09 maio 2017

[Claquete] Filme - A tortura do medo (1960)


Sinopse: Quando criança, Mark Lewis (Karlheinz Böhm) sofria experimentos bizarros do pai cientista e estudante dos efeitos do medo. Agora adulto, com seus pais já mortos, ele vira um psicopata que mata mulheres para gravar suas expressões de terror no momento da morte.

Título: A tortura do medo
Lançamento: 07 de abril de 1960
Duração: 1h41min
Diretor(a): Michael Powell
Gênero: Slasher/Thriller

Mark Lewis é um jovem rapaz que trabalha ajustando os focos das câmeras em um estúdio de cinema e nas horas vagas fotografa pinups nuas para um velho proprietário de loja vendê-las a ávidos consumidores. Tímido, solitário e um tanto retraído, ele vê o mundo sempre através de seu inseparável aparelho de filmagem.

Ele poderia ser considerado normal se não sofresse de uma estranha doença mental chamada “escopofilia”, uma mórbida forma de voyeurismo. Seus hábitos não incomodariam tanto se não fosse por um detalhe muito desagradável: uma grande obsessão pelo sentimento de medo. Nascida dele ter sido desde sempre vítima dos experimentos do pai, um renomado neurologista, agora falecido, que em nome de seu trabalho, nunca deu ao seu filho o direito de privacidade e submeteu-o a desumanas experiências, registrando tudo em rolos fílmicos. Além de livros, todos eles tendo uma dedicatória ao rapaz por sua contribuição.

A obsessão de Mark pelo medo é especialmente dedicada ao momento da morte, razão pela qual ele acaba por assassinar uma jovem enquanto capta sua expressão no momento extremo. E isso é apenas o começo de uma sinistra jornada onde ninguém está a salvo. Nem mesmo a mulher por quem ele, apesar de sua clara perturbação, se apaixona.






Esqueça por um momento o resumo lido acima e responda a seguinte pergunta: se você visse um rapaz como esse na rua, o que pensaria?


Um rapaz bonito, simpático, de bom trato, agradável, educado e bom caráter. Talvez alguém com quem se pudesse pensar em namorar.
No entanto, A tortura do medo, estreado em 1960, o mesmo ano do renomado clássico de Alfred Hitchcock, Psicose, mostra que mesmo a mais normal das pessoas pode esconder o pior lado. Se no já citado filme do diretor inglês, temos a famosa, e semi explícita, cena de esfaqueamento no chuveiro, em Peeping Tom, título original da produção aqui comentada e que é uma expressão britânica utilizada para voyeur, temos um assassinato filmado em primeira pessoa. Sim, nós literalmente vemos a coisa do ponto de vista do assassino e nada podemos fazer para evitar a perturbadora visão. Se uma cena de crime já não é lá algo muito lindo de se ver, imagina então assistir o crime pelo ponto de vista de quem o comete? E isso é apenas um dos muitos conceitos aqui introduzidos que viriam a ser usados décadas depois em filmes de terror. Quem quiser descobrir mais, assista o filme. Serão 101 minutos de gelar o sangue e arrepiar os pelos da nuca.


Isso e pelo menos uma dúzia de aspectos, cuja totalidade não cabe em um único texto, fizeram o filme, na época, ser extremamente desprezado pela crítica e acabar quase definitivamente com a carreira até então bem-sucedida do também inglês Michael Powell. Mas, tem uma coisa, Psicose não deveria ter feito a mesma coisa com a carreira de Hitchcock? Poderia, mas, nos Estados Unidos, onde as coisas estavam começando a mudar no quesito cinematográfico, com um maior nível de violência e sexualidade começando a surgir, na Europa a coisa demorou a engatar. Ajudou que o famoso clássico de Hitch obteve excelente bilheteria na época do lançamento, o que ajudou a crítica a dar os méritos devidos ao filme. Além de que, enquanto Norman Bates já mostrava um claro comportamento estranho, Mark Lewis conseguia parecer alguém normal mesmo que quem veja o filme saiba muito bem que ele não é. Tanto é que, nas cenas onde ele interage com as pessoas no geral, você chega até a dar algumas risadas, ainda que nervosas, já que, sendo um mero espectador, não pode alertar as pessoas sobre quem realmente Mark é. Isso sem contar a relação quase doentia dele com sua inseparável câmera, que se pudesse falar, com certeza gritaria.


Outro aspecto que com certeza incomodou muita gente, mas que não vi comentarem, dado que li várias resenhas do filme, é a questão do relacionamento abusivo, que aqui se concentra entre pai e filho. Pensem na situação do Mark Lewis: ele NUNCA conheceu um único momento de privacidade em razão dos experimentos do pai neurologista e desde sempre se viu vigiado por todos os lados. Sério, os flashbacks mostrando Mark criança são de deixar qualquer pessoa enojada e indignada. Se isso não é uma forma de ser abusivo, por favor, alguém me diga qual é a real forma de sê-lo. Pior do que isso, com absoluta certeza, é ver o protagonista fazendo com outras pessoas exatamente a mesma coisa que o pai fazia com ele. E sentindo um sério prazer em observar o medo das vítimas ao se verem sem saída exceto a morte. E, no fundo, não é exatamente isso que os filmes de terror querem passar para seus espectadores? Nesse aqui, sem precisar de sangue ou violência excessiva, mostra com clareza isso.


Ainda falando sobre o protagonista e seu caso, infelizmente é comum pessoas abusadas, psicológica ou fisicamente, acabarem repetindo o comportamento do abusador. Com certeza não justifica os crimes que ele comete no filme, mas quando se pensa na situação dele, fica difícil de não se perguntar o quanto uma atitude alheia pode interferir nas nossas vidas e quantos outros acabam prejudicados pelas ações causadas por isso. Na época, com certeza, tal coisa incomodou muita gente. Claro que ninguém admitiu, óbvio.

“Você sabe qual é a coisa mais aterrorizante do mundo? O medo.”

Ainda mais quando, embora saibamos que ele é o vilão, o mesmo não é desenvolvido como tal durante a história, onde ele é apontado fortemente como uma vítima das circunstâncias. Porque, fora do “escopo ruim” dele, Mark age como uma pessoa normal. Ainda que um pouco sem noção de algumas coisas, dado que ele passa a maior parte do tempo trabalhando no próprio estúdio, geralmente editando seu macabro documentário “snuff” (“filme com mortes de verdade”, termo criado nos anos setenta em razão de um filme cujos efeitos de maquiagem deram a impressão de que haviam realmente matado gente nas filmagens. A produção em questão é Snuff, de 1976.).

O que mostra uma outra faceta do filme, a metalinguagem. Em que o cinema é retratado como um voyeurismo voluntário da nossa parte, onde nós somos os que observamos todo o tipo de cenas, desde as mais leves às mais pesadas, onde esses personagens não sabem que são vistos. Aí é que nos perguntamos: qual o motivo de tanto gostarmos de observar a vida alheia, seja ela real ou ficcional? Afinal, o cinema e a TV nada mais são que um jeito de observarmos tudo sem sermos tachados de anormais. Entretanto, há muita gente que ultrapassa isso e nem se importa. Pois quem nunca teve um vizinho ou vizinha cujo maior hobby era falar da vida alheia? E quem nunca viu todos aqueles programas de fofoca que atazanam a televisão todos os dias? Se isso não são formas de sermos “Peeping Tons”, então eu não sei o que mais dizer. Caso alguém esteja se perguntando de onde vem a expressão inglesa, é sobre um homem que teria ficado cego ao espionar a nudez de Lady Godiva, que cavalgava desnuda pela cidade, a qual ninguém podia olhar enquanto fazia isso.

E o que eu digo das duas cenas de morte do filme e a sequência com a mãe deficiente visual de Helen, a primeira que nota algo sinistramente errado com Mark Lewis, simplesmente AS MELHORES cenas do filme? Eu só não as descrevo aqui com detalhes porque nem isso poderia passar o que eu senti assistindo, em especial a última, em que a trilha sonora sinistra nos deixa com os olhos grudados na tela, imaginando o que vai acontecer em seguida porque a sequência de eventos é apavorante, dizendo o mínimo.


Especialmente porque a personagem é totalmente cega e naquele momento, e desde tempos antes, tudo o que ela tem é seu instinto e sua audição. Apenas imaginem a situação, onde ela, talvez, não tenha ideia de que está diante de alguém que já matou duas pessoas e não parece disposto a parar enquanto não achar seu take perfeito do medo. O que é ajudado pela atuação nada menos que fantástica do ator alemão Karlheinz Böhm (o imperador Franz Joseph da célebre trilogia Sissi), creditado no filme como Carl Boehm, que nos passa um mar de sensações enquanto dando vida a Mark Lewis. Obviamente, não vou deixar de destacar a atuação do resto do elenco, especialmente de Maxine Audley, como a mãe cega de Helen, a senhora Stephens.

A sequência final, em absoluto, é espetacular de tão perturbadora e faz a gente se questionar a que ponto chega alguém em nome de um ideal totalmente distorcido. Tanto que, por mais que queiramos ter certeza, não temos certeza se aquilo deveria ou não ter acontecido. Simplesmente uma verdadeira lição de como construir um final verdadeiramente tenso. E quem sabe um pouco ambiguo.
Em suma, A tortura do medo é uma grande lição de como fazer cinema e suscita uma série de questionamentos sobre o nosso mundo atual, além de nos proporcionar algo que tem feito muita falta no cinema atual de suspense e terror: medo e perturbação palpáveis e verdadeiros.




24 comentários:

  1. Olá
    Nossa, que sinopse assustadora. Eu ainda não conhecia esse título, e não é nem por ser um filme antigo, porque eu gosto de conferir bastante desse gênero. Não tenho dúvida de que deve ser uma história pertubadora, seja pelos abusos, pelos questionamentos de conduta ou por todas as características apresentadas no personagem central. Foi ótimo poder conferir o trailer e irei procurar para assistir também.
    Beijos, F

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  2. Oi, Renata!
    Esse rapaz já meu medo! Adorei sua resenha e ela só me fez ter vontade de assistir ao filme. Pelo filme ter em algumas cenas na perspectiva do assassino, parece que a visão fica mais interessante.
    Esse filme tem na Netflix?
    Obrigada pela dica!
    Beijão!
    http://www.lagarota.com.br/
    http://www.asmeninasqueleemlivros.com/

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    1. Oi Crislane, tudo bem?
      Com certeza o filme todo é muito interessante e podemos identificar muitos recursos usados hoje no terror e suspense. Quanto a ter no Netflix, é possível que tenha no americano, mas aí eu já não sei porque acessar o Netflix Americano é praticamente impossível para quem mora no Brasil, a não ser que tu uses alguma extensão de navegador.
      Abraços e beijos da Lady Trotsky...
      http://rillismo.blogspot.com

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  3. Oi!
    Esse filme parece ser incrivelmente fodastico.
    Adoro esse tipo de enredo onde o protagonista vira um psicopata por causa do que vivenciou no passado, pois isso é muito real e pode acontecer com qualquer um.
    Adorei saber que o filme promete e consegue ser aterrorizante do começo ao fim

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  4. Oi, não conhecia esse filme mas fiquei tensa com a sinopse e sua crítica com certeza me deixou animada para assistir, mesmo sendo antigo. Fiquei curiosa para ver essa cena com a mãe dele. Bjs

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  5. Oii, tudo bem?
    Não conhecia o filme, mas parece ser muito bom. Sua crítica foi ótima e me deixou bem animada. Gostei de saber que há cenas em que temos o ponto de vista do assassino, torna a história bem interessante. Estou escrevendo um conto nesse estilo e acho que esse filme pode me ajudar bastante.
    Vou procurar aqui para assistir, obrigado pela dica.

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  6. Oi, tudo bom?
    Adorei a indicação. Ainda não conhecia o filme e a premissa me chamou bastante atenção. O personagem principal é bem intrigante, e assustador até. Tem detalhes que me chamaram mais atenção, em relação ao que você disse, como o protagonista parecer normal diante das pessoas. Procurarei assistir esse filme. Ótima crítica.
    Até mais o/

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  7. Oi!!!
    Esse filme realmente parece ser muito interessante e causar medo e angústia à todos que o assiste. Não o conhecia e nem sabia nada a respeito e sua resenha me deixou bastante curiosa. Vou anotá-lo à lista de filmes para serem assistidos. Obrigada.

    Você escreve maravilhosamente.

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  8. Olá.
    Filmes de suspenses não são o meu forte, mas até que a proposta de tortura do medo chamou minha atenção.
    Quero conferir como foi essa falta de privacidade e relacionamento abusivo causado pelo pai, parece que isso foi a causa de seu comportamento perturbado.

    Até mais!!
    Leituras da Paty

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  9. Olá!
    Não conhecia esse filme ainda, e olha que sou fã dos clássicos e antigos.
    Respondendo a pergunta, eu achei que nessa foto ele estava com cara de psicopata. =P
    Concordo em termos com algumas das suas observações: é verdade que geralmente quando a criança é abusada, ela tende a ter alguns traumas e até desenvolver algumas doenças psicológicas, mas nada justifica os "assassinatos".
    Lendo a sua critica, só pude chegar a uma conclusão: o pai é mais psicopata do que o próprio filho, pois ninguém em sã consciência faria experimentos na mente do filho.

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  10. A resenha me deixou um pouquinho perturbada, caramba que filmão! Nunca assisti algo do ponto de vista do assassino e definitivamente foge de tantos outros conceitos criados na época. O ponto que você ressaltou também é muito importante, relacionamentos abusivos também podem ser de pais com filhos.

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  11. Oii Renata, tudo bem? Ameeei seu post e conferir suas considerações sobre esse filme, que não conhecia. Eu adoro thriller, mas confesso que assisti pouquíssimos dos mais antigos. Preciso mudar isso. Tortura do Medo parece ser muito bom, pelo que li aqui, e super anotei a dica. Espero conseguir conferir em breve.

    Beijos!

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  12. Olá, tudo bem?
    Não conhecia o filme, mas confesso que só pela sinopse eu já sabia que é um filme que com certeza não assistirei. Apesar dos vários elogios feitos na sua crítica, esse definitivamente não é um gênero que eu gosto. Eu fujo de qualquer filme que aborde a psicopatia e, mesmo sendo um filme muito bom, não consigo assistir.
    Dessa vez vou passar a dica, mas adorei a forma como você falou sobre o filme.
    Beijos!

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  13. Esses filmes mais antigos são realmente uma arte a parte. Gosto bastante. Ainda não tinha conhecimento desse e com certeza vou procurar saber mais. Olhando para a cara do personagem, com certeza iria parecer uma pessoa confiável. Isso só demonstra o quanto não conhecer o verdadeiro eu de cada um.
    Bjim!
    Tammy

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  14. Olá,

    Achei os pontos que esse filme aborda muito interessantes e com uma mensagem muito bacana a passar, mesmo sendo de maneira tão bruta. Filmes de terror não são meu forte, e mesmo tendo gostado super da premissa e de sua opinião a respeito, deixarei a dica para uma outra hora. Quem sabe não acabe até mesmo gostando né.

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  15. Não fazia ideia da existência desse filme, e apesar de não curtir muito assistir a filmes antigos, esse despertou bastante meu interesse só pelo fato de ter um psicopata! Não conhecia o termo escopofilia, é sempre bom aprender coisaa novas. E achei o enredo bizarro e interessante...essa mistura muito me agradou.

    Beijos

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  16. Oii
    Sou medrosa, por isto não assisto filmes de terror, mas o que mais me 'fastou' desta sua dica de filme foi a data. Detesto filme antigo (me desculpe!) Mas tenho pavorzinho de filmes preto e branco e também dos feitos antes dos anos 2000, kkk

    Vícios e Literatura

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  17. Olá, tudo bom?
    Não conhecia a premissa do filme - apesar de já ter ouvido falar sobre ele - e confesso que só de ler sua resenha já fiquei tensa! rs Sou muito medrosa, então não seria algo que assistiria. Curti essa premissa de a mais normal das pessoas podem esconder o pior e essa questão do voyerismo, apesar da abordagem um tanto quanto sangrenta! rs Amei a forma como você teceu as considerações!

    Beijos

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  18. Oi, querida, tudo bem?
    Não fiquei muito interessada na leitura não, acho que por causa de toda a psicopatia eu não faria bom proveito. Prefiro mais livros que abordem temas mais "leves", rs. Beijos!

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  19. Oiii!!
    Não conhecia esse filme, e confesso que como sou medrosa demais, eu não assistiria rs. Sou muito estômago fraco, sério! Fico dias pensando em filmes que tem muitas mortes, fico até sem dormir rs. A foto que você mostrou do Mark, ele parece ser um cara comum. Isso que é complicado rs. O cara parece normal, mas na verdade é um descontrolado. Vou indicar para o meu namorado esse filme, ele ama filmes desse tipo, enquanto eu fujo kkkk. Gostei muito do seu review, falou coisas interessantes sobre o filme sem dar spoiler. Consegui sentir sua empolgação e também o impacto que o filme lhe causou.
    Beijos

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  20. Olá!
    Já assisti tantos filmes antigos que até perdi a conta. Mas, esse não me recordo de ter assistido. Parece interessante... BVou caçar na internet.
    Abs
    Nizete
    Cia do Leitor

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  21. Correndo deste filme rsrs
    Está foi sem dúvida uma das melhores críticas que eu já li na vida.e fiquei aterrorizada com ela tá
    Vítimas de abuso é muito complicado fazer um pré julgamento ..porw só quem passou sabe.e muitas vezes deve ser difícil lidar com uma mente perturbada e danificada!
    Não verei este filme porw tenho medo mas minha mãe ama vou passar pra ela rsrs

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  22. Oiee Renata ^^
    Eu estou fugindo dos romances e dos dramas, mas não estou exatamente em busca de um filme com uma trama um tanto perturbada...haha' Parece ser interessante, principalmente por ser um clássico, mas eu acho que não teria animação e coragem de assistir *-* Ainda assim, saber que o filme traz uma produção tão boa com uma história bem desenvolvida, me deixa feliz :)
    MilkMilks ♥

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  23. Oi, renata, parece que esse livro foi bem positivo pra você mesmo, e que bacana ver isso. gostei de saber do suspense, da abordagem do abuso e do fato de ser um clássico. eu não assisto filmes porque não gosto, mas assistiria esse.

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