06 março 2017

[Entrevista] Júlia de Oliveira



Li o livro Como Folhas Secas da autora há pouco tempo e me identifiquei muito com os assuntos abordados na obra. Então, procurei a autora para saber se ela aceitaria conceder uma entrevista e ela topou! Eu redigi algumas perguntas voltadas para quem não conhece o livro e outras voltadas para quem já leu, e, assim como eu, gostaria que a autora comentasse alguns pontos. Assim, o algumas perguntas e algumas respostas contém spoilers, mas vou colocar aviso antes.

1- Fale um pouco sobre você.
Jú: Chamo-me Júlia de Oliveira Santos Pereira, atualmente tenho dezessete anos, sou natural de São Paulo, SP, e estou cursando o último ano do ensino médio. Moro com meus pais e dois irmãos mais novos. Sou evangélica, frequento uma Igreja Batista. Divido meu tempo entre: estudar, ir à igreja, lecionar, cantar, tocar piano, ler, desenhar e escrever, escrever muito!




2- Você tinha 15 anos quando o livro foi publicado. Escreveu ele quando tinha quantos anos?
Jú: Comecei a esboçar as ideias do livro com treze anos. Num diário que não havia terminado, escrevi algumas coisas nas páginas em branco e gostei do que saiu. Durante um ano, fui escrevendo trechos soltos e depois “costurando”. Meu livro é uma verdadeira colcha de retalhos! Aos catorze anos juntei tudo num arquivo, ficou pequeno e um tanto confuso. Com algumas sugestões (obrigada mãe!), tirei alguns excertos, coloquei mais parágrafos, criei partes novas e aos quinze anos tinha o livro pronto.




3- Seu livro tem alguma relação com uma história real?
Jú: Escrevi entre os catorze e quinze anos, ou seja, nova, mas mesmo nesse pouco tempo de “experimentação da vida”, pude observar as pessoas ao meu redor e ouvi muitas histórias. Conheço uma quantidade significativa de pessoas com histórias de vida difíceis, outras com bons momentos e lembranças. Usei como base vários relatos de vida que já ouvi e até mesmo algumas experiências minhas. Mas muitas das coisas que acontecem na estória nunca aconteceram a conhecidos meus. É até um pouco triste pensar que, infelizmente, muitas pessoas já podem ter vivido muito do que está escrito.




4- Fiquei com a impressão de que você baseou a infância da Ana na sua própria infância? Foi isso mesmo?
Jú: Se um amigo ou parente meu lê o livro diz sempre a mesma coisa: cada personagem tem um pouco de mim. E essa é a mais pura verdade. Em todos os personagens, não apenas na Ana, mas nela exclusivamente, existem traços da minha própria personalidade, meu temperamento, e muitas das ações tomadas por eles são espelhadas nas minhas. Acho fantástica essa “migração” que o autor pode fazer transferindo um pouco de si mesmo para pessoas que ele cria. Comigo não foi diferente, pois a Ana tem muitas características minhas: a teimosia, a ansiedade, a busca por um grande amor, o desejo de ajudar os outros e a preocupação com as pessoas próximas. A infância dela, com pais amorosos, uma família grande, festas (no meu caso na igreja), foi de certa forma, a minha.




5- Você fez alguma pesquisa de campo para escrever o livro? Como foi sua pesquisa para saber como são os abrigos para menores, uso de drogas, abstinência, etc.?
Jú: Procuro me manter informada sobre os mais diversos assuntos. Leio muito jornais, pesquiso sobre questões sociais; leio muito. Minha “pesquisa de campo” foi sentada na frente do computador, lendo muitos, muitos artigos. Além disso, basta sentar vinte minutos na frente de um (bom) telejornal, para ser bombardeado com informações sobre tráfico de drogas, violência doméstica, menores infratores e muito mais. Parte dos meus conhecimentos sobre abrigos e adoção vem do meu desejo por adotar, que me leva a pesquisar muito sobre. E o que sei sobre abstinência, sobre envolvimento com drogas, e muitas outras questões pesadas, ouvi ao longo da vida, vi pessoas passarem por isso, pessoas próximas até. Talvez eu tenha errado em algum lugar? Sim, é um risco a se correr.  Mas não me arrependo de abordar nenhum dos assuntos abordados, ainda que eu tenha pouca experiência para falar. São assuntos que precisam ser discutidos.




6- [SPOILER] Fiquei um pouco incomodada com a falta de atitude dos pais da Ana, eles ouviam os gritos, sabiam que tinha algo errado, por que não ajudaram o Antônio? E depois que ele foi levado, por que nem ao menos levaram a Ana para visitá-lo no hospital? Fiquei com a impressão de que eles poderiam ter feito mais: poderiam ter oferecido abrigo até a mãe dele se recompor, ou, no mínimo, poderiam ter se informado sobre para onde Antônio seria enviado. Essa falta de atitude foi para proteger a filha?
Jú: Os pais da Ana são de certa forma uma “personificação da passividade”. Sim, eles podiam ter feito muito mais. Podiam ter interferido quando ouviam os gritos do outro lado da rua. Podiam ter acionado a polícia quando viam o menino machucado. Podiam ter oferecido abrigo, podiam ter feito tanta coisa! Mas vou lançar uma pergunta: quantas vezes não vemos coisas negativas acontecendo ao nosso redor sem que movamos um dedo para sair de nossa zona de conforto e ajudar o próximo? A empatia parece estar em falta atualmente. Sentir o que o próximo sente não faz mais sentido para as pessoas. Ainda que façamos nossa parte, muitos ainda continuam imóveis diante de injustiças e violências. Os pais da Ana queriam proteger sua filha do ambiente violento do outro lado da rua, mas, além disso, representam todas as pessoas que tapam seus olhos e ouvidos para os problemas de quem pode estar bem ao lado.




7- [SPOILER] Outra personagem que me deixou com a pulga atrás da orelha foi a mãe do Antônio. Além de não ter feito nada para impedir que Fernando o machucasse (poderia ter ido embora, poderia tê-lo enviado para morar com parentes por algum tempo, qualquer coisa), não o procurou depois que saiu da clínica psiquiátrica. Ela se recuperou? Conseguiu ser boa para o filho?
Jú: Contém alguns spoilers
Natália é uma mulher marcada pela dor e pela perda. As coisas pelas quais ela passou, não apenas com o grande trauma que é revelado no decorrer da estória, mas também tudo o que sofreu nas mãos de um marido violento, minou a alegria natural que ela tinha. Na estória, ela começa como uma mulher alegre que aos poucos vai se isolando do mundo e das pessoas por causa do marido. Mas por que tão inerte diante do sofrimento do filho? Porque, de alguma forma, lá no fundo ela acha que Antônio merece sofrer. Acredite, ela é uma das maiores vítimas das circusntâncias naquela cidade, mas, por mais que ame seu filho e muitas vezes tente protege-lo das atrocidades do pai, em seu subconsciente ela acredita em Fernando e que Antônio merece as punições.
No fim do livro temos sua reaparição: depois de muitos anos longe, se recuperando, ela é encontrada e trazida para junto do filho. De certa forma, Toni sabe sobre o posicionamento da mãe, sabe o que a passividade dela significa, mas a falta que sentiu da figura materna sobrepõe a mágoa. O filho a recebe de braços abertos e os dois, não apenas Natália, Toni e ela ganham a oportunidade de viver a vida mãe e filho que nunca viveram, ao menos não em paz. No pequeno salto de tempo que a estória dá no final, temos um vislumbre do que acontece aos dois: estão vivendo juntos, Toni está na faculdade e ela está finalmente, bem. Eles ainda tem muito a viver.




8- Você pretende seguir a carreira de autora em tempo integral? Pretende cursar faculdade? Assistência social, talvez?
Jú: Os livros continuarão sendo, até onde sei, um hobby. Pretendo cursar a faculdade, mas não de assistência social (apesar de amar muito a profissão). Farei jornalismo, que é onde está o meu coração. Quero trabalhar com mídia, com reportagens televisivas de preferência, pois amo a produção e criação de conteúdo e informação. Independente da faculdade, eu quero continuar escrevendo minhas estórias e publicando-as. Quem sabe, se tudo colaborar, eu viva dos meus livros algum dia.





9- Como conseguiu publicar um livro, ainda tão nova? Alguma dica para os novos autores?
Jú: Quando finalizei a história falei com alguns amigos e vários deles me incentivaram a enviar o PDF para alguma editora. Pensei comigo mesma que não havia nenhum mal em fazê-lo, afinal, o não eu já tinha, a única coisa que poderia acontecer de surpreendente era alguém aceitar. Enviei a Novo Século Editora e eles, incrivelmente, se interessaram pelo PDF! Apesar da pouca idade gostaram da estória e da escrita e resolveram publicá-lo. Foi a realização de um sonho que sequer posso chamar de antigo, pois se realizou bem prematuramente, o que me trás experiências que posso levar comigo pelo resto da carreira.
Minhas dicas para autores são: não desistam, invistam em vocês mesmos e entendam quem são. No quesito não desistam: não é fácil. Uma editora que aceita receber de cara um escritor completamente desconhecido está dando um grande tiro no escuro, tal como você dá ao enviar o seu livro. Talvez não aceitem logo no começo, mas não desista! Continue aperfeiçoando sua escrita, receba sempre as criticas construtivas e mande para outras editoras. Lembre-se de J. K. Rolling, a autora de Harry Potter que ouviu onze nãos antes de seu best seller ser aceito.
Quanto a investimento: como eu disse, a Editora está apostando alto quando aceita publicar seu livro, o que exige uma boa movimentação de dinheiro. Assim, nada mais justo e correto do que você também contribuir com os custos que essa publicação irá gerar. Existem editoras que publicam gratuitamente, mas caso deseje uma paga, esteja pronto para, não gastar, mas investir!
E sobre entender quem você é: talvez a sua história seja maravilhosa aos seus olhos, mas não seja o mesmo para uma Editora. É sempre importante receber as criticas, negativas e positivas, pois elas nos incentivam, inclusive as negativas, a melhorar e corrigir aquilo que ainda está deficiente na nossa escrita. Então, seja humilde ao procurar espaço editorial para sua obra. Não pense que as editoras são obrigadas a aceita-lo porque seu livro é incrível. Eles recebem muitos originais e o seu está entre eles. Contudo, não deixe de escrever se é o que ama. Apenas se amolde e conserte o que for necessário. Com persistência, humildade e coragem você chega longe!




10- Quais são seus projetos futuros? Está trabalhando em alguma coisa?
Jú: Tenho mais três livros prontos, apenas aguardando para aprovação e publicação e estou trabalhando em mais dois livros. Os três já prontos têm assuntos diferentes entre si: o primeiro é um romance de época, que se passa no século XIX; o segundo é um livro cristão de foco evangelístico, que através de uma história trás a mensagem bíblica; o terceiro é um conto de segunda guerra mundial (que se tudo der certo vai ter umas ilustrações muito bonitinhas). Os dois livros em que estou trabalhando são um romance e outro medieval e ambos também serão (se Deus quiser) publicados algum dia.




11- [SPOILER] Por fim, eu gostaria muito, mas muito mesmo que você escrevesse um conto, um epílogo extra, sei lá, qualquer coisa, através do ponto de vista do Antônio. Fiquei com o coração apertado no final do livro e gostaria de saber se ele ficou bem, até porque não sei se confio na mãe dele. Alguma possibilidade de isso acontecer?
Jú: Quando terminei de escrever esse livro, o final era bem diferente do que o público pode ler agora. No final “original” Ana terminava com... É, isso mesmo! Vocês que já leram sabem bem haha A maioria das pessoas que lê diz amar o livro como ele é, mas muitos me perguntam por que ela não ficou com a outra pessoa. Quando editei o livro para manda-lo à editora, fiz diversas alterações que implicaram em alterar o final, e eu o amo exatamente como está. Mas, como muitos me pedem, acredito que em algum momento posso divulgar esse final alternativo. Esse epílogo também seria uma possibilidade.




12- Quer falar sobre alguma coisa que não perguntei? Fique a vontade.
Jú: Acho que as perguntas já foram muito boas hehe




Eu gostaria de agradecer à Júlia pela atenção e pela disponibilidade ao responder às perguntas com tanto carinho. Adorei as respostas e acho que nem preciso dizer que estou ansiosa pelas próximas publicações e que eu gostaria muito, muito mesmo de ter acesso a esse final alternativo (apesar de ter amado o final publicado) e também que esse epílogo ou fosse escrito.




Conheça "Como folhas secas"



Título: Como folhas secas
Autor (a): Júlia de Oliveira
Páginas: 304
Editora: Novo Século
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Sinopse: Em Santa Heloísa, interior de São Paulo, crescia cercada de conforto e afeto a pequena Ana Carolina. Comemorações cheias de alegria, música, amigos e parentes eram parte do cotidiano dessa adorável e sensível menina. Enquanto isso, vivia na metrópole do Estado um garoto quieto e solitário, que numa manhã de agosto se mudou com a família para o interior.
Foi ele, Antônio Guerra, que apresentou para Ana Carolina uma realidade que ela ainda não conhecia. Aos poucos a garota foi se aproximando do menino enigmático e descobrindo seus segredos, pesadelos e a dolorosa verdade que sua família escondia. Carinho, amizade e confiança se tornaram laços que uniram essas duas crianças, ensinando-as como a vida poderia ser bela, mas também injusta. Juntos eles construíram uma história que nem as reviravoltas e imprevistos do futuro poderiam apagar.

17 comentários:

  1. Olá,
    eu não conhecia a autora e gostei de ler mais sobre ela. UAU, treze anos ? É realmente algo bem interessante e meu Deus, quantas atividades extra curriculares ela faz né ?! Haja pique.
    Enfim, achei as perguntas bem interessantes e gostei da entrevista.
    Beijos
    www.estilo-gisele.blogspot.com.br

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  2. Ontem mesmo vi uma resenha do livro da Julia e adorei a protagonista, ainda que só pelos olhos do resenhista. Agora lendo a entrevista e vendo que ela já tem três livros prontos, me sinto compelida a ler o mais rápido possível o primeiro livro, para não deixar acumular, quando ela publicar as outras histórias.
    Beijos

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  3. Olá!! :)

    Eu não li o livro e não conhecia a autora, mas realmente e um grande mérito ter um livro publicado aos 15 anos!!! :)

    Achei engraçada a metáfora dela, associando o seu livroa uma colcha de retalhos... Gostei! :) E funcionou bem!! hehe

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  4. Adorei a entrevista!
    Eu sempre vejo o livro da autora por aí, e minha amiga leu e disse que é ótimo, então minha vontade de ler só aumenta, né? E saber que a autora é super simpática é ótimo também! <3
    Ela é tão novinha, não fazia ideia haha.

    Virando Amor

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  5. Oie! Tudo bem!

    Amo quando vejo escritores tão novos lançando seus livros! Mostra que tem muito ainda por vir na nossa literatura nacional! Amei conhecer um pouco mais da autora e espero em breve ler algo dela! E estou ansiosa para conhecer os novos livros e trabalhos dela!

    Bjss

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  6. Oi, tudo bem? Gostei muita da sua entrevista, principalmente pelo fato de ser com uma moça tão jovem que alcançou esse sonho de lançar o livro dela, realmente não devemos desistir nunca, né? Suas perguntas foram ótimas e a Julia me pareceu bem simpática! Beijos.

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  7. Oi.

    Já tinha visto esse livro no Facebook, mas ainda não conhecia a autora. Pensei que ela fosse um pouco mais velha, mas ela é tão novinha. Isso é muito bom, ver tantas pessoas escrevendo, mesmo com pouca idade. Adorei a entrevista e vou procurar o livro dela depois.

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  8. Oie!
    Nossa, como ela começou bem novinha! Com certeza terá muito sucesso, e que continue assim, tão simpática.
    Adorei a entrevista, e fiquei bem curiosa para conferir o livro. Quero saber mais do passado do personagem e o que está acontecendo com ele.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  9. Oi Barbara.
    A entrevista ficou excelente! Você selecionou bem as perguntas e foi ótimo você avisar quando tinha spoiler do livro.
    É impressionante que a autora tenha só 17 anos, ainda não li o livro, mas pelas respostas dela, me pareceu bem madura. Fiquei curiosa.
    Abraços.

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  10. Oiee Barbara ^^
    Eu ainda não conhecia esse livro, e, apesar de ter achado a capa bem bonita (e o título também, confesso...hehe), a premissa em si não me chamou muito a atenção. Isso porque estou tentando fugir do gênero...haha'
    Também acho incrível que os autores consigam colocar um pouco de si mesmos em seus personagens e em suas histórias. Gostei de conhecer a Júlia, e fiquei curiosa para saber sobre o romance de época...hehe'
    MilkMilks ♥

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  11. Olá, tudo bom?
    Que novinha! rs Mas é claro que isso não influencia em nada o talento, não é mesmo? Adorei saber um pouco sobre a história dele e claro, saber também que cada personagem tem um pouco dela e as histórias são baseadas em relatos que ouviu durante o tempo em que criava sua obra.
    Quanto aos projetos futuros, eu, como uma boa louca por romances de época, já quero conferir este escrito por ela!
    Amei a entrevista e as perguntas!

    Beijos!
    @PollyanaCampos
    Entre Livros e Personagens

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  12. Ela começou bem novinha, e na verdade ainda é bem novinha! Hahaha
    Já vi o livro dela por aí e acho a capa linda. E ela ainda tem muita coisa para publicar pelo que vi, espero que ela consiga. Eu não li muito bem as perguntas marcadas com "spoiler" mas percebi que tem um lance de uma família passiva, né? Deve ser interessante e até doloroso.

    Beijo

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  13. Oi querida,
    Amei a entrevista. A autora era tão nova quando o seu libro foi postado. Dá muito orgulho a família, eu imagino isso. Gostei das perguntas e achei interessante o livro dela. Tem uma ótima sinopse, e a premissa do livro parece ser ótima. Adorei conhecer a Julia e espero ter a oportunidade de ler o seu livro em breve.

    Beijoss, Enjoy Books

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  14. Pulei a parte dos Spoilers porque fiquei apaixonada pela resenha quando você postou e quero muito ler o livro e perder o ar com cada surpresa dele. A autora de fato é muito nova mas tem uma maturidade fantástica.

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  15. Oie!!
    Não conhecia a autora e nem o livro, mas amei a entrevista...
    Adorei a capa e adorei a história...
    Minha nossa que nova ela e já publicou um livro! Que linda!

    beijos
    Livros & Tal

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  16. Olá!
    Adorei a Ju, vi resenhas muito positivas sobre o livro dela e é incrível como ela se preocupou em pesquisar para criar uma base para a história, escrever um livro ainda com 15 anos é um desafio e tanto!
    Beijos,

    Luana

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  17. Essa entrevista 😍 Foi um prazer concedê-la! Estou a disposição para qualquer outra publicação que deseje fazer hein? Hahah. Muito obrigada pela atenção e carinho ❤️

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