27 junho 2017

[Resenha] O voo da vespa - Por Ken Follett



Título: O voo da vespa
Autor (a): Ken Follett
Páginas: 416
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Freya é o nome da deusa nórdica do amor. Também é o codinome da mais recente invenção nazista, de acordo com uma mensagem interceptada pelas forças aliadas. A inteligência britânica desconfia que é graças a ela que os alemães estão conseguindo abater os bombardeiros ingleses a uma velocidade tão alarmante. Hermia Mount, uma analista do MI6, é recrutada para ajudar a descobrir qual é essa nova arma. Tendo morado a vida inteira na Dinamarca, ela possui contatos valiosos que poderão auxiliá-la em sua missão. Do outro lado do mar do Norte, numa ilha dinamarquesa ocupada pelos alemães, o estudante Harald Olufsen descobre uma instalação estranha dentro da base militar nazista. Ele não sabe o que é, mas não se parece com nada que já tenha visto, e ele precisa contar para alguém. Em Copenhague, o detetive Peter Flemming colabora com os alemães para desvendar quem está repassando informações de dentro do país nórdico para os aliados britânicos. Numa Europa praticamente dominada pela Alemanha, a vida dessas três pessoas se entrelaça de forma irreversível, e quando um decrépito avião bimotor se transforma no único meio de fazer a verdade chegar até as forças aliadas, o destino delas poderá mudar o rumo da guerra - e da história.


"Quando levantou a cabeça e tentou distinguir os detalhes, a chuva caiu em seu rosto e fez arder seus olhos. Mas ele era curioso demais para desistir. Por um momento a lua clareou a cena e Harald tentou de novo, estreitando os olhos. Acima da parede circular conseguiu identificar uma grade de metal ou arame, de cerca de 3,5 metros. Toda a engenhoca rodava como um carrossel, completando uma rotação a intervalos de poucos segundos.
Harald ficou fascinado. Era uma máquina de um tipo que nunca vira antes, e o engenheiro que havia nele deixou-se enfeitiçar. O que ela fazia? Por que girava? O barulho não queria dizer nada – era apenas o motor que acionava a coisa. Com certeza não se tratava de uma arma – pelo menos não do tipo convencional, pois não tinha cano. Seu melhor palpite era de que tivesse algo a ver com rádio."

Harald olufsen era um jovem de dezoito anos, tranquilo e feliz, que estudava em uma antiga escola interna da Dinamarca e sonhava em futuramente se tornar um grande físico.  Vindo de uma família simples, era filho do pastor da pequena ilha onde morava, chamada Sande. Sua vida tem uma guinada inesperada no dia em que Harald, voltando para casa com sua motocicleta, construída por ele mesmo, precisa atravessar andando uma base militar alemã para chegar até a sua casa. Enquanto tenta passar, furtivo, para não ser encontrado pelos soldados que ficam de sentinela, o jovem se depara com uma estrutura curiosa e que o intriga, pois é algo cheio de antenas e mecanismos que giram, e ele tem a impressão de que é algo importante para os alemães.

"– Passei um ano em Berlim na década de 1930. Vi aqueles palhaços marchando, levantando o braço, insultando as pessoas e quebrando as vitrines das lojas de judeus. Lembro-me de pensar que eles deviam ser detidos antes que fizessem aquilo com o mundo todo. Ainda penso assim. E essa é uma das minhas maiores convicções."

Os palpites de Harald se mostram corretos. Chamado de Freya, um nome até então desconhecido pela inteligência inglesa, esse aparelho vem dando o que falar dentro do MI6, o serviço de inteligência britânica, que imagina que a tal estrutura vem atrapalhando seus planos de batalhas aéreas, e o setor quer descobrir o mais rápido possível o que ele é exatamente e qual sua importância. Quem comanda essa tentativa de descoberta é Hermia Mount, uma inglesa noiva de Arne, um dinamarquês, justamente irmão de Harald. Porém, no outro lado, há Peter Flemming, um policial dinamarquez que quer subir na carreira a custo de qualquer coisa, e que pensa ter um grande trunfo nas mãos quando descobre o grande interesse dos ingleses nessa estrutura, e se vê ainda mais surpreso e mais empenhado quando descobre que os irmãos Olufsen podem estar envolvidos nas equipes para descobrir o que é Freya.

"Ali, à meia-luz, ouvindo o zumbido daquela aparelhagem enorme e sentindo o cheiro do ozônio gerado pela eletricidade, Harald percebeu que se encontrava no coração da máquina de guerra. A luta entre cientistas e engenheiros de ambos os lados poderia ser tão importante quanto o choque dos tanques e metralhadoras no campo de batalha. E ele se tornara parte dessa luta."

Através de uma narrativa impecável, que prende e conquista da primeira até a última página, e trazendo várias cenas de ação, Ken Follett novamente nos insere no meio das cenas da segunda guerra mundial e nos mostra, com maestria, todos os lados dessa guerra imensa e destruidora.

"- O tanque está vazio.
- Não sei o que podemos fazer!
- Vou ter que ficar em pé na asa e despejar a gasolina diretamente do bujão. Vai ser preciso usar as duas mãos; não posso segurar um bujão de quatro galões só com uma das mãos, é pesado demais.
- Mas você não vai poder se segurar!"





É fato conhecido que sou uma grande fã de Ken Follett, e quando descobri que a editora Arqueiro iria relançar mais um dos livros do autor, logo fiquei extremamente empolgada para realizar a leitura, e assim que ele chegou, o coloquei na lista de leituras mais prioritárias. Desde que conheci essa sinopse, achei o enredo deveras interessante, uma vez que Follett aborda a guerra a partir de lugares que pouco são explorados na maioria dos livros, e dessa vez, o senário foi a Dinamarca, um país ocupado pelos alemães. Ainda, é muito interessante de se ler, pois traz como personagens, pessoas comuns que não tinham motivação para se envolverem na guerra, mas que de uma forma ou de outra acabaram se envolvendo, e isso ilustra muito bem a realidade daqueles tempos em que as pessoas podiam se deparar a qualquer momento com algo que as inserisse em pleno seio da guerra. Porém, de certa maneira em alguns momentos esperei mais ação na história, coisa que surgiu mais para o final da leitura e me deixou fascinada, embora eu quisesse que esse ritmo tivesse seguido na obra inteira. Mas mesmo com isso a obra me agradou e se tornou marcante, embora não seja a minha favorita do autor.

O que mais me marcou e consequentemente acabou se tornando o ponto mais positivo do enredo, foi, sem sombra de dúvidas os personagens, que conforme mencionei acima, são pessoas comuns que se envolveram na guerra por acasos do destino. Ainda, adorei termos Harald, um personagem tão novo, e uma outra protagonista importante que aparece no decorrer da obra, chamada Karen, que também tem essa idade, mas ambos precisam se tornar adultos e tomar decisões que afetam a vida de muitos em tão pouco tempo, sendo essa mais uma consequência da guerra, o rápido crescimento de cada personagem. Ainda, achei muito atrativo o autor colocar no enredo uma máquina que era decisiva na guerra, explicando-a de uma maneira compreensível e acessível para todos os leitores, e fazendo-nos entender que nem só de homens e de bombas essa batalha foi ganha. Ainda, algo que é mencionado no livro são os aviões, e no enredo que temos aqui, há um pequeno avião, chamado Hornet Moth, que ajuda nossos personagens na missão que precisam realizar, e todo o funcionamento deste é totalmente bem explicado, o que consequentemente traz mais ação para o livro, pois vemos o quanto ele é frágil e os riscos que os que estão nele correm.

O ponto que mais se tornou negativo para mim foi essa falta de ação em boa parte do livro, e o aparecimento dela somente nas últimas páginas. Eu amei quando esta apareceu, e me via com o coração disparado, me sentindo apreensiva pelos personagens, mas gostaria sinceramente de que tivesse surgido bem antes e as coisas não tivessem se resolvido tão rápido, porque foi nesse momento que minha afeição aos personagens se intensificou. Também há outro ponto que não é tão negativo, mas é algo que me deixou um pouco agoniada, o epílogo do livro, que ficou muito em aberto e deixou de certa maneira um pequeno gancho para uma possível história como uma sequência, mas até onde sei, esta não existe, e embora não goste de continuações, no presente caso eu adoraria.

Quanto aos protagonistas, Harald e Karen acabaram se tornando meus favoritos, tanto pela bravura, quanto pela responsabilidade e maturidade com tão pouca idade. Ainda, há hermia, que é uma mulher forte, determinada e que representa o papel que muitas mulheres tiveram nessa ocasião da guerra, mas que acabam ficando suprimidos nos livros por homens que estiveram nessas batalhas. Também cabe um destaque para aqueles personagens que Follett matou durante a trama, e lamentei por cada um deles, embora sei que isso deu um tom ainda mais realista para a obra, pois muitos inocentes morriam por suas atividades. Por fim, outro que merece destaque, mas dessa vez por ser uma pessoa horrível, é Peter, o policial, sendo um dos homens mais cruéis e nojentos que encontrei em livros nos últimos tempos.

Essa obra é dividida em 33 capítulos, mais prólogo e epílogo, e sua narração foi feita em terceira pessoa. Além disso, realizei a leitura em ebook e não encontrei erros a serem destacados.
Recomendo essa história para fãs desse autor, bem para aqueles que desejam conhecê-lo, pois novamente, é uma obra impactante e que merece ser conhecida. Ainda, é uma leitura incrível para quem gosta de acompanhar enredos de guerra, cheios de suspense, drama, mas também tendo alguns espaços para os romances e para o amor.




24 comentários:

  1. Ola
    Confesso que nunca tive a real curiosidade de ler algo do autor, talvez porque a premissa de seus livros nunca chamaram totalmente a minha atenção. Apesar disso, adorei poder conferir suas impressões, mesmo porque fiquei curiosa diante o desenvolvimento de alguns detalhes, sem contar que a obra parece ter suas complexidades.. Uma pena sobre a parte da falta de ação, acredito que isso precisa ser bem equilibrado.
    Beijos, F

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  2. Eu me tornei fã do autor e sempre que vejo um novo livro dele eu me interesso. Ainda não li esse mas adorei conferir a sua resenha, parece ser um livro que vai me agradar muito. Acho que essa falta de ação em alguns momentos é característico do autor mas para mim não atrapalha.

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  3. Olá!
    Não sabia que o Ken, focava na segunda guerra mundial, nunca tinha me interessado em ler nada dele, mas agora estou bastante curiosa. Parecer ser uma trama incrível, pena que a ação só acontece mais para o final. Achei bem interessante que o autor insere o leitor na história, descrevendo tudo direitinho pra emergimos né? Como a descrição do avião, máquina. O Ken gosta de matar personagens é? vixi, mas pela trama é bem essencial pra dar veracidade. Gostei, pelo que você comentou, dos personagens - exceto o policial.
    Bela resenha, Tamara.
    Beijos

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  4. Nunca li nada do autor, embora eu já o conheça por vários livros disponíveis no mercado.
    Gostei bastante de conhecer a história através de sua resenha, mas o fato de cada livro dele ser enorme, eu fico meio receosa de iniciar a leitura. Tenho medo de não gostar... Sei lá, é estranho. Eu sou estranha! huahua
    Enfim, mas um dia eu vou catar um e vou me aventurar. Somente vejo comentários positivos sobre o autor (assim como o seu) e preciso ao menos tentar! :D
    Adorei sua resenha !
    beijinhos!

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com/

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  5. Oiê!!
    Leio em muitos blogs a respeito de Ken Follett, só que, infelizmente, não consegui ler nenhuma de suas obras ainda. Essa em específico me deixou muito interessada porque recentemente tive contato com livros e filmes que falam a respeito de máquinas e códigos criados para "auxiliar" países a vencerem guerras, acho o desenvolvimento de todas muito interessantes e com certeza lerei esse livro também. =)

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  6. Oi Tamara
    Parabéns por mais uma resenha incrível.
    Confesso que nunca li uma obra do autor, mas sei que preciso dar oportunidade a ele.
    Além disso, sua resenha sincera me forneceu alguns detalhes importantes. Acho que essa falta de ação pesaria demais para mim.
    De toda forma, anotei a dica!
    Beijinhos
    Rizia Castro - Livroterapias

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  7. Oi, Tamara! Sua resenha está incrível! Fiquei bastante curiosa em relação a história que parece ser envolvente e muito bem escrita, mesclando momentos históricos com personagens marcantes de um jeito que só o Ken Follett sabe criar haha. Espero que seja tão bom quanto as suas outras obras, obrigada pela dica. Bjss!

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  8. Estou com ele aqui na cabeceira para ler, por isso li mais sobre suas impressões da leitura do que o resenha do livro. Uma pena que ação propriamente dita ficou mais para o final, mas foi bom saber que não afetou a qualidade do livro.
    Bjs Rose

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  9. Oie,
    Acredita que essa é a minha próxima leitura?? O livro chegou ontem e eu já estou louca pra começar. Amo livros ambientados na segunda guerra, e diferentemente de você, não conheço o autor.
    Fiquei triste por causa dessa questão da falta de ação, mas tá valendo... Espero gostar como você.
    Beijos
    Blog Relicário de Papel

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  10. Eu sou suspeita pra falar sobre o trabalho de Ken Follet eu simplesmente amo e quero tudo nesse novo padrão que a Arqueiro tem trazido. Não li esse livro ainda, mas já está na lista há algum tempo, espero poder fazer em breve, pois realmente amo demais o trabalho desse cara, com ou sem ação... ele é incrível demais!

    Raíssa Nantes

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  11. São tantos livros desse autor e nada de eu ler nenhum, já venho acompanhando algumas resenhas e sinopses, mas o interesse não é tão grande ainda, tô esperando algum cair no meu colo, kkkk. Gostei da história, sei que leria tranquilamente a história apesar da lentidão com que acontece o desenrolar de tudo... Ao ler sua resenha, lembrei de um livro que gostei muito: TODA LUZ QUE NÃO PODEMOS VER, recomendo! Beijos

    Nara Dias
    www.viagensdepapel.com

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  12. Oi Tamara,
    Nunca li nada do Ken Follett, mas tenho vontade, pois as premissas dos livros dele me atraem muito. Gostei de conhecer suas impressões e já tirei esse livro da lista, pois se ele é sem ação não vai me atrair, já saquei.
    Acho que por nunca ter lido nada do autor, não devo começar por esse de qualquer forma.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  13. Oiii,

    Eu achei legal a ideia de retratar outros lados da Guerra que nos não conhecemos, porque ó lemos e assistimos coisas sobre os locais de principal confronto, mas me incomodou o fato de a ação em si só iniciar no fim do livro e ai as coisas se resolverem repentinamente. Não é uma história para a qual eu daria uma chance por agora.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com/

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  14. Oi Tamara.
    Livros sobe a Segunda Guerra Mundial são sempre muito marcantes.
    É uma pena que o livro só vá ter mais açã para o final, mas ainda bem os personagens são cativantes e conquistam o leitor.
    Abraços.

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  15. Oi, tudo bem?
    Não curto muito livros assim com guerra, então este não me atrai, mas gostei de saber que tem bons personagens!!
    Bjs

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  16. Olá! Ainda não conhecia o autor, mas adorei saber que se trata de um romance cheio de suspense e drama! Adoro quando uma história tem personagens envolventes, ainda mais tão jovens que têm que tomar grandes e difíceis decisões na vida e, com isso, amadurecem! Vou procurar saber mais sobre o livro para incluir na minha lista de leitura.
    Beijos!
    Karla Samira
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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  17. Olá!
    Eu tenho muita vontade de ler alguma obra desse autor pelo rebuliço que ele está causando nas redes sociais nos ultimos anos, mas infelizmente ainda não tive oportunidade.
    Esse livro pelo que citou de fato parece ser muito bom, mas enredos que envolvem a guerra e tudo mais não funciona para mim... por isso, esse não é pra mim :/

    beijos
    Livros & Tal

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  18. Vejo sempre os livros desse autor, sempre fui curiosa a respeito de suas obras por retrararem sempre - ou quase, não tenho certeza - a 2GM. Gostei desse livro, mesmo com os pontos negativos que você destacou, mas não gostei do spoiler final!!! Poderia ter sido evitado ><

    Abraços!
    www.asmeninasqueleemlivros.com

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  19. Oi!
    Nunca li nada do autor, acho que é porque não curto muito livros com temática de guerra, mas achei muito interessante a sua resenha, principalmente depois de saber que o autor coloca a guerra em cenários que são pouco mencionados, como a dinamarca nesse livro.
    Uma pena que o livro tenha pouca ação, sinceramente com tal temática e esse ponto fraco acho que não seria uma boa leitura pra mim

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  20. Olá!
    Eu não conhecia esse livro, e mesmo não sendo um gênero que geralmente leia, eu gostei, vou anotar a dica!

    Beijos
    Leitora Dramática
    https://blogleitoradramatica.blogspot.com.br/

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  21. Olá, tudo bom?
    Acredita que nunca li nada do autor? Pois é! Mas fiquei bem intrigada com essa obra tão impactante. Curti muito o pano de fundo em que o livro se desenvolve, gosto muito de livros que envolvem guerras, ainda mais retratando um outro lado. Ainda que tenha faltado ação e que esta só apareça no fim do livro, vou dar uma chance a obra e ao autor. Espero gostar tanto dele quanto você!

    Beijos!!

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  22. Heiii, tudo bem?
    Sempre fiquei doida pra conhecer os livros do Ken Follett.
    Esse O voo da vespa ainda nao tinha escutado falar e por ser a primeira resenha, me deu uma boa impressao e fiquei curiosa com o enredo.
    Com certeza vou ler, ainda mais depois de tantos pontos ressaltados.
    Amei a dica.
    Beijos.

    Livros e SushiFacebookInstagramTwitter

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  23. Oi,
    Eu nunca li nada desse autor, mas sempre vejo ótimos comentários.
    Gosto bastante de história que acontece na época da guerra, conhecemos a realidade e ficamos impactados com os acontecimentos.
    Beijos
    Obrigada pela dica

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  24. Olá!

    A sinopse do livro me chamou muita atenção pois sou completamente apaixonada por histórias ambientada na Segunda Guerra Mundial, e sua resenha so me deixou com mais vontade ainda de fazer essa leitura. Obrigada pela dica! Beijos

    http://internautanerd.blogspot.com.br/2017/07/a-cor-purpura-de-alice-walker.html?m=1

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