02 março 2017

[Mês da Mulher] Resenha: Flor da Pele - Por Javier Moro


Título: Flor da Pele
Autor (a): Javier Moro
Páginas: 432
Editora: Planeta de Livros
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Sinopse: Estamos no início do século XIX, e a varíola, também conhecida como flor negra pelas marcas que deixa na pele daqueles que são infectados, é a doença mais temida do mundo. Não há rico ou pobre, criança ou velho, que esteja a salvo. Ao menos até pesquisadores começarem a testar um método ousado, porém eficaz, que consiste em provocar infecções atenuadas em pessoas saudáveis, tornando seus organismos resistentes ao mal.
É nesse momento que uma jovem mãe solteira, Isabel Zendal, torna-se a primeira enfermeira da história numa missão internacional. Acompanhada por vinte e duas crianças com idades entre três e nove anos, ela parte rumo aos territórios espanhóis no além-mar para levar a recém-descoberta vacina da varíola à populações pobres. A expedição é liderada pelo médico Francisco Xavier Balmis e por seu ajudante, Josep Salvany, que enfrentarão a oposição do clero e a corrupção de autoridades locais e também disputarão o amor de Isabel. A história real de amor e coragem de Isabel Zendal, à qual o best-seller Javier Moro teve acesso após ampla pesquisa, é retratada neste romance com a mesma riqueza de detalhes e delicadeza de outros sucessos do autor, como Paixão Índia e O sári vermelho.

Isabel Zendal é uma menina pobre do interior que teve a sorte de ser letrada por Don Cayetano, o pároco local. Anos depois, tornou-se criada na casa da família Hijosa em La Coruña, onde tinha uma vida estável.

"Isabel deu adeus aos cadernos, às canetas e à aula semanal, aquele parêntese de sossego entre as árduas tarefas do lar e do campo. Despertava de madrugada, acendia uma vela, dava de comer aos animais, armava o fogo na cozinha e, quando havia leite, punha a leiteira para esquentar. À medida que os demais acordavam, servia-lhes em tigelas, às quais acrescentavam farinha de painço."

Francisco Javier de Balmis é membro de uma família nobre, pero no mucho. Sonha em ser médico e nesse ínterim, mudar o mundo com suas ideias sobre os cuidados com a saúde.
Isabel Zendal envolveu-se com um jovem soldado chamado Benito Vélez e desse envolvimento, tornou-se mãe em estado de solteira. Com uma sorte de poucas, ela permaneceu trabalhando na casa da família que a acolheu e criou o pequeno Benito sozinha. No entanto, enfrentou o forte estigma de ser mãe solteira próximo do fim do século dezoito.
Francisco Javier de Balmis casou-se e tornou-se pai, mas nunca realmente teve qualquer laço com Josefa ou seu filho, pois sua vontade de crescer profissionalmente o impediu de criar laços afetivos fortes.

"Havia décadas, a Espanha inteira vivia o drama da chamada “contribuição de sangue”, uma sombra funesta que pairava sobre gerações de jovens. Na cidade de Alicante, assim que completou dezessete anos, Francisco Xavier Balmis y Berenguer foi sorteado para ser um dos recrutas do Exército como “primeira classe de vizinho pechero”. Pechero era uma condição social determinada não pela riqueza, mas pela obrigação de contribuir com o pagamento de algum tipo de imposto pessoal ou de servir ao Exército — a famosa “contribuição de sangue”. Pechero era o oposto de isento, fundamentalmente um privilegiado, fosse porque pertencia à nobreza ou ao clero, fosse por desígnio real. Eram isentos os quinhentos mil fidalgos e todos os que recebiam tratamento de “vossa senhoria” ou “vossa excelência”. Balmis foi medido na sede da Administração Municipal — cinco pés, três polegadas e quatro linhas, ou seja, um metro e sessenta centímetros — e inscrito no livro do serviço militar. Desesperado diante da perspectiva de ser recrutado, percebeu que, embora tivesse estudado muito e pertencesse a uma família bastante querida na cidade, integrava o mais baixo escalão social. Foi a primeira grande decepção de sua vida."

Deus embaralhou as cartas e o Destino cortou-as em dois montes. Deus, escolhendo um deles, selou o encontro das vidas de Isabel e Francisco para uma jornada em busca de salvar o mundo da epidemia de varíola. Entre a ignorância do povo, a corrupção dos vice-reis da Espanha e o melhor e o pior da humanidade em qualquer ocasião, o médico e a enfermeira de prática só podiam contar com persistência, cuidados e uma boa dose de sorte. Assim se fez a jornada da Real Expedição Filantrópica da Vacina.







Essa resenha marca o meu primeiro post do mês de Março, que como vocês certamente sabem, é considerado o Mês da Mulher, já que o dia oito é marcado como o Dia Internacional da Mulher.
Certo, Lady Trotsky, o que esse livro tem a ver com isso? Minha resposta: Isabel Zendal Gómez é uma das muitas mulheres que fizeram muito na História, mas foram sumariamente ignoradas por ela por motivos que, por mais claros que estejam, são absurdos de todas as maneiras. Sim, gente, Flor da Pele, do escritor espanhol Javier Moro, autor também de O sári vermelho (resenhado pela maravilhosa Tamara Padilha), é baseado em uma história real e por mais ficcionalizado que seja, é tão realista que dá raiva.

Raiva da inércia dos governantes, da falta de empatia pelo próximo, do preconceito, da desumanidade que se mostra nos piores momentos, do quanto as pessoas são capazes de prejudicar o próximo em nome de glorificar o próprio traseiro (Deus me perdoe o ódio que tenho do vice-rei mas quero ver ele como lixo). Tudo isso dentro de um livro que apesar da leitura densa, porque sendo sincera, algumas partes são de apertar o coração, além do uso de uma linguagem bem daquela época, incluindo a maneira de conjugar os verbos, prende de tal maneira que é impossível largar antes do epílogo. O Moro consegue a façanha de nos prender na trama de um jeito que você se pergunta, com um facepalm digno do capitão Picard, como não tinha lido nada do autor antes, o meu caso.

Falando um pouco sobre a trama e os personagens, é fantástica a maneira como o Javier Moro ficcionaliza a história real sem perder o realismo e sem cair naquela romantização que já aconteceu com muitos livros, deixando-os completamente irreais e sem muita credibilidade. Em Flor da Pele, apesar do Moro fazer acontecer um amor meio que platônico do Francisco pela Isabel e a mesma se envolver com o Salvany (Poxa, Moro, porque você não podia dar uma floreadinha nisso e fazer eles ficarem juntos? Eles serão sempre MEU OTP, para a vida inteira.), o livro não perde nada do realismo histórico. Além de nos fazer pensar sobre como a vida atual, com suas intermináveis tecnologias e sua rapidez flash é tremendamente fácil comparada com aquela época, em que nem higiene básica as pessoas faziam direito. E gente, não estou brincando. Pesquisem e vão saber.

Ao mesmo tempo, porém, Javier Moro nos mostra as devastadoras consequências de colocar o trabalho acima da família. O caso do doutor Balmis, que praticamente NUNCA poderia ser chamado de pai ou marido porque ele jamais foi qualquer um dos dois. Eu até me atrevo a dizer que o pouco aparecimento da Josefa e do filho dela é extremamente proposital, justamente para nos dizer uma coisa: nunca negligencie as pessoas que estão perto de você ou você perde e não recupera nunca mais.

Isabel, por sua vez, é o contrário: apesar de todo o sofrimento e preconceito que ela enfrenta por ser mãe solteira e “mulher desonrada”, ela nunca cogitou abandonar o Benito ou deixou de ser uma excelente mãe. Inclusive é tocante uma cena em especial onde ela consola o Benito após ele ser chamado na rua de “filho da ...”... (O trecho é comprido, mas estou querendo que tenham uma ideia do que eu quero realmente dizer.)

"Ainda que não fosse o caso, Isabel viveu seu novo trabalho como se fosse uma libertação. Ocupar-se dos filhos de uma família rica era diferente de cuidar de crianças abandonadas. Em sua vida, esse era um progresso importante, que ajudaria a limpar sua reputação. Sentia um afã doentio de demonstrar que era digna de confiança e de recuperar sua honra, pois não havia remédio para curar sua maior dor — o estigma da ilegitimidade que pesava sobre seu filho, do qual ela nunca poderia livrá-lo. Como era dolorido para ela quando Benito chegava a casa chorando porque haviam gritado obscenidades contra ele na rua! A gagueira do garoto se desenvolvia com o tempo e, embora o doutor Posse dissesse que era porque os professores obrigavam-no a ser destro quando na verdade era canhoto, Isabel estava convencida de que era por causa do assédio a que era submetido.
 — Ma... mãe, ma... mãe, me chamaram de filho da... filho da...
 — Quieto, Benito, não precisa terminar — dizia Isabel, abraçando-o e tremendo de raiva."

Um contraponto que foi maravilhosamente trabalhado na história, já que é só com ela que o Francisco Javier começa a criar algum tipo de laço afetivo após incontáveis discussões envolvendo os órfãos, já que a Isabel é do tipo que não leva desaforo para casa e quando tem de dizer a coisa na cara dura, ela não se cala. Embora o Balmis seja cabeça dura de matar. Um personagem que consegue fazer a gente odiá-lo sem muito esforço. Apesar de que é impossível não amar o esforço dele em fazer o melhor pela expedição, especialmente garantir que os responsáveis recebam aquilo que merecem por seu interminável esforço.

Além de o autor nos mostrar uma coisa que parece clichê dos mais batidos, mas que ainda faz a gente se surpreender: a capacidade dos seres humanos de serem maravilhosos e desgraçados nos momentos mais graves da História. Corrupção, ignorância, negligência, falta de empatia, mas também bondade, solidariedade, amizade, amor. Tudo isso nos mostrando que o mundo, assim como pode ser cinza igual às nuvens da chuva, também pode ser colorido como um arco-íris. Em cujo final Isabel merecidamente encontrou a felicidade, ainda que de modo um pouco complicado, mas, quem disse que a vida é simples e fácil? Balmis e Salvany, por sua vez, tiveram um destino um pouco diverso, mas, são as consequências de se fazer determinadas escolhas. Pois foram elas, no fim, que determinaram o sucesso da expedição, ainda que infelizmente esta não tenha obtido seu devido reconhecimento, o que só aconteceu efetivamente mais de duzentos anos depois.
A mesma coisa valendo para o trabalho da primeira enfermeira em missão internacional do mundo. Se existiram Florence Nightingale, a pioneira das escolas de enfermagem, e Ana Néri, pioneira da profissão no Brasil, duas grandes mulheres da medicina, é de Isabel Zendal Gómez (ela tem página na internet) o embrião inicial do que viria a se tornar a profissão tal como conhecemos. Historiadores, favor não serem mais negligentes com as mulheres, tá? NÓS SOMOS parte disso, vocês gostem ou não.

A edição e-book da Planeta está impecável, com uma excelente fonte para leitura e uma capa maravilhosa. O único erro que realmente encontrei foi uma frase que começou com letra minúscula. Mas isso não chegou nem perto de tirar o brilho dessa maravilhosa e instigante leitura que foi Flor da Pele.

Livro altamente recomendado para quem gosta de romances históricos e tem curiosidade em saber mais sobre fatos não tão comentados assim da História que deveriam ser abordados mais frequentemente nas salas de aula.

21 comentários:

  1. Oi Renata, caramba, que livro hem. Eu gostei muito da história, ainda mais por ser baseada em uma história real, o que só tem a acrescentar à obra. É revoltando mesmo ler e perceber como as coisas eram - e como por mais que as pessoas se julguem desenvolvidas - ainda são, na maior parte do tempo. Gostei muito da dica do livro.
    Beijokas
    [SORTEIO]Baile Literário
    Quanto Mais Livros Melhor

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  2. Oi, Renata!
    Não conhecia o livro. Meu primeiro contato é com sua resenha e posso dizer que estou encantada. Parece ser um livro muito forte e digno desse mês tão importante para as mulheres.
    Isabel parece ser o meu tipo de protagonista. Batalhadora e passando por cima dos obstáculos. Certeza que eu iria derramar umas boas lágrimas com esse livro.
    Dica notada!
    Beijão!
    http://www.lagarota.com.br/
    http://www.asmeninasqueleemlivros.com/

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  3. Oi renata, já li um livro do Javier e adorei e então, acredito que amarei este aqui também. Essa coisa de um autor pegar fatos históricos e criar uma ficção em cima, é algo que valorizo muito. Amei a resenha.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  4. Olá!! :)

    Eu não conhecia o livro mas fiquei contente que tenhas gostado e que o autor tenha mostrado tanto talento! :) A capa esta curiosa...

    Bem, acho ótimo que a leitura tenha sido nem demasiado real nem romantizada, e tudo isso da variola e a "desgraça" humana... Gostei :)

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  5. Oie moça tudo bem?

    Não é o tipo de livro que me chama a atenção, mas com certeza me despertou a curiosidade vou deixar ele anotado na minha lista de quero ler e desejados e espero futuramente poder realizar a leitura dele, nunca li nada do autora esse é o meu primeiro contato com ele, mas já estou com grandes expectativas!

    BJss

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  6. Olá gostei da sua resenha, embora seja longa mas é muito bem detalhada, parabéns. Sobre a história que vc relatou, se passa num tempo antigo, não me interesso muito por esse tipo de livro. Mas achei a abordagem interessante, mostra como as coisas eram difíceis antigamente bem mais que hoje e muitos dos benefícios que temos hoje, são graças as pessoas que lutaram pra aquilo acontecer. A tecnologia e todo o avanço da ciência é fruto de muita pesquisa e muito esforço e uma história baseada em fatos reais tem um valor imenso, um brilho a mais pro leitor que pode sentir uma emoção que foi real, que realmente existiu ali, é incrível isso, parabéns.

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  7. Oie, tudo bem?? Amei sua resenha e saber que gostou tanto do livro! Acho a premissa mega interessante, e saber que o autor se utiliza de fatos históricos só me deixa mais empolgada e curiosa para conhecer essa trama também. Espero gostar :D Já coloquei nos desejados.
    Beijos!

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  8. Oii
    Senti curiosidade sobre o livro apesar de fugir de temas muito realista e que indignam as vezes. Acho ótimo para aprender história, mas também fico por muito tempo sentida com os acontecimentos e injustiças daquelas épocas.

    Vícios e Literatura

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  9. Oi Renata!
    Ainda não li nada dessa autora, mas tenho um livro aqui para ler.
    Gostei bastante da sua resenha e fiquei curiosa, pois esse livro parece acrescentar bastante para nós leitores tanto por ser uma obra boa, como por ter fatos históricos
    É bem comum, hoje em dia principalmente, as pessoas colocarem o trabalho acima de tudo e espero ler para saber como a obra acontece.
    Beijos

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  10. Olá!
    Sou muito fã de livros históricos, apesar da narrativa dessa obra não ter chamado muito a minha atenção, parece ser uma leitura bem necessária, reflexiva e realmente bem realista, com certeza uma leitura que deve ser realizada por todos.
    Os personagens parecem ser tão reais, gosto de livros assim, pois conseguimos nos envolver com a história! E com certeza muitos pessoas na vida real também são assim, dando mais valor ao trabalho que a propria familia.

    Beijos!
    Eli - Leitura Entre Amigas
    http://www.leituraentreamigas.com.br/

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  11. Olá, Renata

    Não conhecia o livro e, apesar dele não fazer meu estilo de leitura, achei seu enredo muito interessantes. Curti o fato de tantos sentimentos humanos serem abordados, tanto os bons quanto os ruins, e o fato de ser baseado em fatos reais é algo que torna a história muito mais verossímil.
    Que bom que você curtiu.

    Beijos

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  12. Olá, tudo bom?
    Adoro livros assim, onde nos apresentam mulheres fortes de nossa história, que tiveram real importância, em meio a um livro ficcional, que não foge muito do real e nem romantiza tudo. Não conhecia a personagem, nem sua importância na história,mas, já senti empatia por ela por saber que era mãe solteira em uma época em que se julgava tanto isso (não que hoje em dia não julguem, mas é bem menos né?) e criou o seu filho com todo o amor, com toda força que teve. Curti muito saber sobre os sentimentos bons e ruins que são abordados e a luta dessa mulher junto a este médico para fazerem algo que seria obrigação do governo. Indicação super anotada! Amei sua resenha!

    Beijos!!

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  13. Menina, parabéns! Que resenha muito bem escrita, com posicionamento realista, sem "mimimi" !! Ela para mim, já é uma heroína, pois faz um trabalho lindo como enfermeira e luta para criar o filho, sendo mãe solteira.

    Beijos

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  14. Tenho um amor grande por livros que retratam a história. Nos contam fatos reais misturados com ficção.
    Tenho Flor da Pele e tá na minha lista de leitura! Mas queria uma resenha para ler e ter certeza que o livro é bom hehehe

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  15. Menina, como você escreve bem! Eu não conhecia o livro, mas agora fiquei com curiosidade de ler... achei muito bacana ele ser inspirado em uma historia real! abraços Thata

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  16. Oi Renata, ainda não li o livro, mas gosto muito de romances históricos, porém como vc falou, a maioria não retrata nem de longe a verdade dos fatos além dos romances, e saber que este aborda este assunto me instiga a conhecer a obra.

    Bjs Jany

    www.leituraentreamigas.com.br

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  17. Não conhecia o livro, mas achei a capa bem emocional. O que encaixa perfeitamente com o livro né? A história parece bem forte e sincera (tão sincera que dá raiva).
    www.belapsicose.com

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  18. Oie, tudoo bem?? Sério, como eu não conhecia esse livro?? Adorooo romances hstóricos baseados em fatos reais porque geralmente (sempre) nos traz fatos que não são conhecidos pela história ou, digamos assim, sempre traz a parte que foi jogada para debaixo do tapete! Achei muito interessante a ambientação, a questão da varíola e o fato da personagem ser essa mulher forte que vc descreveu. Com certeza vou fazer essa leitura o quanto antes! Bjosss

    www.porredelivros.com

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  19. Olá!
    Eu não conhecia esse livro, mas eu fiquei muito curiosa para conhecer, porque eu adoro histórias que são baseadas em fatos reais. Eu nunca fui muito boa em história, mas nessa época o preconceito, repudio e outros fatos, eram realmente bem presentes, por isso achei o livro bem interessante, fora que fiquei bem curiosa para saber sobe essa expedição para levar a vacina contra a varíola. Dica anotada.
    Beijos,
    Nay
    Traveling Between Pages

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  20. Oie!
    Que resenha incrível! De verdade, você manda muito bem! Mesmo!
    Não conhecia esse livro, mas adorei a sua resenha. Gosto de livros no estilo mesmo nao sendo um que eu leia com frequencia.
    Dica anotada :D

    beijos
    Livros & Tal

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