08 maio 2017

[Resenha] Resistência - Por Affinity Konar



Título: Resistência
Autor (a): Affinity Konar
Páginas: 320
Editora: Rocco
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Sinopse: Auschwitz, 1944. As gêmeas Pearl e Stasha têm 12 anos quando desembarcam no campo de concentração nazista na Polônia. à medida que conhecem o horror e têm suas identidades fraturadas pela dor e sofrimento, tentam confortar uma à outra e criam códigos e jogos para se proteger e recuperar parte da infância deixada para trás. Mas quando Pearl desaparece sem deixar pistas, Stasha se recusa a acreditar que a irmã esteja morta e embarca numa jornada desesperada em busca de justiça, paz e de si mesma. Livro notável pelo The New York Times; Livro do Ano pela Amazon e pela Publishers Weekly; indicação de leitura dos principais veículos de imprensa norte-americanos, Resistência narra, com uma voz poderosa e única, a trajetória de duas irmãs lutando pela sobrevivência em um dos períodos mais devastadores da história contemporânea e mostra que há beleza e esperança até diante do caos.

Em 1944, finalzinho da 2º Guerra Mundial, Pearl e Stasha são levadas para o o campo de concentração Auschwitz, mais conhecido como Zoológico de Mengele. As duas possuem uma ligação muito forte que vai além da aparência, mas Stasha sempre esteve a sombra da irmã, para ela, as duas deveriam ser a mesma pessoa. No passado Stasha pedia para Pearl treinar movimentos sincronizados, assim como também, pensamentos e sonhos iguais, nada podia ser diferente entre elas. Porém a personalidade das duas são opostas. Pearl sempre foi aquela que é fácil de se relacionar com novos amigos e realista com as situações, já Stasha é sonhadora e possuí uma imaginação fértil. Isso muda com a ida ao Zoológico.

"Fomos feitas de uma vez só. Minha irmã gêmea Pearl e eu. Ou, para ser mais precisa, Pearl se formou e eu me inspirei nela. Pearl se esculpiu no útero e eu copiei sua assinatura. Flutuamos oito meses na brancura amniótica, feito um par de luvas rosadas, no ventre da nossa mãe. Eu não era capaz de imaginar qualquer coisa mais grandiosa do que aquele útero que compartilhávamos, mas depois que se formaram os andaimes dos nossos cérebros, e nossos baços ficaram prontos, Pearl quis ver o mundo além de nós. Assim, com a determinação do nascituro, ela se projetou para fora da nossa mãe."
Stasha - Página 09

Em Auschwitz, Stasha muda o quadro tornando-se aquela mais ativa entre as gêmeas, a menina até mesmo atraí a atenção de Mengele. Em pouco tempo ambas precisam aprender como sobreviver no local roubando comida e pequenas coisas necessárias para o dia a dia. Enquanto os experimentos feitos por Mengele pouco afetam a saúde de Stasha, Pearl sofre diversas alterações genéticas, e assim, pouco a pouco, as gêmeas começam a ver diferenças visíveis entre elas. Pearl sente sua vida sendo tirada de si, enquanto Stasha sente que ganhou a imortalidade. Mas em meio a tanta dor, sofrimento e maldade, ambas permanecem firmes pois têm uma a outra. Até Pearl desaparecer.

"Querida Pearl,
Eu sei o que você está pensando. Pare de pensar nisso. Não há possibilidade de você estar morta."
Stasha - Página 132

Mesmo sentindo que sua irmã está viva, Stasha se sente aleijada e miserável sem sua outra metade. Todos acreditam que Pearl se foi para sempre, mas a chegada de um amigo que antes consideravam morto, faz com que Stasha tenha mais convicções sobre o que fazer para se juntar a sua irmã. A única coisa que Stasha tem certeza é que nada fará com que ela desista de Pearl, e para isso, ela vai lutar até o fim.






Nunca tinha lido nada da 2º Guerra Mundial. Esse tema sempre foi muito perturbador e forte pra mim, mas de algum jeito, fiquei extremamente curiosa em conhecer a estória das gêmeas que sofreram nas mãos de Mengele, e posso dizer sem sobras de dúvidas que minha empreitada com livros do tema acabou por aqui. Não que o livro seja ruim, pois é fantástico, mas não tenho estruturas emocionais para ver tanto sofrimento.


O livro é narrado pelas duas meninas em capítulos alternados. Apesar de suas semelhanças físicas, as elas são completamente diferentes em relação as personalidades, e vemos isso claramente nessa alternância de narrativa. Pearl é centrada, talentosa cem artes, se dá bem com as pessoas, e também é aquela que enxerga as coisas como elas realmente são. Já Stasha é basicamente uma garota sonhadora com imaginação fértil que está a sombra da irmã. Ela sempre desejou mais do que tudo que elas fossem uma única pessoa. Essa igualdade é tudo para a menina e também mostra uma falta de identidade pessoal que possuí, pois busca constantemente ser como a irmã.

"Pearl também tinha números e eu odiava os dela ainda mais do que os meus, porque indicavam que éramos pessoas distintas, e quando se é distinta pode-se ser separada."
Stasha - Página 22

Isso vai sendo desmiuçado durante a estória, ao mesmo tempo que Stasha começa adquirir uma identidade própria, também a personalidade de ambas é alterada conforme os meses vão passando. No "Zoológico", a situação muda. Stasha se torna mais dinâmica e ativa, e  Pearl murcha, era como se tivessem tirado sua vida. Essa notória diferença deve-se ao fato de Stasha não compreender como a irmã o que o Zoológico faz com as pessoas. Ela sabe sim que são feitas experiências e alterações nas pessoas, mas sua visão é inocente, lúdica e fantasiosa. Para vocês terem uma ideia, ela acredita fielmente que as injeções que ela tomou a tornaram imortal. Essa pequena diferença entre elas atraí a atenção de Mengele pois ele considera Stasha a mais forte das irmãs. A partir da daí, as piores "coisas" são infligidas á Pearl.

"– Seu braço, por favor.
Pearl estendeu o braço. Estava frio e pegajoso ao toque, machucado aqui e ali. O que mais chamou minha atenção foi o fato de ter mais furos de agulha do que eu jamais tive, mesmo quando era sempre cobaia no laboratório. Eu nunca tive tantas marcas. Pearl tinha dúzias. Cascas rosadas subiam e desciam na pele dela, como formigas em procissão. Quando questionei essa curiosa correição, ela puxou o braço cheio de cascas assustada e tentou disfarçar com um sorriso.
– Você sabe como Elma é desajeitada – ela disse. – Está sempre errando minhas veias."
Stasha - Página 116

Mesmo a narrativa sendo alterando entre as duas, e por consequência, ambas são as protagonistas da estória, Stasha está mais imposta ao leitor. Tanto por seus capítulos serem mais interessantes, como também por Pearl está sempre pensando no bem estar da irmã. Pearl sente que não ficará muito tempo por ali, e mesmo Stasha começando adquirir uma identidade, ela precisa saber viver sem Pearl, e é isso que ela faz aos poucos, tenta amenizar o laço que existe entre elas.


A necessidade que Stasha sente da irmã é gritante, é um sentimento de dependência, como se fosse um membro do próprio corpo. Também o amor que sentem uma pela outra é tocante. Mesmo sendo tão jovens, com 12 anos, as meninas fazem tudo uma pela outra, e a ligação que possuem é tão forte, que compartilham suas dores inconscientemente. O mais curiosa pra mim, foi que elas sentem falta da mãe, mas possuem a si e de um jeito peculiar que essa falta é preenchida entre sí.


Acho que pra mim, de tudo na estória, o que mais me impactou foi ver a inocência indo embora. São tantas atrocidades cometidas no local que embrulhava meu estômago, e vemos tudo através dos olhos de uma criança. Saber que tudo isso realmente aconteceu dá um peso maior para os fatos narrados. Tem uma passagem que chorei como nunca tinha chorada antes em nenhum livro. Nela Stasha e um amigo estão no pátio vendo nuvens e falando as formas que parecem. Normal para qualquer criança, mas a única coisa que o amigo via era nazistas sofrendo. Foi tão intenso e forte pra mim que tive que parar a leitura para respirar.

"Um relógio, eu disse, apontando para uma nuvem.
– Um nazista! – disse Paciente.
Apontei para outra nuvem.
– Um coelho – falei.
– Um nazista! – exclamou Paciente.
E essa rotina continuou. Quando eu via uma noiva, um fantasma, um dente, uma colher, Paciente só via um nazista. Às vezes os nazistas dele estavam dormindo, palitando os dentes, mas em geral eram apenas nazistas morrendo."
Stasha - Página 87

Mengele está ativamente presente e vemos várias interações dele com os "pacientes". Ele pede para que as crianças o chamem de Tio, e, logo apôs, injeta várias substâncias em suas veias. Não são somente gêmeos que estão no Zoológico, também possuí pessoas com nanismo, albinismo, com olhos violeta, ou até com calda. Qualquer "diferença" genética que uma pessoa possa ter, é razão para ser estuda por Mengele. Li algumas resenhas de pessoas que acharam que deveria ter uma visão mais ampla de Auschwitz, mostrar as coisas que realmente acontecia lá, mas achei que não foi necessário. A autora quis passar a maldade do lugar através dos olhos de uma criança, e nisso ela foi muito bem sucedida.

"Sabia que estavam derramando água fervente no ouvido de Stasha, estavam afogando a audição dela para sempre. E eu sabia, mesmo sem ela gritar."
Pearl - Página 76

A estória também possuem alguns personagens secundários, como Bruna, uma garota russa albina que veio de uma favela. Ela é mais velha que as meninas e também está a mais tempo no local, assim, acaba adotar e ensinar como se faz para sobreviver no local. Também Pearl conhece Peter, um jovem considerado garoto de recados que tem permissão para ir e vir quando quiser, e de um jeito bem inocente, ambos vêem como um porto seguro.

"– Eu te amo – disse com a boca no ombro dele.
Peter parou de pisar nos meus pés, inclinou a cabeça e semicerrou os olhos para mim, desconfiado.
– Não ama não. Poderia, eu acho, depois de um tempo. Mas você só está dizendo isso para mim porque acha que não terá chance de falar isso sinceramente um dia, não é?
– É – confessei. – Estou.
– Então eu também te amo – ele disse e sei que nós dois desejamos que fosse sincero."
Pearl - Página 101

Stasha por sua vez, conhece o Paciente. Um menino que perdeu seu irmão, mas que por alguma razão ainda é mantido no local. Sempre que um dos gêmeos morre, o outro logo é descartado, mas com o Paciente foi diferente. Stasha com sua inocência, começa a observar o Mengele e as enfermeiras, buscando apender para poder ajudar o Paciente a se recuperar, mais uma vez, vemos o quanto a menina é lúdica e sensível.


A edição física do livro está bem caprichada. Além da capa atraente e convidativa, o título é em alto relevo e envernizado contrastando com o fosco do demais. Internamente trás folhas amareladas, uma diagramação confortável e orelhas em ambas as capas. Todo começo de capítulo temos um título que remete ao assunto tratado nele, e também em todas as páginas tem o nome do narrador do capítulo. A escrita da autora é muito gostosa de ler. Também é bem poética e cheia de floreios em algumas passagens. Ela descreve minuciosamente as coisas, isso por algumas vezes tornou a leitura cansativa, mas também deixava tudo muito mais bonito. Em contrapartida, a autora também era direta e crua em suas descrições, principalmente em cenas que as meninas eram torturadas. Isso mostra um domínio sobre sua escrita que encaixa ambas características na hora certa.


Essa resenha ficou imensa, mas é quase uma tarefa impossível falar de um livro que você gostou tanto, mas que ao mesmo tempo não deseja repetir a experiencia. Resistência é o tipo de livro que dói ao ler. Os sentimentos dos personagens estão intricados em capa página. A angústia acompanha o leitor em cada palavra lida, e mesmo assim, é impossível deixá-lo e não saber como as coisas vão acabar para as gêmeas, mesmo que a sensação que perdure seja que não será feliz. Não recomendo o livro para qualquer um, é um livro com suas peculiaridades e que podem não agradar a todos, mas ao mesmo tempo, é o tipo de livro que recomendo a todos pois mostra o quando o ser humano precisa evoluir a cada dia. Pearl e Stasha são personagens fictícias baseadas em duas meninas reais que viveram uma Auschwitz real. A maldade foi real e as pessoas precisam conhecer para que não se cometa os mesmos erros.




17 comentários:

  1. Ola
    Essa capa é mesmo muito atraente, não podemos negar. Gosto muito de obras que tratam da 2° guerra mundial, e esse contexto chama muito a minha atenção, especialmente por conta dos seus comentários, e também porque já li algumas críticas bem positivas a respeito. Muito curiosa sobre os personagens, e espero poder fazer essa leitura o quanto antes possível.
    Beijos, F

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  2. Oi, tudo bom?
    Essa capa é linda demais, eu quero muito ler pois adoro livros ambientados na guerra, apesar de me chocar sempre, acho que é necessário saber coisas que aconteciam na época. Já está na minha lista!

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  3. Oi,
    Amei a capa do livro e suas fotos ficaram lindas.
    Sua resenha foi muito bem escrita e desenvolvida, gostei dos pontos abordados por você na mesma, intensificaram ainda mais a vontade de fazer a leitura dessa obra que apresenta um tema bastante interessante. Recentemente eu li um livro que tbm se passa na segunda guerra mundial e eu amei a leitura. Espero gostar desse livro tbm.
    Beijos!

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  4. Olá!
    Achei muito interessante o livro, e linda demais a capa, mas para ser sincera não é um livro que eu leria, acho um tema muito triste, quando ouço campo de concentração já fico tensa, mas acredito que dever excelente para quem gosta de livros assim. Fora isso , sua resenha foi muito bem escrita, e não achei que ficou extensa e sim bem explicativa.

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  5. Só tenho lido elogios para com este livro e acho que será aquele tipo de leitura que eu amo: a que me deixa no chão. Ao contrario de você, eu amo livro de guerra e já li vários, mas sempre me surpreendo e eé o que quero que aconteça com este aqui.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  6. Tive a oportunidade de solicitar o livro e me arrependo de não ter solicitado, pois só vejo comentários positivos sobre a trama. Entendo que você tenha dito que o livro não é por qualquer um, acho que me afetaria (mas de um jeito bom, que me faça refletir por vários dias), por isso espero ler em breve!

    Virando Amor

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  7. Olá!! :)

    Eu não conhecia este livro ainda, mas deixaste-me com interesse na leitura... Bem, e uma capa enganadora, essa...

    Ora, acho ótimo que tenhas gostado. E também que toda a leitura seja tao "dolorosa", passando todo o sentimento para o autor!

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  8. Tá aí um livro que desejo desde o lançamento. Adoro histórias cujo contexto seja a Segundo Guerra Mundial, e esse certamente é um ótimo enredo que retrata de forma brutal (pelo olhos de crianças) a realidade vivida na momento. Espero ter acesso a esse livro o quanto antes. Beijos !!

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  9. Oi, sério que você não curtiu o livro com essa temática? Te indico O menino do pijama listrado, eu acho que talvez você consiga mudar de opinião quando lê-lo. A impressão que tive foi que uma das irmãs era o fantasma da outra e quando você diz que, mesmo com os capítulos alternados, uma irmã é mas evidenciada, a minha hipotese de confirma. Eu gostei do livro e gosto quando eles trazem essa carga de História real mesmo. Tenta lê o livro que te indiquei, espero que goste.

    www.porredelivros.com

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  10. Se tem um tema que me atrai e muito, é a Segunda Guerra. O que é muito maluco, pois apesar de gostar sempre fico mal com as leituras. Não conhecia esse livro maa adorei a sinopse e suas impressões. E que fotos são essas menina??? Lindas demais! Parabéns!

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

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  11. Olá!
    Eu fiquei muito interessada em ler esse livro, mas ao mesmo tempo eu não gosto de livros ambientados em tempos de guerra, mas não é pelo mesmo motivo que você, porque eu gosto de emocionar lendo as histórias, mas o problema é que os fatos históricos me deixa entediada e eu acabo abandonando a leitura. Eu gostaria muito de ler esse livro, por causa da carga emocional que ele trás, fora que achei muito interessante essa batalha das irmãs. Vou colocar na minha lista, espero que o fator histórico não me incomode.
    Beijos,
    Nay
    Traveling Between Pages

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  12. Olá!eu curto demais esta capa
    E a premissa me atrai bastante.achei o drama sido retratado pelas irmãs pelos olhas das crianças bem interessante.
    O livro parece ter uma carga emocional super pesada.quando li este quote
    Me emocionou
    Sabia que estavam derramando água fervente no ouvido de Stasha, estavam afogando a audição dela para sempre. E eu sabia, mesmo sem ela gritar."
    Muitos sentimentos misturados

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  13. Oie!
    Eu ainda não li o livro, mas estou curiosa desde que vi a capa do livro. Sou dessas que se apaixona pelo livro pela capa rsrs
    Posso notar o quanto vou me emocionar com essa trama, e vou ficar pensando sobre ela por dias.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  14. Oie...
    Adorei sua resenha ;)
    Adoro ler livros que se passam durante a Segunda Guerra, pois, geralmente são livros de conteúdo enriquecedor e sempre nos mostra as atrocidades que o ser humano é capaz de fazer, seja por ganância, ou até mesmo pela luta pela sobrevivência.
    Não conhecia esse livro em questão, mas, gostei de suas impressões, logo, juntado minha paixão pelo gênero + essa resenha cheia de convicção, é claro que o resultado só poderia ser eu louquinha pra ler e já adicionando nos desejados.
    Beijos

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  15. Olá Stef,
    Sério que você nunca tinha lido nada sobre a SGM? Fiquei boquiaberta com você ter inserido isso em sua resenha. A premissa desse livro me atrai demais, pois SGM é um tema que amo de paixão. Suas fotos estão maravilhosas e a resenha, por mais que esteja longa, maravilhosa também.
    Beijos ♥

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  16. Olá!
    A temática de guerra, especialmente da Segunda Guerra Mundial, sempre me chama muito a atenção. Mas vou confessar que não tenho muita estrutura quando tem crianças envolvidas assim hahaha tenho que me preparar muito para uma leitura dessas, mas com certeza pretendo fazer!! Ah e também achei a capa maravilhosa.
    Beijos,

    Luana

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  17. Oi, tudo bom?
    Fiquei bastante interessado nesse livro, gosto de histórias sobre a guerra, seja lá qual for. A premissa parece ser bem elaborada, a relação entre as gêmeas é bem curiosa, em ter essa necessidade de fazerem a mesma coisa e tudo mais, pelo menos no começo. Espero poder lê-lo no futuro, acho que apreciarei a leitura. Adorei a resenha.
    Até mais o/

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