez ou outra, no meio do seu material de trabalho. Mas também é a previsibilidade daquela mensagem de “bom dia” que chega sempre ou do colo que estará lá, ao fim do dia, esperando por você. É feito de frases clichês, sim, como “eu te amo”, “fica um pouco mais”, “se cuida”, “comprei porque lembrei de você”. E repleto de tantas outras frases que o coração escreve e a gente quase nunca sabe traduzir. O amor é a delicadeza de um beijo no cabelo, a proteção de um abraço forte e o estremecer dos corpos enlaçados. É tão cheio de doçuras quanto de conflitos. Pode ser que doa, quase tanto quanto é capaz de curar. Está longe de ser perfeito, o amor. Mas vale a pena.

E para você, o que é o amor?

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