21 junho 2017

[Resenha] A soma de todos os beijos - Por Julia Quinn



Título: Soma de todos os beijos
[Quarteto Smythe-Smith #3]
Autor (a): Julia Quinn
Páginas: 272
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Lorde Hugh Prentice é um gênio da matemática e teve sua perna (e sua vida) arruinada por causa de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith.
Nesse livro, conheceremos um pouco da história de Hugh, antes e depois do acontecido. Sua família, o desespero de seu pai para conseguir que um de seus filhos lhe desse um herdeiro, visto que um não é chegado à mulheres e o outro, provavelmente terá dificuldades em encontrar uma esposa, e principalmente em ter filhos.
E, claro, sua relação de amor e ódio com Sarah Pleinsworth, prima mais velha de Daniel, que mesmo antes de conhecê-lo, já odiava Hugh por ter arruinado sua família através desse duelo.
Mas, as coisas começam a mudar quando Honoria, sua prima, pede para Hugh substituir seu padrinho no casamento e para Sarah ser sua acompanhante durante sua estadia, para que ele ficasse mais confortável diante dos familiares de Daniel. E esse tempo se prolonga, já que Daniel se casará duas semanas depois da irmã e resolve torná-los uma única festa...
É claro que eles não se dão no início, mas com o tempo, ainda mais depois do primeiro casamento, quando ela fica impossibilitada de andar, eles deixam as diferenças de lado e começam a se conhecer realmente, e, o que era ódio, acaba se tornando uma paixão avassaladora.
Mas as limitações de Hugh vão ser apenas um dos problemas que o casal enfrentará pelo caminho...


Resenhas anteriores:
Quarteto Smythe-Smith #1 - Simplesmente o paraíso
Quarteto Smythe-Smith #2 - Uma noite como esta


É Cambridgeshire, outono de 1924. De um lado, Lady Sarah Pleinsworth, a mais velha de 4 barulhentas e agitadas irmãs, sendo as outras  Harriet, Elizabeth e Frances de 16, 14 e 11 anos e, para seu desgosto, integrante do Quarteto Smythe-Smith. Quem já leu algum dos livros do quarteto ou até mesmo um dos livros da queridinha série Os Bridgertons, da mesma autora, provavelmente conhece essa tradição da família Smythe-Smith onde, anualmente, as 4 jovens mais velhas e que ainda não se casaram apresentam um musical ou, melhor dizendo, aterrorizam os ouvidos da população.

"Dois grandes acontecimentos. Duas belas oportunidades para Sarah dançar, se divertir e se tornar dolorosamente consciente de que não era uma das noivas.
Ela só queria se casar. Isso era tão patético assim?
Não, pensou, endireitando a coluna (mas não a ponto de ficar totalmente reta), não era. Encontrar um marido e ser uma esposa era aquilo que fora educada para fazer, além de tocar piano no infame Quarteto Smythe-Smith.
O que, pensando bem, era parte do motivo de estar tão desesperada para se casar."

De outro lado, Hugh Prentice, filho do marquês de Ramsgate. E melhor amigo do primo de Sarah, o conde Daniel Smythe-Smith. Era por causa dessa amizade que, mesmo contra sua vontade, Hugh estava preso por dias à mansão onde aconteceria o casamento de Honoria, irmã de Daniel, rodeado de convidados com os quais ele não tinha a menor familiaridade. Fora também por causa dessa amizade ou, mais propriamente por conta de uma imprudência vinda de uma bebedeira, que Hugh e Daniel enfrentaram-se em um duelo no passado, duelo este que resultou em vários desastres, como os ossos e músculos de uma das pernas de Hugh, por exemplo, que jamais seriam os mesmos, fazendo-o necessitar de uma bengala para andar e causando-lhe fortes dores, além da temporada fora do país e longe da família que Daniel Smythe-Smith foi obrigado a passar, como punição por quase ter assassinado o filho do marquês. Não que seu pai se importasse, é claro. Ao menos, não com o filho em si. Mas sim, ele se importava com o herdeiro cujo filho poderia lhe dar e o qual carregaria, então, o título de marquês, fazendo com que este permanecesse na família. Fora, também, graças a amizade de Hugh e Daniel e à insana obsessão do pai por um herdeiro, que Daniel pôde regressar à sua casa quando, cansado de toda aquela situação, Hugh propõe ao pai que deixe o amigo em paz. A troco de quê? Da única coisa que sabe que o pai jamais abriria mão. A própria vida de Hugh. Sem ela, o marquês não teria um herdeiro. Portanto, é isso: ou a vida de Daniel, ou o suicídio de Hugh.

"E então um dia se lembrou de algo – um momento fugaz daquela conversa com Freddie logo após o duelo.
Freddie dissera que não tentara discutir com o marquês, e Hugh havia pensado: quem discutiria com um louco?
Finalmente encontrara a resposta.
Apenas outro louco."

Apesar de esse ser o maior desejo do pai, talvez por isso mesmo, Hugh não tinha planos de se casar tão cedo. Em sua mente, isso tornara-se quase impossível após o duelo. Há anos que não envolvia-se com uma mulher, não achava que pudesse encontrar alguém que o quisesse como marido. Nem queria, também. Era um homem solitário e, na maior parte do tempo, acostumado com isso. O contrário de Sarah, cujo casamento era seu maior sonho. Desde que tivera idade para participar do musical do Quarteto Smythe-Smith que ela desejava um esposo para resgatar-lhe daquele horror e, agora com o casamento de Honoria, sua prima e melhor amiga, esse desejo só aflorara ainda mais. Todo aquele clima de festividade é quase um pesadelo para ela. Ela está, sim, feliz pela prima. Mas e quanto à sua própria felicidade, será que um dia chega? O que ela não sabe, porém, é que talvez essa tal felicidade esteja bem perto. Mas que talvez o pesadelo se torne ainda maior antes de começar a parecer um sonho bonito.

"Haver um instante de silêncio quando as primas Smythe-Smiths estavam juntas era algo raro, mas foi exatamente o que aconteceu depois que lorde Hugh fez uma mesura e saiu da sala de estar.
As cinco – as quatro irmãs Pleinsworths mais Honoria – permaneceram mudas por alguns segundos, entreolhando-se, esperando decorrer um tempo adequado.
Quase era possível ouvi-las contando, pensou Sarah. E de fato, assim que contou mentalmente até dez, Elizabeth anunciou:
– Bem, isso não foi muito sutil.
Honoria se virou.
– O que quer dizer?
– Está tentando casar Sarah com lorde Hugh, não está?
– É claro que não! – exclamou Honoria, mas o uivo de negação de Sarah foi consideravelmente mais alto.
– Ah, mas deveria! – disse Frances, com um alegre bater de palmas. – Gosto muito de lorde Hugh. É verdade que ele pode ser um pouco excêntrico, mas é muito inteligente. E um ótimo atirador.
Todos os olhares se voltaram para ela.
– Ele atirou no ombro do primo Daniel – lembrou-lhe Sarah.
– Ele é um ótimo atirador quando está sóbrio – esclareceu Frances. – Daniel disse isso."

Preocupada com a hipótese de Hugh sentir-se isolado ou perdido no meio daquele monte de gente e de todos os preparativos para a grande festa, Honoria pede à Sarah que impeça isso. Que faça companhia à ele e tente ser sua amiga. Não haveria qualquer problema nisso se, por acaso, Hugh não fosse um imenso motivo de ódio para a jovem. Diferentemente do restante da família, ela jamais o perdoara por, segundo os fatos que conhecia, ele ter sido a causa de Daniel ficar tanto tempo longe do país. Devido o seu temperamento nada agradável para com ele, Sarah também não é a companhia favorita de Hugh. Mesmo assim, pela alegria da noiva, eles terão que aprender a conviver e, talvez, acabem descobrindo que não é tão difícil assim. Conhecerão um ao outro por inteiro e encontrarão, juntos, o caminho para uma jornada a qual jamais imaginaram seguir, não lado a lado: o amor.







Não dá para começar a falar a respeito das minhas impressões sobre o livro se não falando que, sem dúvidas, ele foi o meu preferido de toda a série. Como costumo dizer em quase todas as resenhas, a naturalidade com que o sentimento acontece entre o casal protagonista é algo que preso muito nos livros e, nesse, isso não faltou. Sarah e Hugh são dois seres de personalidades fortes e temperamentos quentes. De modo que foi uma história intensa, até nos momentos suaves. No início havia uma desafeição mútua entre eles e, ao contrário do que muitas vezes vejo nesses casos em romances por aí, isso não me pareceu algo forçado. Da mesma forma que eles começaram a se entender e a gostar da companhia um do outro com tanta sutileza, que eu consegui observar cada detalhe e, ao mesmo tempo, quando notei já tinha acontecido. As cenas de ambos são recheadas de meiguice e, principalmente, diversão. Oh livrinho que me fez rir o tempo todo.

Quanto aos personagens, como acredito que já tenha deixado claro, Hugh e Sarah me cativaram por inteiro. Ele faz o estilo fortão com pitadas de fragilidades emocionais muito bem escondidas que nos despertam o instinto de cuidado. É charmoso, cheio de coragem e doçura, ainda que nem sempre saiba disso. Sarah não tem nada de delicada ou frágil como as mocinhas que vemos nos romances a fora. É teimosa, divertida e luta como ninguém para proteger a si mesma e as pessoas que ama, uma das características que mais me encantou nela. Os dois formam uma dupla e tanto e a gente só consegue vibrar, chorar e torcer com cada conquista e dificuldade deles. Não poderia deixar de citar as irmãs de Sarah, claro, que são terríveis do melhor jeito possível e dão um toque especial à história. Elas aparecem nos outros livros também mas muito mais nesse, fazendo toda a diferença.

Creio que os pontos positivos já tenham ficado claros acima e, quanto à pontos negativos, não encontrei a serem destacados. É uma história leve e apaixonante que super recomendo para qualquer um que curtir um bom romance e, para quem gosta especialmente de romance de época, é impossível não se apaixonar por Hugh e Sarah, a soma de todos os seus beijos, declarações, alfinetadas e momentos lindos.

17 comentários:

  1. Oi tudo bom?
    Já li os dois primeiros livros de Os Bridgertons, e me apaixonei pela escrita da Julia Quinn, não vejo a hora de ler essa série mas estava com um pouco de receio que as protagonistas fossem um pouco bobinhas demais mas como sua resenha diz que os dois protagonistas tem personalidades fiquei ainda mais curiosa parece ser uma série leve e divertida que a cada livro temos um crush diferente hahaha.

    Beijos

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  2. Ola
    Sou suspeita ao comentar, mas admiro muito a autora e todas as obras que li dela se tornaram marcantes para mim, e não seria diferente com esse referente ao quarteto, que é demais. Impossível não se apaixonar por cada detalhe apresentado, é uma história bem leve e um dos meus preferidos também... não saberia dizer se há pontos negativos, porque pela minha parte achei perfeito em todos os sentidos.
    Beijos, F

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  3. Oii!!
    Eu confesso que, apesar de gostar de romances de época, os livros da autora não me atraem tanto assim. Os livros da autora parecem ser interessante, por cada livro falar de um personagem diferente, e conseguimos conhecer melhor os personagens. Por ser uma série leve, acredito que mais para frente eu leia pelo menos o primeiro livro da série pra ver se eu pego gosto kkkk.
    Beijos

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  4. Oie...
    Eu amooo romances, e ultimamente venho criando uma certa afeição para os de época. Adorei conferir suas impressões, pois, elas me animaram em muito realizar a leitura dessa série. Acho super importante existir essa naturalidade entre o casal, portanto, já estou anotando nos desejados :)
    Bjo

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  5. Olá!
    Acho que já cheguei a ouvir falar sobre séries dessa autora e ainda não consigo decidir se adoraria ler ou não. Não pela história não me parecer cativante, pois me parece, mas acho que romances já não são minha cara no momento. Mas tenho que dizer que Sarah me cativou bastante ao ler essa resenha, além é claro de querer conhecer um pouco mais de Hugh, ele me parece um personagem interessantíssimo. Mas ainda assim, não sei dizer se é algo que eu realmente pegaria para ler haha, quem sabe um dia eu dou uma chance! :D
    Adorei o texto, muito bem escrito!!
    Beijos~
    As Meninas que Leem Livros

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  6. Oi
    eu ainda estou lendo os Bridgertons, por lendo quero dizer que comecei a série e não terminei ainda, e que provavelmente já faz bem mais de um ano que não pego nenhum livro deles, apesar de amá-los e já ter minha coleção quase toda completa (só faltam dois), já faz um tempão que li os três primeiros livro da série e sinceramente não me lembro desse quarteto, ou eu esqueci ou elas só aparecem nos livros que eu não li. De qualquer forma quero muito comprar essa quadrilogia e completar minha coleção da diva Júlia. Quanto a história achei a sinopse bem confusa e só lendo sua resenha entendi um pouquinho mais da história, ainda estou meio estarrecida com a história do duelo que deixou sequelas permanentes em Hugh, sério mesmo quanta imprudência, hein? Não sei quando vou poder conhecer a história desse quarteto já que os livros andam bem carinhos e eu vou esperar pacientemente por uma promoção legal, sem falar que tenho qu terminar os Bridgertons antes.

    Beijos!

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  7. Olá! Que bom que esse foi o livro predileto da série e você riu durante a história. Realmente a naturalidade dos sentimentos entre um casal tem muito peso em uma história. Casal olhou se apaixonou costuma ser bem chato. Bom que nessa história Sarah e Hugh foi se gostando com sutileza e que as cenas entre eles são meigas e divertidas. Bacana que ambos tenha personalidade forte. Apresenta ser mesmo um casal que o leitor fica na torcida por eles. Você me deixou com vontade de ler. Dica anotada! Beijos'

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  8. Oie!
    Eu já li essa série e adorei! Inclusive eu li toda a série em um feriado, pois cada volume era melhor que o outro, e não conseguia mais parar.
    A autora é uma das minhas favoritas, e já conferi todas as publicações da Editora aqui no Brasil.
    Só posso dizer que adoro os livros de romance de época.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  9. Olá!
    Ainda não li essa série, mas li os quatro primeiros livros de Os Bridgertons, então, entendo como as pessoas amam as histórias da autora. A premissa dessa obra parece ser muito bacana e os personagens apaixonantes, gosto disso. É tão legal que você não tenha detectado nenhum ponto negativo.
    Beijos ♥

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  10. Olá, tudo bem?
    Romances de época não é um gênero que me atrai muito, mesmo eu sendo uma romântica incurável, mas os livros da Julia possuem uma leveza e uma química tão pura entre os personagens que eu amo!
    Amei a sua resenha, e não vejo a hora que conhecer essa série.
    Um beijo.

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  11. Oi, Isabela!
    Pela sua resenha deu para perceber que você gostou mesmo da história! Acho muito legal isso que a Julia consegue de não fazer com que as relações amorosas seja forçadas, porque acompanhar o florescer do amor é tão bonito, né?
    Ainda não li nenhum livro do Quarteto, mas acho que vou por na minha listinha pra próximas leituras, porque parce realmente um tempo bem gasto lendo :)
    Beijos!

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  12. Oie!!
    Ah gente, Julia Quinn é simplesmente diva!
    Amei a resenha e a forma apaixonada na qual narrou muito bem o livro. A forma natural e encantadora que a Julia usa para escrever as suas personagens eu acho que é o segredo do sucesso da autora.
    Ainda nao tive a oportunidade de ler esse livro, mas pretendo fazer isso bem em breve haaha

    beijos
    Livros & Tal

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  13. Oi, Isabela

    Eu li apenas o primeiro livro do quarteto e já me interessei pelo Hugh lá.
    Eu lerei o segundo livro esse mês e depois passo logo pra esse.
    Confesso que não senti muita simpatia pela Sarah, mas creio que isso vai mudar ao longo da leitura, pois até hoje não teve um romance de época que me desagradou! ahahaha
    Fico feliz que você tenha curtido tanto, espero que o mesmo aconteça comigo.

    Beijos

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  14. Oi
    Infelizmente não sou muito fã de romances de época e por mais que eu leia resenhas apaixonadas como a sua, não consigo me empolgar.
    Mas muito bom ver que mais uma vez Quinn surpreende os fãs com histórias tão incríveis, que nem pontos negativos são achados.
    Espero que o último volume seja tão bom, ou melhor, que esse.
    Beijinhos
    Rizia Castro - Livroterapias

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  15. Olá! tudo bem?

    Que resenha linda! Hoje mesmo estava falando de como sinto saudades da escrita da JQ comprei essa série mas infelizmente ainda não tive a oportunidade de ler, sua resenha me deixou bem curiosa e o fato do casal protagonizar várias cenas meigas e com muito humor me deixou com mais vontade ainda de ler, adorei!

    Beijos
    Jess

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  16. Oi, tudo bem?
    Eu confesso que não leio muitos romances de época e que ainda não li nada dessa autora, mas só vejo bons comentários e isso me deixa animada. Bom, a sua é a primeira resenha que leio do livro e fiquei curiosa, pois parece ser uma obra bem construída mesmo. Gostei de saber que os dois personagens possuem personalidades fortes e que a desafeição entre eles não foi forçada, além disso, gosto de histórias intensas e essa parece ser uma.

    Beijos :*

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  17. Oi, tudo bem?
    Eu amo um bom romance de época mas nunca li nada da autora, essa não é a primeira vez que vejo falarem bem dessa série, sua resenha me trouxe uma ótima proposta, até vou ver se consigo ler os livros em breve, mas vou correr para o primeiro antes! quero conhecer esses personagens e me envolver também.

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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