16 março 2017

[Mês da Mulher] Sejamos todos feministas e Para educar crianças feministas - Por Chimamanda Ngozi Adiche


Título: Sejamos todos feministas
Autor (a): Chimamanda Ngozi Adiche
Páginas: 87
Editora: Companhia das letras
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Sinopse: O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo."A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.





Título: Para educar crianças feministas
Autor (a): Chimamanda Ngozi Adiche
Páginas: 96
Editora: Companhia das letras
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Sinopse: Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

Hoje venho ao Rillismo com uma resenha de dois pequenos, mas impactantes, livros que li hoje. Geralmente faço um pequeno resumo antes das impressões pessoais, mas nesses dois casos, foi impossível porque simplesmente não tem como resumir esses dois. Porque um complementa o outro de tal maneira que se eu tentasse fazer resenhas separadas, iam sair dois textos muito aquém da qualidade que eu tanto prezo nas resenhas que escrevo para vocês.

Os livros? Sejamos todos feministas, de 2014 e Para educar crianças feministas, de 2017 (que foi escrito ano passado), da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, responsável pelos romances Meio sol amarelo, de 2008, Hibisco Roxo, de 2011 e Americanah, de 2014, todos publicados pela Companhia das Letras, igualmente responsável pelos dois discursos dos quais falarei aqui.

Discursos? Sim, discursos que a autora decidiu colocar no papel, com as devidas adaptações. Um deles, Sejamos todos feministas, alcançou a marca de 1,5 milhões de visualizações no Youtube e inclusive foi musicado pela cantora americana Beyoncê. E o segundo sendo tão importante quanto em razão de colocar em pauta um assunto que deixa muita gente de cabelo em pé, especialmente pais de primeira viagem: a educação dos filhos. Ambos complementando um ao outro de uma forma fantástica, dando um “guia” que nos mostra vários caminhos possíveis para uma sociedade mais justa. A palavra guia entre aspas tem duas razões: cada pessoa tem a sua própria vivência e seus critérios e a autora usa muito da própria vivência como uma mulher africana da etnia igbo (pronuncia-se “ibo”), localizada no sudeste da Nigéria. Um dos países do continente África, região os direitos das mulheres são constantemente violados. Dois exemplos: casamentos forçados e mutilação vaginal. Está bom assim ou querem mais?

Apesar da Chimamanda usar primariamente exemplos da própria vida e das de pessoas próximas, o que pode deixar algumas pessoas com um pé atrás quanto a validade do discurso, a verdade é que em Sejamos todos feministas, o resultado geral é extremamente válido e nos faz pensar em como pequenas atitudes, muitas vezes sem más intenções, podem fazer a diferença na vida de uma pessoa, seja mulher ou homem. Afinal, quantas coisas já deixamos de fazer ou nunca tentamos só porque alguém nos disse que era “coisa de homem”? Ou quantos homens já deixaram de mostrar o que sentiam porque disseram a eles que mostrar sentimento é sinal de fraqueza e “coisa de mulher”? Justamente o que a autora coloca em Para educar crianças feministas, quando ela aconselha sua amiga, mãe de uma menina recém-nascida, a ensinar a filha, batizada de Chizalum, que papéis de gênero são totalmente absurdos. Não é porque somos mulheres que não somos capazes de fazer qualquer coisa. E não é porque alguém é homem que necessariamente precisa cumprir um “estereótipo de masculinidade”.

Um exemplo da minha própria vivência: eu, quando criança, adorava filmes de ação embora hoje eu não entenda o motivo de ter começado a gostar. Sempre via aqueles personagens sendo absurdamente fortes e não dando espaço para “sentimentos e frivolidades”, usando uma frase muito recorrente de conversa. Quando menina, por volta de uns dez ou doze anos, não questionava o motivo disso. No entanto, à medida que fui amadurecendo, percebi os gigantescos problemas desse nicho de cinema: os protagonistas masculinos nunca mostravam qualquer sinal de sentimentos reais, sempre sendo máquinas de matar ou espancar, além do sério preconceito contra várias nacionalidades, gênero, cor de pele e religião. Francamente, eu nunca realmente soube qual era a moral desses filmes e continuo não sabendo mesmo tendo pensado em mil e uma respostas. O mesmo se aplicando ao subgênero do terror chamado “slasher movie”, onde as mulheres eram especialmente relegadas a segundo plano. Me pergunto o que os atores que fizeram tais filmes pensarão hoje disso.

Porque quando colocamos “papel de gênero” no meio da história, acabamos impedindo nossas crianças de serem elas mesmas, o que cria adultos com sérios problemas de ego e sentimentos. E é isso pelo que a Adichie luta. Para que possamos entender bem o verdadeiro feminismo, exercê-lo corretamente e educar as crianças para que as futuras gerações de homens e mulheres se percebam como seres humanos independente de “papéis sociais”. E a própria Chimamanda, em Para educar crianças feministas, aconselha sua amiga a incentivar a leitura na filha quando esta começar a ter idade para tal porque os livros são um grande benefício ao aprendizado e aconselha a mãe de primeira viagem a ensinar Chizalum a questionar a linguagem. Parece exagero? Com certeza, mas, acreditem: as palavras têm poder e exercem muito disso em cima de nós. Muitas vezes, uma frase pode doer dez vezes mais que um tapa. Porque é na linguagem, não apenas verbal, que residem nossas crenças, preconceitos e pressupostos. E até mesmo nosso caráter e atitudes, já que a fala é o mais comum meio de comunicação.

Mas não é porque a fala é o mais comum meio de se comunicar que nós devemos nos “meter na vida alheia”. Por que estou dizendo isso? Porque tem uma parte em STF que a autora diz que “os nigerianos estão sempre prontos a dar conselhos que ninguém pediu”. Só eles? Troque “nigerianos” pela expressão “um monte de pessoas”, independente da nacionalidade e você vai ver uma verdade muito universal. O que me leva a outra questão que a Chimamanda aborda em PECF: o de ser agradável com todo mundo. Vamos ser sinceros? Se tentarmos sempre agradar todo mundo, nunca seremos pessoas honestas de fato. Porque invariavelmente, a gente toma alguma posição que vai deixar muita gente incomodada e não raras vezes, alguns se afastam quando não fazemos o que elas querem. O conflito sobre o qual eu já falei na resenha de Onde o amor se esconde: o que queremos ser X o que as pessoas esperam da gente.

E é aí que chego em outra questão que ela põe em xeque em STF e também em PECF: o do casamento como a maior realização da mulher. Nos dias atuais é inconcebível que haja gente que ainda pensa que apenas isso vai tornar uma mulher plena e realizada. Certo, há gente que sonha com, mas não significa que isso seja “a fase final”, até porque o próprio casamento é uma instituição puramente social. Uma cerimônia religiosa mais uma oficialização perante o juiz de paz e daí para a vida a dois, que pode ocorrer independente de matrimônio civil e religioso. Eu até me atrevo a dizer que “viver junto” é bem menos complicado, em teoria. Só que quando se trata de colocar isso na prática, é aí que vemos a disparidade entre a criação de homens e mulheres. O que acontece muito antes disso, dentro do seio familiar.

Como se não bastasse a mulher trabalhar oito horas (ou até mais) por dia, muitas vezes ganhando um salário o menor que o de um homem exercendo a mesma função, ela ainda tem que fazer as tarefas da casa porque o outro acha que não é dever dele. Qualquer pessoa minimamente mais evoluída deveria estar ciente de que quando um número de pessoas vive em uma casa, é dever de todas ajudar a manter o espaço limpo e organizado. Até mesmo o ato de cozinhar ser “coisa de mulher” é questionado porque qualquer pessoa deveria ser capaz de nutrir a si mesma, segundo a autora. Além dela colocar o interessante ponto de que os mais famosos chefs de cozinha do mundo são homens apesar da maior parte das cozinheiras serem mulheres. Interessante contradição, não acham? Ok, há maneiras alternativas de “se nutrir” como tele-entrega, lanchonete ou algo parecido? Sim, mas e se a pessoa não ganha muito e mora sozinha? E só porque o boniteza mora com a mãe, é ela, ou a irmã, quem tem que fazer tudo? Isso não funciona assim. Ou não deveria.

Assim como definitivamente não funciona o conceito de que “se a mulher foi estuprada é porque ela .... (insira aqui N motivos)”, mais uma das muitas questões que permeiam tanto STF quanto PECF. No primeiro discurso, ela fala sobre não termos um raciocínio cruel quando uma mulher passa por isso e pararmos de achar a mulher culpada e no segundo ela aconselha da mãe da pequena Chizalum a aconselhar a filha desde cedo sobre sexo, sexualidade e consentimento.

Porque, em primeiro lugar, deveria se ensinar aos meninos que eles devem respeitar as meninas independente da situação social ou da roupa que estão vestindo. Segundo, não interessa se o casal é namorado, união estável ou oficialmente casado, qualquer coisa relacionada a relações sexuais tem que ser com consentimento. Os homens têm que aprender que não SEMPRE é não, qualquer que seja a ocasião. O problema é que dificilmente os pais colocam esse limite neles e quem acaba pagando o pato é quem não tem nada a ver com isso. Ainda mais porque há certas pessoas no mundo que acham que a mulher é apenas um acessório para satisfação do frágil ego de alguns, que se contentam em ser “machos-alfa” porque não querem aprender a ser mais.

E por que? Eu sei que estão perguntando. Porque a questão de gênero tem um problema que acabou criando uma infinita ramificação de outros até hoje: ele prescreve como devemos ser e não respeita o que nós realmente queremos ser. Teríamos uma sociedade muito mais justa e até mesmo feliz se as expectativas para cada gênero não fossem absurdas a maior parte do tempo.

Para não alongar demais o texto, que já ficou bem comprido, posso dizer que o ideal seria que todos lessem esses dois discursos para entenderem a real dimensão da coisa. No entanto, eu me obrigo a fazer uma observação sobre um assunto que a Adichie não tocou: a questão da transgeneridade. Porque o feminismo é para todas, tanto cis quanto trans. E também estou levando em conta o fato de que tenho amigos transexuais. Bem, recentemente ela se envolveu em uma polêmica sobre um comentário feito com relação às mulheres trans e acabou que ela foi considerada até transfóbica. Razão pela qual ela decidiu esclarecer a bagunça antes que mais gente se resolvesse a jogar a graxa no ventilador: Leiam aqui (Recomendo que leiam com toda a atenção e pensem com cuidado antes de saltar para conclusões.)

No final das contas, essas são duas leituras extremamente válidas e que se complementam muito bem, fornecendo uma ideia do que é realmente ser feminista e como devemos, ou deveríamos, viver isso para evitar que o feminismo continue sendo associado ao lado errado da moeda. E contribuir para um futuro mais justo e humano.

21 comentários:

  1. Olá,

    Mesmo sendo homem sou simpatizante das feministas, acho o movimento lindo e muito bacana e sempre estou à procura de saber mais e mais. Acho que esse livro é bem recheado de ótimas críticas e informações sobre o movimento, vou adicioná-los na minha lista de desejados e assim que surgir uma oportunidade irei fazer a leitura, amei a sua resenha e a apresentação dos livros! ♥

    → desencaixados.com

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  2. Oi, Renata!
    Faz um tempo quero ler "Somos Todas Feministas". E agora entra para a lista "Para educar crianças feministas".
    As experiências desse livro devem ser muito enriquecedoras.
    A questão do casamento ser uma das maiores realizações é o que muita gente acredita hoje em dia. Muita gente me pergunta quando vou casar e isso me incomoda muito. Quero casar, quero ter minha vida a dois, ter minha casa, minhas coisas, mas isso não vai me definir. Não precisa ficar me perguntando como se isso fosse regra. Tem muita coisa que quero fazer e não se limita só a casamento.
    Se um dia eu tiver filhos, espero ser uma boa mãe e conseguir passar as lições de como se comportar, sejam sua relação com mulheres ou homens. Que eles podem ser livres para se expressar e serem felizes. A pior coisa é quando um garoto cresce achando que não pode ter sentimentos e uma garota deve satisfazer à um homem. :'(
    Beijão!
    http://www.lagarota.com.br/
    http://www.asmeninasqueleemlivros.com/

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  3. Oi Renata, muito bom ver você abordando esses títulos aqui no blog. EU já li Sejamos todos feministas, mas ainda não li o segundo livro citado, quero e preciso lê-lo. Acho que ambos os livros dão uma base muito boa e clara para que as pessoas entendam um pouco as questões de gênero e o feminismo.

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  4. Acho que leituras como essas são importantíssimas. É preciso conhecer histórias e vivências para entender um pouquinho dos anseios por trás do movimento feminista, talvez muitos nem saibam ao certo do que se trata. Os seres humanos tem sim suas diferenças, mas de forma alguma faz de um inferior ao outro, isso em se tratando de homens e mulheres, gays, trans, etc. O que nos diferencia de verdade é o caráter. A polêmica em que a autora se envolveu abrange tantas coisas, tantos sofrimentos e preconceitos, que sinceramente não sei o que dizer. Acredito que a mulher trans sofre muito, e a diferença talvez não esteja no fato de ter vivido como homem antes e sim em todo o sofrimento de viver em um corpo que não era o seu. Isso não é um privilégio de forma alguma!

    *☆* Atraentemente *☆*

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Oi Evandro, tudo bem?
      Com certeza concordo muito contigo sobre uma pessoa trans sofrer muito vivendo em um corpo que não é o seu, mas esse assunto abrange tanta coisa e existem tantas histórias diferentes nisso que fica difícil colocar isso em uma única classificação. Especialmente porque muitos trans levam muito tempo para assumir sua real identidade, como aconteceu com a Caitlyn Jenner, que durante seis décadas viveu como Bruce, inclusive tendo sido casada e tido dois filhos além de ter sido "padrasto" das irmãs Kardashian. De certa forma, a sociedade privilegiou a Caitlyn, mas ela com certeza odiava isso porque não condizia com quem ela é de fato.
      A grande verdade é que muito complicado classificar as palavras da Chimamanda como certas ou erradas porque cada caso de pessoa trans é diferente. Não tem como botar todas as frutas na mesma cesta.
      Abraços e beijos da Lady Trotsky...
      http://rillismo.blogspot.com

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  5. Não me senti nenhum um pouco inclinada nessa leitura,apesar da sua resenha entusiasmàtica a respeito do livro e do tema dele,porque sinceramente o discurso do feminismo é uma coisa boa,mas parece que na prática nem tanto,então eu simplesmente respeito tal ideologia,mas não adquiro a ideia.

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  6. OI
    Geralmente não leio livros assim e seu que isto é uma falha minha. Mas simplesmente não consigo. Acho maçante a enxurrada de ideias que eles trazem (e geralmente acabo me posicionando contra várias coisas, rs). Quando tiver tempo vou dar uma olhada no discurso em vídeo da autora.

    Vícios e Literatura

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  7. Oi, tudo bem?
    Já tinha assistido o discurso da Chimamanda no TEDxEuston e, recentemente, li "Sejamos todos feministas". Ela levanta diversas questões interessantes e acho muito legal ela recorrer às próprias experiências para levar o leitor à refletir. Como você, achei uma leitura muito válida. Estou ansiosa para ler "Para educar crianças feministas" e os romances escritos pela Chimamanda.
    Adorei sua resenha e achei muito bom que, mais do que recomendar os livros, você fez reflexões muito interessantes sobre o assunto. Parabéns!
    Beijos!

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  8. Oie...
    Primeiramente eu não achei seu texto nem um pouquinho longo, você falou simplesmente TUDO que está engasgado na garganta de várias mulheres por aí!
    Acho livros assim super importantes, inclusive, deveriam ser até ser discutidos em escolas para que desde crianças os "meninos" já fossem educados respeitando nós mulheres. Vivemos em um mundo onde a sociedade finge valorizar e igualar os direitos femininos, mas, basta ver o discurso de nosso presidente Temmer no dia internacional da mulher para percebermos que estamos bem distante dessa tão sonhada igualdade.
    Amei o post!
    Beijos

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  9. Oie! Tudo bem?

    Estou de olho no primeiro livro que você citou, mas ainda não tive a oportunidade de ler, eu quando se trata de assuntos como o feminismo me mantenho neutra em relação a minha opinião, até porque as vezes ela não fecha com o que o feminismo prega, por isso gosto sim de ler e saber mais sobre e obviamente lutar por nossos direitos, mas mantenho minha opinião sempre para mim, evita muita discussão desnecessária!
    Bjss

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  10. Olá tudo bem?

    Achei interessante os livros mas confesso que não leria nenhum dos dois. Apesar de ser mulher não sou feminista e pra mim as leituras seriam um pouco massantes, pois não concordo com a maioria das posições do grupo. Sendo assim vou deixar a dica passar.

    beijinhos!

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  11. Oi!
    Renata,há tempos estou querendo ler esse livro. Virei uma admiradora da Chimamanda quando na faculdade tive que fazer um trabalho sobre o perigo da história única e desde então percebi o quanto essa mulher negra e africana contribuiu e contribui com sua ideias para a nossa sociedade. A ideia do feminismo é bem transparente, o problema é que em qualquer setor ou mesmo área existe os extremista e a autora esclarece a essência dessa questão. ENfim,sua resenha apenas me deixou mais motivada a ler os livros. Beijos!

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  12. Olá, Renata, como vai?
    Não conhecia os livros, mas fiquei muito interessada. Cada vez mais me interesso pelo feminismo e acho super bacana ler livros que abordem o tema. Beijão!

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  13. Olá, Renata! Estou com o primeiro livro parado na minha estante do Kindle há alguns meses, confesso que estava um pouco desanimada, mas após ler sua resenha, sem dúvidas, vou o pegar para ler e, também adicionar o outro a lista de desejados, rs.
    Beijos!

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  14. Estou doida pelo Como educar crianças feministas, estou pensando em ter uma criança e acredito que seria uma boa ler algo do tipo para não reproduzir muitos discursos machistas que vemos por aí, inconscientemente.

    Cresci em uma família que me permitiu até certa liberdade, me deixaram ser "moleca" com vestidos, desde que eu estivesse com um shorts por baixo XD mas brinquei muito, com meninos e meninas e ai daquele menino que me desafiasse! Nunca fui pra casa com desaforos e meus pais não brigavam muito comigo... Até ter uma irmã mais nova, que precisei ajudar a cuidar.

    De fato, palavras tem poder. Elas carregam informações que podem criar ou destruir qualquer um e qualquer coisa. Grande parte de nossos conflitos são por conta de palavras e os poderes que elas carregam. Sempre penso muito no que leio e no que vou transmitir com elas...

    Eu converso muito com meu companheiro a respeito disso, sobre como será as tarefas de casa se tivermos mais de um filho. Eu e ele(marido) dividimos as tarefas, as vezes ele faz até mais que eu por conta do meu horário de trabalho louco... E queremos transmitir isso a nossos filhos, família é uma cooperação, não cargos. Como disse mafalda: https://br.pinterest.com/pin/325455510547326270/

    Abraços!
    www.asmeninasqueleemlivros.com

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  15. Oiii!!!
    Não conhecia os dois livros. Confesso que não é um assunto que me atraí tanto, mas com certeza vou querer ler, principalmente para me informar mais. Concordo que as palavras realmente tem poder, principalmente quando alguém quer te impedir de fazer algo, as pessoas tendem a falar coisas absurdas por não terem argumento. Tenho certeza que os dois livros tem muita coisa para agregar na minha vida.
    Beijos

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  16. Olá!
    Desde cedo convivemos com isso. Nossos pais mesmo falavam: "Você não pode fazer isso porque é coisa de menino". Fomos educadas assim.
    Acho muito legal a ideia do movimento. Temos que ter nossos direitos, e em igualdade com o dos homens, já que aos olhos de Deus somos todos iguais.
    Acho leituras como a desses livros super válidas. São ótimos ensinamentos para nós que muitas vezes deixamos passar o preconceito sem nos manifestarmos. Realmente as palavras têm poder. Espero que esse livro alcance muitos outros lugares, mesmo que com outras culturas.

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  17. Olá!
    Já ouvi falar dos livros, mas não tive a oportunidade de ler. Acho lindo o movimento feminista e que ele é sempre muito submetido a críticas. Tem gente bitolada que não sabe a importância do movimento e eu fico chocada quando alguém fala que a mulher sempre teve direitos iguais.
    Eu tenho dois irmãos mais novos e fiquei muito interessada no livro Para educar crianças feministas. Sempre procuro dialogar, mostrar onde estão errando, para que se tornem pessoas melhores e diferentes das muitas que estamos acostumadas a conviver.
    Espero mesmo ter a oportunidade de ler esses dois livros.
    Beijos!

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  18. Oi, tudo bem?
    Eu nunca li nada dessa autora, mas tenho muita curiosidade e ainda não conhecia esses dois livros, por isso fiquei muito animada. O feminismo é muito importante para todos, tanto mulheres, quanto homens, pena que ele é tão mal compreendido, né? A maioria das pessoas não entende o movimento e uma parcela o "estraga". Enfim, imagino que sejam leitura muito bacanas mesmo, fiquei especialmente curiosa com o sobre a criação dos filhos, porque tenho uma sobrinha pequena e quero que ela cresça sabendo que pode ser tudo o que quiser e esse livro ajudaria nisso.

    Beijos :*

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  19. Olá,

    Feminismo é um tema que está sendo muito debatido atualmente, mas ao mesmo tempo noto que é um tema que precisa ser estudado melhor, pois vejo muita gente se confundido quanto ao que é feminismo. Enfim, ainda não fiz essa leitura, e no momento não é algo que eu deseje ler, porém quero lê-lo algum dia.

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