04 janeiro 2017

[Resenha] Diário de uma escrava - Por Rô Mierling



Título: Diário de uma escrava
Autor (a): Rô Mierling
Páginas: 240
Editora: DarkSide Books
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Sinopse: Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.
Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver.


Estevão é um cara aparentemente normal. Apesar de estranho, é um marido exemplar, trabalhador, organizado, vai a igreja, entre outras coisas. Quem o olha não imagina o quão monstro ele é por dentro. Estevão percorrer ruas, praças, shoppings e cidades vizinhas em busca de meninas de 10 á 16 anos no qual possa sequestrar e torná-las escravas sexuais. Elas são levadas para um buraco embaixo de um cômodo em seu sítio, onde elas não recebem nem as mínimas condições de higiêne, comida, luz solar e ventilação natural. Essas jovens ficam enclausuradas e sofrem estupros diários até que seus corpos não aguentem mais, assim, sendo descartadas e trocadas por outras. Nunca nenhuma durou nas mãos de Estevão, até Laura.

"Ele era estranho, doente, eu acho, doente mental. Em certo momento da primeira noite, ele começou a fazer carinhos em mim, alternando com socos e mordidas. Ele me mordia, cuspia no meu corpo e me beijava."
Página 77

Laura tinha 15 anos quando saiu para ir a casa do namorado e o "Ogro" - nome com o qual ela o chama - a levou para o buraco. Fazem 4 anos que não vê a luz do sol, come corretamente e não usa um banheiro para suas necessidades fisiologias. Sua vida se resumi a estupros diários e agressões por aquele que um dia roubou sua vida. Laura sabe que nunca mais será a mesma, como também sabe, que sua família já não a procura mais. Seu único desejo é ter sua liberdade, e todos os dias planeja em como conseguir, pois sente, que uma hora ou outra, o Ogro irá trocá-la por outra.

"Uma vez, li na escola que o ser humano é capaz de tudo para sobreviver e que o instinto de ficar vivo é o maior e mais forte instinto que existe, Mesmo que não tenhamos mais motivos e forças para continuarmos vivos, ainda assim lutamos pela nossa vida até o último minuto."
Página 120

Estevão sempre gostou do mesmo tipo meninas para serem suas vítimas. Garotas entre 10 e 16 anos, virgens e ingênuas do perigo. Em sua cabeça, ele acredita fielmente que está fazendo um favor á elas em torná-as mulheres fortes para aguentar o mundo. Depois de 4 anos com Laura, ele começa a querer outras meninas, mas não deseja se desfazer de sua Ursinha, e assim, vai em busca de outra presa. As coisas dão errado depois de ter se descuidado e deixar duas meninas saírem vivas, e agora, todos procuram pelo Maníaco das Donzelas. Estevão foge e leva sua Ursinha, e assim, Laura vê pela primeira vez sua chance de liberdade.






Começo essa resenha dizendo que Diário de uma escrava não é para ser lido por qualquer um. O livro é denso, pesado e com cenas fortes que causam muito desconforto a quem lê. Me senti com o coração pesado e o peito amarrado por toda a leitura, tudo que eu queria era que a estória tivesse um desfecho feliz, mas não é o que acontece. Rô Mierling nós apresenta uma estória real, e como tal, a realidade assusta.


O livro é baseado em fatos reais sobre casos semelhantes que a autora estudou e trouxe para a ficção, o que não o torna menos verídico, pode-se dizer que Diário de uma escrava é um relato de sofrimento de tantas meninas que passaram por isso. A autora teve todo um cuidado de ser coerente e trazer atitudes plausíveis de uma pessoa nessa situação, o que para quem lê ao primeiro momento não entende, mas aos poucos vamos entrando na cabeça da vítima e entendendo seus medos, e assim, compreendendo suas ações.


Não vou negar, assusta, e muito, os tema abordados no livro. Vemos pedofilia, necrofilia, estupros, urolagnia, assassinatos, torturas físicas e psicológicas. Nada foi suavizado e choca em ver que tudo foi descrito com tantos detalhes, como também, a dor e sofrimento que a vítima sente. A escrita da Rô é tão boa e crua, que é como se estivéssemos ao lado da personagem vendo tudo que ela está passando. Só por isso me tornei fã dessa autora, é raro encontrar livros que consigam essa façanha, e Rô Mierling fez com proeza.


Mas vamos falar um pouquinho sobre a Laura. Ela foi sequestrada quando tinha 15 anos e faz 4 anos que vive em uma cativeiro sob a terra sem luz solar, ventilação natural, comida para se manter forte, e condições de higiene adequadas. Para vocês terem uma ideia, Laura  fazia suas necessidades fisiológicas dentro de um balde que fica no mesmo cômodo que ela por vários dias seguidos, e ainda por cima, sofria estupros diários, as vezes mais de uma vez ao dia.


Durante a leitura vamos conhecendo mais sobre a Laura e suas mudanças. Acada dia ela vai pouco se importando com sua vida sendo seu único propósito fazer com que tudo se acabasse, seja viva ou morta. O livro é narrado em primeira pessoa e é terrível estar na mente da Laura, é difícil digerir seus sentimos quando está sendo estuprada, e pior ainda, quando o ato é tão violento que ela sente dores que a fazem desmaiar. É desumano o que ela passa, e assim que o Ogro a tira do cativeiro, ela começa a ser grata por ele, desenvolvendo assim, Síndrome de Estocolmo.


"Do fundo do meu coração, me vem uma vontade maligna de cravar os dentes no pescoço dele, mas outra vontade, ainda mais atroz, me ordena que eu levante e o abrace, implorando que ele nunca mais me deixe."
Página 82

É tão nítido que Laura começa a sofrer isso, pois tem pensamentos contraditórios sobre o Ogro e acredita que ele é o único que ainda se importa com ela. Também a personagem faz várias reflexões de como séria sua volta para sua família, e isso lhe assusta, pois ela pensa que iriam culpá-la por ter ficado tanto tempo com ele. Mas tudo isso se deve ao fato dele a torturar, não só fisicamente, mas também psicologicamente. Estevão é um monstro em todos os sentidos da palavra, vemos todas suas atitudes animalescas, desejos bizarros e a satisfação que ele sente em ver as vitimas sofrerem.

"[...] Acredito fielmente que escravos e prisões não se fazem somente com paredes, grades ou algemas, mas também com simples palavras e situações. Eu, na verdades, não consigo visualizar uma vida sem o Ogro, porque sei que ninguém mais me aceitaria nesse mundo depois de tudo que passei."
Página 117

A autora não se contentou em mostrar somente o sofrimento de Laura, ela também, em alguns capítulos narrados em terceira pessoa, mostra outras vítimas dele, até as meninas que vieram antes dela. Tem uma parte em especial que fiquei bem marcada onde ele sequestra uma menina de 12 anos, bem fraquinha, e ali, no meio de uma floresta ele estupra e a agride até matá-la, e pior, ele fica extremamente bravo por ela ter morrido e não ter aguentado mais. Essa cena é repulsiva e me levou as lágrimas.


Algo que eu estava com muita curiosidade era sobre como a família da Laura ficou depois do rapto, e em apenas dois capítulos a autora sanou todas minhas dúvidas. Ao contrário do que é levada a creditar, eles não a esqueceram e sofrem todos os dias sua falta. Tudo isso me fez refletir como as famílias de pessoas desaparecidas ficam totalmente devastadas e desestruturas, nunca voltando a serem iguais, e muitas até, morrem sem saber o que de fato aconteceu. É triste pensar no quanto o ser humano pode ser o pior predador do planeta, não somente em matar outro, mas matar sonhos, ambições e o desejo de viver.

"Eu, agora, era uma mulher adulta, unidade a um homem que era meu dono, meu senhor, meu mestre e, por mais que, no fundo da minha alma, gritasse um desejo de fugir ou de comer o coração dele no jantar, ao mesmo tempo, eu sentia que as suas mãos eram as únicas que me alimentariam ou me dariam certo conforto."
Página 135


Como sempre a DarkSide Books arrasou na edição. A capa trás uma borboleta com o título na asa e logo no prólogo entendemos a escolha da editora. Internamente a edição é primorosa com letras bem grandes, espaçamentos nas margens confortáveis, enfim, uma diagramação caprichadíssima. Como de costume, também possuí algumas imagens ao decorrer do livro, e todas são coerentes com a estória. Algo que adorei foram as notas que a autora deixou no final, onde ela explica que a estória foi baseada em fatos reais, apresentando os casos que inspirou, como também, uma explicação sobre a Síndrome de Estocolmo. Isso me auxiliou muito pois consegui entender melhor as atitudes que Laura teve.


Como disse lá no começo, o livro é pesado e muito real, e isso é que o faz ser tão bom. No final temos a impressão que a estória não terminou, e sinceramente, desejo que não tenha mesmo pois quero saber mais sobre como as coisas ficaram. Assim como a Rô diz em suas notas lá no final do livro, esse livro não serve somente para ser ficção, mas sim como um alerta para que nós eduquemos nossos crianças sobre os perigos que espreitam. Estevão é considerado um cara normal na sociedade, e me pergunto, quantos "Estevãos" estão espalhados por aí, em praças, shopping, mercados, e nas ruas. Não conhecemos as pessoas, e é de extrema importância que as crianças sejam educadas a não se enganarem.

"[...]Essa é uma estória baseada em fatos, ideias, pensamentos, sensações, diálogos e cenários reais, contextualizados de forma literária, servindo de entretenimento, mas também de alerta á nossa sociedade, em prol de que cuidemos de nossas meninas. Que possamos dar a nossas filhas, irmãs, amigas e primas indicações do perigo. [...]" - Nota Rô Mierling
Página 127

Não recomendo o livro para qualquer um, ele trata de um assunto sério de forma bem explícita que causa desconforto durante a leitura. Mas o considero de extrema importância e gostaria que todos o lessem, mesmo que isso doa.



20 comentários:

  1. Olá
    Como sempre mesmo a editora se destaca com essa edição maravilhosa. Eu estava bem empolgada para conferir as impressões sobre esse livro, e fiquei ainda mais motivada para conferir. O fato de se tratar de um assunto tão sério chama muito a minha atenção, especialmente pelo desenvolvimento de modo geral.
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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  2. Oie! Tudo bem? Quero muito esse livro na minha coleção, mas não sei se chegaria a ler ele pelo tema :/ acredito que seja uma leitura bem pesada e meu psicológico não está bom para esse tipo de livro!
    BJss http://resenhasteen.blogspot.com.br/

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  3. Quando vi esse livro na livraria me apaixonei pela lombada dele! A Darkside consegue se superar a cada dia e isso é fantástico. Só em ler sua resenha já fiquei com o coração partido, não sei se eu aguentaria ler algo assim, tão sentimental e real ao mesmo tempo, mas ainda assim, esse livro permanece fielmente na minha lista de desejados.

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  4. A Darkside sempre arrasa nas capas, sempre me apaixono por todas!
    Fiquei bastante curiosa pra ler esse livro, apesar do tema forte e real, como você disse, não é pra ser lido por qualquer um.
    Obrigada pela dica, se eu já queria ler antes, sua resenha me fez colocar esse livro no topo da wishlist!

    Virando Amor

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  5. Feliz que tenha gostado do livro e captado tão bem a mensagem do livro. Grande beijo.. Rô Mierling

    PS.: Me envia seu e-mail para eu te enviar uns marcadores personalizados do livro. - romierling@gmail.com

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  6. Ótimo livro, uma das melhores leituras de 2016. Daqueles livros que a gente pega para ler um pedacinho e não quer largar antes do fim.

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  7. Quero muito ler esse livro, a capa é linda e tudo o mais dele, gostei muito de sua resenha.
    Um grande abraço.

    https://diasdeleitores.blogspot.com.br/

    *seguindo blog

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  8. Stefani, a resenha e as fotos que você postou, foi um verdadeiro tiro no peito. Eu estava imaginando outro enredo e já queria, agora que sei do que se trata, quero ainda mais. A arte gráfica, como sempre, um lacre, mas pode ser diferente se o livro é da Darkside? Claro que não.
    Amei
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  9. Olá Stéfani, tudo bem?

    Eu vi tantas resenhas negativas acerca de Diário de uma escrava, além de um bafafá no youtube, que se seguiu pelo facebook, que fiquei até com receio de ler e resenhá-lo, rs.

    Mas vou deixar o título anotado aqui, pois só a edição já está de parabéns. É lindíssima.

    Beijos

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  10. Olá!! :)

    Eu já ouvi falar imenso deste livro! Realmente tem andado nas bocas do mundo!! :) A capa e o design esta ótimo, sem duvida nenhuma!! :)

    Isso de ser real e "puro e duro" e bom por chocar e mostrar a realidade tal como ela e, mas também pode não ser tao boa para certas pessoas..! :) ahah

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  11. Olá Stéfani,
    Que bom que esse livro te agradou. Esse tema é bem diferente e, como você disse, não é para qualquer um. A leitura, a meu ver, deve ser feita de uma forma lenta para que possamos aproveitar e entender tudo o que a autora quis passar.
    Suas impressões me instigaram e pretendo fazer a leitura.
    Parabéns pelas fotos, belíssimas, como sempre.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  12. Esse é um livro que não quero ler, por questões pessoais.

    Acho o tema pesado demais pra mim, eu com certeza não daria conta dele. A edição é linda, mas também tem outra coisa que me apavora: borboletas. Tenho motefobia. Só de olhar já me arrepio toda... Ver essas fotos então... XD sei que são só desenhos, mas ainda assim me dá vontade de sair correndo!

    Por sua resenha, realmente parece que eu não sirvo para ler este livro, embora tenha uma coceirinha de curiosidade.

    Abraços!

    www.asmeninasqueleemlivros.com

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  13. Oieee, desde que lançaram que ouço falarem desse livro, mas sua resenha foi a que mais me chamou a atenção e me fez querer conhecer mais desta história, não imaginava que o livro tratava de algo tão pesado!

    Bjs Jany

    http://www.leituraentreamigas.com.br/

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  14. Oi Stéfani.
    Esse é um livro que eu não tenho estômago para ler, de jeito nenhum. Eu sou uma leitora muito empática e certamente iria passar mal com todas as atrocidades que o cara faz.
    A edição está linda de maravilhosa,a começar pela capa e as bordas das páginas. Tudo lindo! A editora arrasa sempre!
    Abraços.

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  15. Olá,
    Menina que resenha mais densa e com assuntos pesados.
    É a primeira que leio da obra e confesso que fiquei com o estômago embrulhado somente com ela e não sei se conseguiria iniciar a leitura e concluí-la diante de tantas atrocidades. Tenho vontade sim, mas vou pensar bem para então ver se inicio ou não.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  16. Oi.
    Já tinha ouvido falar do livro, mas apenas de maneira superficial. Não me passou pela cabeça que fosse um livro tão marcante, cru e pesado. No entanto, é isso que fez eu me interessar pelo livro, afinal, não lemos apenas para fantasiar, mas também para provocar sentimentos, nos alertar, nos dar sabedoria, e acredito que esse livro vai além disso. Como você disse, isso é um retrato da nossa realidade, uma realidade um pouco coberta e que não lidamos com ela todos os dias, a não ser quando ligamos nossas TV's ou lidamos com casos familiares.
    Fiquei bem intrigada com o livro e estou bem inclinada para lê-lo e observar como que ela lida com toda essa crueldade criada por esse Monstro que não passa de um reflexo do que há em nosso meio, mesmo que escondido.
    Como sempre a Darkside não deixou a desejar. Amei a capa e as figuras!
    Parabéns pela resenha!
    Beijos :*

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  17. Nossa, o trabalho da editora com o livro ficou lindo demais! Mas eu não leria de forma alguma, é mais do que meu estômago pode aguentar, ele já começou a revirar só lendo sua resenha, principalmente na parte que você disse que o cara ficou revoltado porque uma das vítimas morreu e não aguentou mais. Monstro é pouco pra definir uma pessoa dessas. Não gosto nem de pensar que isso realmente acontece, que tem gente que é capaz de coisas do tipo. Esse tipo de leitura prefiro evitar porque acaba comigo.

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  18. Esse livro está simplesmente lindo e só por isso eu quero ter ele na minha estante. Só que acho que a beleza engana o que ele realmente trata. Mesmo sem ler já dá pra saber o que você disse que não é para ser lido por qualquer um e ainda estou me achando fraca para ler ele. Quem sabe um dia? Beijos

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  19. oie stef, gosto muito desses livros que abordam histórias sérias e que trazem esse toque de realidade. quem dera não precisássemos ler algo assim, mas infelizmente é a realidade em muitos lugares. já estudei sobre a síndrome de stocolmo depois de ler um livro, e é chocante mesmo. nossa, sua resenha me deixou com absoluta vontade de ler.

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  20. Oi, tudo bem?
    Eu confesso que quando soube sobre esse livro fiquei muito curiosa mesmo, porque parece ser uma leitura realmente bem interessante, embora densa e pesada. Lendo sua resenha agora só pude confirmar a minha vontade de ler esse livro, tenho certeza que vai ser uma leitura que vai me chocar bastante, mas fiquei muito curiosa para saber mais sobre como a autora desenvolve tudo. Enfim, espero ler esse livro em breve.

    Beijos :*

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