19 junho 2017

[Resenha] Uma praça em Antuérpia - Por Luize Valente



Título: Uma praça em Antuérpia
Autor (a): Luize Valente
Páginas: 364
Editora: Record
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Sinopse: Após sua estreia literária com O segredo do oratório, sucesso de público e crítica, Luize Valente volta a mergulhar, de maneira ainda mais surpreendente, na história de uma família de migrantes em Uma praça em Antuérpia. Com domínio da narrativa, que vai e volta do ano-novo de 2000 em Copacabana para os anos da eclosão da Segunda Guerra na Europa, Luize reconstitui a desgraça imposta pelo nazismo aos judeus, razão pela qual muitos deles viriam fazer a vida no Brasil.
Reunindo sensibilidade pelo drama humano e extensa pesquisa histórica, Luize retrata a chaga do nazismo na miudeza do cotidiano, na intimidade das famílias alemães e europeias, com bárbaros desdobramentos em Portugal, no lar de Clarice e Olivia, de onde a narrativa parte para ganhar o mundo e o Brasil. Acompanhamos a fuga de Clarice e seu marido, o pianista judeu Theodor, por grande parte da Europa, sempre um passo à frente da perseguição nazista, fuga que leva parte da família a cruzar o oceano. Como se não bastasse essa narrativa de tirar o fôlego, Luize presenteia o leitor com um final emocionante e totalmente inesperado.

"Foi só nesse momento que a fotografia amarelada e gasta nas mãos de Olívia chamou a atenção de Tita. Ela reconheceu a avó, ainda jovem. Estava grávida, provavelmente de sua mãe. Mas não reconheceu o homem ao lado dela, nem o menino no colo. Quem eram? Que lugar era aquele? Uma praça numa cidade europeia qualquer, com certeza não era Lisboa - cidade de onde a avó viera."

Clarice e Olívia eram gêmeas nascidas em Portugal no ano de 1916. Tendo se tornado órfãs de mãe já no parto, ambas foram criadas pela avó materna, que vendo o desprezo que o pai dedicava às meninas por culpá-las pela morte da mulher que amava, não viu outro jeito a não ser se tornar o porto seguro daquelas crianças. Vinte anos depois, sozinhas novamente no mundo, as gêmeas partem para Lisboa, a capital do país. Olívia vai para casar-se com Antônio, um comerciante a quem conhecia desde criança, e Clarice a acompanha, e logo conhece um pianista judeu, Theodor. Porém, nessa época o mundo está em crise: a perseguição a judeus, negros e outras raças se torna cada vez maior pelos alemães, e é fato de que algo imenso está para dominar a Europa e abalar tudo aquilo que as pessoas conhecem até ali. Em meio a esse caos, Clarice e Theodor se veem encantados um pelo outro, e logo desenvolvem uma paixão intensa, porém, naquele momento é impossível que vivam juntos, pois algumas autoridades estão à espreita para tentar capturar o pianista, devido a sua origem judaica. Então, ele foge, abandonando a amada, mas tempos depois, atravessando o mundo, resolve voltar,.

"Assim, os Zuskinder deixaram aquela casa, aquelas pessoas e aqueles dias que viveriam na memória. A guerra tinha mesmo esse estranho poder de afastar entes queridos e unir desconhecidos, para sempre."

Depois de tantos encontros e desencontros tudo parece estar correndo bem em suas vidas pessoais. Clarice e Theodor se mudam para Antuérpia, na bélgica, e lá nasce seu primeiro filho, Bernardo. Olívia e o marido, vivendo em portugal, também passam a ter uma vida bastante próspera, enquanto Antônio sonha em deixar sua vida portuguesa e partir para o brasil, prevendo que aquele Barrio de pólvora que se tornou a Europa pode explodir a qualquer instante. E é o que acontece. Três anos depois, em 1939 a segunda guerra mundial tem início. Dia após dia os países são dominados, até que essa dominação chega em Antuérpia. Desesperados, Clarice, grávida de oito meses, o marido e o filho fogem, deixando para traz sua casa, sua vida e seus pertences, para atravessarem a Europa ocupada a fim de tentar salvar a sua vida.

" Nossa última foto... Como eu poderia imaginar? Como alguém poderia imaginar o que nos esperava?
Aquela pergunta, que Clarice tantas vezes se fizera nas últimas seis décadas, vinha carregada do pesar por uma perda adormecida em algum canto escuro do cérebro, como um lampião velho e enferrujado. Ao receber um pouco de querosene, esse canto é iluminado por um clarão da consciência, mas logo se esvai. O lampião é que permanece ali, até receber mais combustível, acender, e novamente apagar."

Porém, sessenta anos depois, em primeiro de janeiro de 2000, com a entrada de um novo século, uma mulher chamada Olívia resolve contar sua história de vida para sua neta, Tita, uma mulher atormentada pelo desejo de ter um filho e pelos sucessivos abortos que já teve. Então, Olívia, emocionada e nostálgica, abre para a neta seus pensamentos mais íntimos, e revela que ela, na verdade é a irmã Clarice, mas que adotou a identidade da outra por todos esses anos, e revela o que só ela sabe sobre aqueles dias de guerra e fala sobre aqueles que ficaram para trás em meio aos escombros de uma Europa destruída, enquanto reconstrói, com perfeição, toda a sua história que ainda traz segredos e fatos obscuros.

"Assim, Antonio partiu, levando duas malas, muitas saudades e sonhos de um futuro que jamais se concretizou. Olívia sentiu um aperto no coração. Na despedida no cais, o abraçou forte.
- Leva-me contigo. Deixa-me ir junto! - ela disse, sabendo de antemão a resposta.
- Meu amor... - ele falou, segurando o rosto de Olívia entre as mãos. - Sabes que te amo mais do que tudo. Um ano voa para quem tem uma linda vida pela frente... Também sabes que faço isso por ti e pelo pequeno. Pô-lo num navio agora seria muito sofrimento... Tem só três meses. Cesária vai cuidar de vocês, não é? - Piscou para a governanta. - Prometo que pensarei em ti todos os dias! Trabalharei sem cansar para que tenhamos uma casa de frente para o mar. Nosso filho vai crescer com o sol, num país sem guerras.”

Com perfeição, Luize Valente nos relata a saga de uma mulher, sua força e também nos apresenta ao caos da Europa, a sua destruição e a reconstrução de um mundo que jamais foi o mesmo depois de 1939.

"Era como se a memória de Clarice fosse um armário aberto depois de anos. A poeira era espanada aos poucos. Cada gaveta guardava um pedaço de passado, uma lembrança estacionada no tempo que ganhava vida e emoção ao ser narrada. Clarice tinha mais de oitenta anos, e Tita conseguia vê-la aos vinte."





Eis aí um livro que me surpreendeu, e muito, nos últimos tempos, o que em nenhum momento imaginei que aconteceria, pois era uma obra que foi bem comentada durante algum tempo, e então, resolvi inseri-la na minha lista de futuras leituras, mas não esperava muitas surpresas. Porém, com tantos livros surgindo, adiei essa leitura, e dia desses, a peguei de forma aleatória. Comecei-a um pouco intrigada, querendo saber o que acontecera com aquela mulher que originalmente se chamava Clarice, mas que no meio do caminho passou a ser Olívia. Conjecturei, criei mil teorias, embora nenhuma tenha chego a deduzir tudo o que aconteceu e embora no início achei tudo um pouco arrastado e introdutório demais, logo fui envolvida de uma maneira intensa, que não me permitiu largar a obra até eu descobrir o derradeiro desfecho. E que desfecho! Eu poderia dizer que o fim acabou sendo um pouquinho clichê, mas eu achei mais que merecido, depois de toda a saga dramática que encontramos no livro. Foi uma obra com um fechamento adequado e mais que digno de aplausos.

Esse livro me surpreendeu por diversos motivos, e um dos principais foi o fato de a autora ter escrito com tanta perfeição uma história de guerra, mesmo que essa guerra tenha estado tão distante de nós, brasileiros, naqueles anos em que a comunicação era difícil e que estávamos a quilômetros de distância do conflito, então, fica claro que não trazemos essas lembranças da guerra na bagagem de nossos antepassados, e por isso é perceptível a pesquisa imensa que ela teve de fazer para retratar tudo isso com a perfeição que o fez. Também, não posso deixar de destacar a escrita perfeita de Luize, pois a cada fato narrado, eu conseguia me imaginar lá, ao lado dos refugiados, sentindo o cheiro do medo, da fome, do suor e do cansaço de cada um deles, e senti suas tristezas e alegrias durante todo o livro. Ainda, achei incrível o modo como essa narrativa foi construída, indo para o passado, na época da guerra, e voltando para os anos 2000, mas sem se tornar confuso, e construindo uma colcha de retalhos que vão se ligando aos poucos e que nos deixam ávidos para conseguirmos vislumbrar todo o quadro.

É difícil encontrar algum ponto negativo que mereça destaque, mas provavelmente, para leitores que não gostam de ler fatos realistas sobre a segunda guerra mundial, essa pode ser uma leitura nem um pouco agradável, pois em muitos momentos a situação dos refugiados me deixou com um nó na garganta. Também, é um enredo sem muita ação, e de certa maneira traz até um tom de nostalgia, então, mais uma vez para os leitores ávidos por um ritmo mais frenético, esse pode não ser um livro recomendado.

Os personagens dessa obra merecem um destaque todo especial. Cada um foi construído com uma personalidade única, bem destacada, de tal forma que podemos imaginá-los a nossa frente. As gêmeas, olívia e Clarice, apesar da semelhança física, são mulheres diferentes e resistentes, que possuem em comum o amor por seus familiares e maridos, e se mostram dispostas a tudo por aqueles que amam. Os personagens secundários também não deixam a desejar, e fui cativada especialmente por Bernardo, o pequeno filho de Clarice que se tornou uma criança tão madura nos tempos de fuga com os pais. Há ainda uma série de personagens que tiveram uma curta passagem pela história,  auxiliando a fuga de Clarice, seu marido e o filho, mas que ilustraram bem a realidade de pessoas, que no passado arriscaram suas próprias vidas para ajudar a salvar desconhecidos.

O livro é construído com capítulos bastante curtos, sendo que temos setenta e quatro deles e a narração é feita em terceira pessoa. Minha leitura foi realizada em ebook e não encontrei erros a serem destacados. Um fato interessante sobre esse livro é que a autora pretende lançar no segundo semestre de 2017 uma nova obra envolvendo a segunda guerra mundial, e embora esta não será uma continuação deste livro, a obra conterá algum personagem, ainda não divulgado, que encontramos no Uma praça em Antuérpia.

Recomendo essa obra veementemente para os fãs de romances históricos. É um livro que merece ser lido, relido e divulgado, pois nos apresenta uma autora nacional incrível que merece ser conhecida por muitos leitores, e também traz mais uma vez o pano de fundo da segunda guerra mundial, que embora seja um episódio triste, infelizmente aconteceu e há muito pouco tempo. Também, essa é uma obra que mostra os melhores e piores gestos humanos, apresentando-nos desde a bondade para com alguém que não conhecemos, passando por amor, raiva, tristeza, crueldade, até culminar sempre na esperança, que é o que move o ser humano a cada dia na espera de dias e acontecimentos melhores.

28 comentários:

  1. Olá tudo bem?
    Ainda não conhecia o livro, mas diante de tal enredo estou totalmente apaixonada. Amo livros históricos, principalmente aqueles que tem como foco a segunda guerra, mas esse me parece ser diferente de todos. Talvez por todo o romance e pela protagonista ser mulher, caso raro nesse gênero.
    Com certeza vai para minha lista de leitura.
    Além disso, adorei a resenha. Como sempre.
    Bjs, Mila


    https://esquadrao-literario.blogspot.com.br/

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  2. Ola
    Primeira resenha que leio a respeito deste livro, e apesar dos ótimos comentarios e por mais que ame romances histórcos, preciso dizer que a obra não chama a minha atenção neste momento, quem sabe em outra ocasião. De qualquer maneira, acredito que o que nao faltam sao reflexoes diante destye cenário, o que torna mais interessante é claro..
    Beijos, F

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  3. Olá flor...achei a narrativa desse livro muito boa já assisti alguns filmes nesse tema e geralmente choro rs sou uma manteiga derretida muito legal vc te-lo lido no formato digital...sucesso bjs

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  4. Oi, Tamara
    POxa ainda não conhecia esse livro. Adoro obras com temática na Segunda Guerra Mundial e adorei saber que você gostou tanto. Parece que foi muito bem trabalhado pela grande pesquisa feita para escrever o livro, sem contar por seus elogios.
    Adorei a dica.

    Livros, vamos devorá-los

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  5. Não conhecia o livro, mas gosto de romances históricos, então por todos os pontos positivos que você tão sabiamente apontou, acrescentei ele à minha wishlist.
    Eu achei a capa maravilhosa, e como você disse, estávamos longe dessa guerra, então ela deve ter tido bastante cuidado em sua pesquisa. E que bom que ela conseguiu ir do passado ao presente sem se tornar confusa!
    Espero ler logo!

    Virando Amor

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  6. Olá! Bom que o livro te surpreendeu! É ruim quando vemos muitos bom comentários de um livro e ao ler não nos surpreendemos, que bom que isso não ocorreu com você. Apesar de no começo ter sido arrastada a leitura, bom que você foi se envolvendo criando várias teorias e mesmo assim te surpreendendo. Pena que não tem muita ação mas, gosto de livros com fatos realista. Sua resenha ficou show, super completa e deixa o leitor curioso para ler também. Parabéns pela resenha e pelo blog! Dica anotada! Beijos'

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  7. Heiii, tudo bem?
    Uau, que resenha hein?!
    Gostei demais do que falou do livro "Uma praça em Antuérpia"e sem ter lido nada autora ja vejo que ela tem um talento enorme pra escrever.
    Gostei muito dos pontos ressaltados e acho que vou gostar da leitura como vc, amo história e pelo contexto do livro, vou me identificar mto.
    Beijos.

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  8. Olá
    Eu não tinha visto nada a respeito dessa obra até o momento, mas achei a obra bem interessante e olha que não sou muito chegado ao gênero rsrs. Pela sua resenha e sua empolgação não resta dúvidas que a obra te pegou de jeito. Irei anor a sua dica. Até mais ver

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  9. Parece-me ser uma leitura bem intensa, não conhecia a obra mas pela sua resenha fiquei interessada em lê-la.
    Dica anotada!

    Bjs
    Suka
    http://www.suka-p.blogspot.com.br

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  10. Olá...
    Amei a resenha!!!
    Amooo livros que se passam nessa época, então, já é um ponto positivo! Porém, o que mais me chamou a atenção foi a perfeição na criação dos persongens, isso com certeza torna a leitura muito mais agradável.
    Dica anotada!
    Bjo

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  11. Que livro maravilhosoo! Eu já estava achando a história muito interessante por conta do amor das duas irmãs em meio aos perigos da guerra e agora fiquei super intrigada ao descobrir que a Clarice estava com a identidade da Olívia. Agora estou cheia de perguntas haha, sua resenha está ótima e bem completa! Dica anotada com certeza. Bjss!

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  12. Olá Tamara,
    Eu adoro livros sobre a segunda Guerra Mundial, acho que nós precisamos ler sobre, tanto tramas ficcionais quanto tramas realistas, a história não pode se repetir. Não conhecia esse livro, mas achei a premissa dele muito interessante. Achei muito bacana que a autora tenha conseguido escrever de forma tão perfeita assim.
    Claro que vou anotar a dica. Aliás, posso ler esse livro para ontem?
    Beijos

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  13. Olá!

    Ual, que resenha incrível! quando crescer quero escrever como você Tamara! rsr brincadeiras a parte, eu amei mesmo! Adoro livros que se passam no período da guerra, sendo romance então chama ainda mais minha atenção!

    Achei a premissa muito interessante, só não gostei muito da capa, achei meio apagadinha! parece ser um livro incrível deveriam ter feito ela de uma maneira mais chamativa (minha opinião)

    Obrigada pela dica!

    Beijos
    Jess
    www.pintandoasletras.com.br

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  14. Olá, tudo bem?

    Adorei sua resenha e essa história! Com certeza colocarei esse livro na minha lista.

    Beijos
    Laneh Martins

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  15. Oi, Tamara

    Caramba, com uma capa assim eu jamais imaginaria que esse livro teria uma história como essa. Fiquei chocada quando vi que uma irmã assumiu a identidade da outra, só fiquei me perguntando se isso não seria um spoiler, já que a sinopse não menciona nada.
    Fiquei suoer curiosa para saber o wue aconteceu para haver essa troca, e olha que eu nem curto histórias que são ambientados na guerra.

    Beijos

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  16. Oie, tudo bem?! Não conhecia a obra, mas adorei a sinopse. Adoro as histórias que remetem a segunda Guerra. É período muito trite, mas de valor histórico inestimável, por isso nunca me canso de ler sobre.
    Sua resenha me deixou bem curiosa, viu! Dica anotada.
    Bjs

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  17. Eu acho maravilhoso quando percebemos que o trabalho de pesquisa foi feito e que a leitura agregará informações que de outro modo, não teríamos. Adorei isso e me deixou ainda mais curiosa para ler o livro.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  18. Olá. Tudo bem?
    Achei bem interessante a premissa desse livro. Por mais que eu não tenha afinidade com romances históricos e com livros que retratam guerra, uma chama de curiosidade se acendeu dentro de mim.

    Como um bom julgador de capas que sou, digo logo que essa em especifica não ficou muito bonita. Como muitas pessoas falam bem desse livro, creio que a editora poderia ter caprichado um pouco mais.
    Parabéns pelo post. Beijão!!

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  19. Oiii!

    Eu não conhecia esse livro e mesmo não sendo o estilo de obra que eu costume ler, fiquei encantada com o cuidado que teve para compor a obra. Achei muito legal!
    Capitulos curtos também me atraiu! Dica mais que anotada!

    Beijinhos,

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  20. Olá Tamara,
    faz tempo que não leio um livro nesse gênero e me apaixonei já pela resenha. Algo bem escrito, bem pesquisado, bem construído, e que te leva para aquele momento, que te faz sentir como seriam aqueles dias.
    O ultimo livro que li que me marcou assim foi "Jardim de Inverno".

    Estou ansiosa pela leitura. Valeu a dica.

    Beijos,
    Anne
    Fadas Literárias

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  21. Oi, Tamara!
    Ainda não tinha visto esse livro e confesso que me surpreendeu por ser nacional e ainda trazer a guerra como pano de fundo, acredito que ela precisou fazer um bom trabalho de pesquisa para compor a trama. Fiquei bem curiosa e vou aproveitar a dica para ler assim que tiver oportunidade.

    Beijos,

    Rafa [ blog - Fascinada por Histórias]

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  22. Olá flor!

    Achei o livro incrível, nunca tinha ouvido falar, mas parece uma obra que me agradaria muito já que junta duas coisas que eu gosto muito romance de época e segunda guerra. Parece ser um romance bem mais maduro dos que eu costumo ler, ai ser uma mudança bem interessante de narrativa. Com toda certeza vou aproveitar a sua dica. Adorei a resenha.

    Beijos e Sucesso!!!

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  23. Oie!
    Confesso que não costumo ler muitos livros sobre a segunda guerra, mas não é que não leia totalmente, mas sei que sempre acabo sofrendo durante a leitura.
    Mesmo assim, vou anotar essa dica para conferir, pois gostei do que apontou sobre o livro. Mesmo sendo um livro que não costumo ler, vou anotar essa dica.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  24. Olá!

    Confesso que essa é a primeira vez que vejo falar sobre essa livro e essa autora. Fico feliz em conhecer mais um trabalho e mais uma obra. Os elementos trago por você e sua avaliação pessoal provam que o livro proporciona uma leitura agradável e eu gosto mesmo de enredos históricos, mas não sei se leria esse livro agora. Seja como for, sua resenha ficou excelente e eu vou anotar a dica. Quem sabe mais para frente eu não leia ele, não é? Obrigada!

    Ingrid Cristina
    Plataforma 9 3/4

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  25. Olá! Obras sobre a II Guerra Mundial sempre me emocionam porque tocam fundo em temas intensos: a maldade, o desespero, a dor, a destruição de muitas famílias e comunidades, o abandono, o ponto mais baixo que a humanidade alcançou - e ainda há quem diga que nada disso ocorreu. Não conhecia este livro. Muito obrigada pela indicação! Abraços!

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  26. Ola!
    Que história linda, eu nunca li nada que se passe na guerra, mas fiquei mega curiosa nesse, e ver mais sobre a jornada das gêmeas.
    Parabéns pela resenha

    Beijos
    Leitora Dramática
    http://blogleitoradramatica.blogspot.com.br/?m=0

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  27. Oi, preciso dizer que essa não era uma história que eu conhecia, mas apesar de todo um enredo interessante, ela não me convence a ler. Eu não gosto muito de enredos históricos e nem quando uma história tem uma guerra como pano de fundo, o que me faz não ser atraída por ela. Gostei de ver um enredo tão original em um livro nacional, mas infelizmente não é para mim... Mas que bom que foi um livro que de tão bem construído foi capaz de te transportar, é raro encontrar obras assim, então fico feliz que tenha sido dessa forma para você! Parabéns pela resenha!
    Um beijo
    www.brookebells.com

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  28. Oi!
    Não conhecia esse livro, mas pela sua resenha, uau, fiquei morrendo de vontade de ler.
    Realmente é difícil de encontrar livros que retratem o período da guerra em países que estavam distantes de tal conflito, mas que ainda assim sofreram as consequencias de tal evento.
    Imagino que deve ser um livro muito rico em detalhes e incrível de ser lido

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